29/10/09

Gripe A: Uma reflexão e uma proposta.

Ao ler este texto de Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública, ninguém pode deixar de se interrogar sobre a capacidade dos seus governantes e autoridades de Saúde Pública do seu país - particularmente Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde e Director-Geral de Saúde - sobre a sua honestidade e o seu grau dependência em relação aos grandes laboratórios internacionais.

Teresa Forcades i Vila* - 11.10.09
Dados científicos

Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1, estirpe S-OIV) diagnosticaram-se na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 [1].

A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da época da gripe anual [2]; a única coisa que é nova é a estirpe S-OIV [3] [4].

Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe [5].

Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo [6]; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe [7].

Como já disseram publicamente reconhecidos profissionais de saúde - entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Conselho Nacional de Ética em França) e o Dr. Juan José Rodriguez Sendin (presidente da Associação de Colégios Médicos do Estado espanhol) -, os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual [8].

Irregularidades que têm de ser explicadas

Em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe anual; as vacinas tinham de ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro e Março; antes que qualquer destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram.

Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que, sem base real, as autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe sazonal) [9].

Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?

Pôde declará-lo porque no mês de Maio a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que por causa de um agente infeccioso morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência - que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas - foi eliminada da definição adoptada no mês de Maio de 2009 [11], depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido [12].

Consequências políticas da declaração de «pandemia»

No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos [13].

O que é que pode acontecer a uma pessoa que decida não se vacinar? Enquanto a vacinação não for declarada obrigatória não lhe pode acontecer nada; mas se chegasse a declarar-se a vacinação obrigatória, o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachussetts dos EUA a multa para estes caso pode chegar a 1.000 dólares por cada dia que passe sem o prevaricador se vacinar) [14].

Perante isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a sazonal, também não há para todos...

É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim. A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré [15]. E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina [16].

Uma reflexão

Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, ao mesmo tempo que não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que por causa da crise perderam o seu trabalho e a sua casa.

Enquanto não forem clarificados estes factos, o risco de este Inverno serem distribuídas vacinas contaminadas e o risco de poderem ser adoptadas medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em caso algum podem ser desvalorizados.

No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.

No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes - entre eles a Directora-Geral da OMS -, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:

1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;
2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.

Em qualquer dos casos a vacina que se está a preparar agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em Janeiro passado com a Baxter, podia ser, inclusivamente, que servisse de veículo de transmissão da doença.

Uma proposta

A minha proposta é clara:

Além de manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não se deixar vacinar, coisa que já se propõem muitas pessoas com senso comum no nosso país [Espanha].

Apelo a que se active com carácter de urgência os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para assegurar de forma rotunda que no nosso país não se poderá forçar ninguém a vacinar-se contra a sua vontade, e que os que decidirem livremente vacinar-se não serão privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito de serem economicamente compensados (eles ou os seus familiares), no caso de a vacina lhes causar uma doença grave ou a morte.

Notas:
[1] Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279
[2] 'The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens', Zimmer, Burke, op. cit., p. 282
[3] Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279
[4] Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471
[5] US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4.
[6] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu).
[7] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu)
[8] Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol '09): Debré: 'Cette grippe n'est pas dangereuse'; cf. La Razón (4 septiembre '09): Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A
[9] Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.
[10] http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009
[11] Cohen E. When a pandemic isn't a pandemic. CNN, 4 de mayo '09.http://edition.cnn.com/2009/HEALTH/05/04/swine.flu.pandemic/index.html
[12] Doshi Peter Calibrated response to emerging infections VMJ 2009;339:b3471
[13] Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre '09.
[14] Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto '09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre '09. WBUR Boston.
[15] Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières. www.syndicat-infirmier.com/Vaccination-H1N1-mefiance-des.htlm
[16] Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio '09.



Texto publicado no sítio da Coordenadora Antiprivatização de Saúde Pública, Madrid, (www.casmadrid.org), em Setembro de 2009.


* Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona, é doutorada em Saúde Pública, especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas».


Tradução de José Paulo Gascão

FESTA DE HOMENAGEM A JOSÉ CARVALHO.


Vinte anos depois do assassinato, a APSR organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa. O encontro é na sexta-feira, 30 de Outubro, às 21h30 na Caixa Económica Operária, em Lisboa.

No dia 28 de Outubro de 1989, um bando nazi de cabeças-rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.

José Carvalho - o "Zé da Messa", como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil e quinhentos trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que organizaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.

Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975. Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.

Vinte anos depois, a Associação Política Socialista Revolucionária organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa.

A festa/concerto terá lugar no dia 30 de Outubro, na Caixa Económica Operária, em Lisboa, a partir das 21h30, com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.

Quem quer ir fazer assaltos na Russia?


Um assalto a um cabeleireiro na Rússia está a mobilizar a polícia. O crime envolve o assaltante e a cabeleireira do estabelecimento assaltado, avança o jornal G1.

A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia.

Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.

Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto.

No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».

fonte: IOL Diário

27/10/09

O dia ideal.


O orvalho, o nevoeiro, o sol que fura e o anoitecer que começa logo a seguir....isto sim é um dia.
Desarruma as vontadinhas, auxilia o sonho e move as células das esperanças, algumas já postas de parte.
Hoje há festa, muitas festas pela certa!

25/10/09

Intervir é preciso.

Mas o que é que andamos a fazer? Ao longo dos anos vamos confiando em forças politicas que mais tarde nos desiludem. Então nós, zangados, mudamos o nosso voto e vamos confiar noutra força. Ano a ano vamos repetindo o processo e, claro, assim nunca sairemos do mesmo.
Temos de intervir, ser gente que conta e que resolve. Já chega de, por preguiça, constituirmos os partidos em mandatários das nossas lutas, coisa que nunca serão.
Temos seguido forças políticas durante 35 anos, não terá chegado a hora de eles nos seguirem a nós?

22/10/09

Ministros do XVIII Governo Constitucional

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Luís Filipe Marques Amado

Ministro de Estado e das Finanças
Fernando Teixeira dos Santos

Ministro da Presidência
Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira

Ministro da Defesa Nacional
Doutor Augusto Santos Silva

Ministro da Administração Interna
Rui Carlos Pereira

Ministro da Justiça
Alberto de Sousa Martins

Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
José António Fonseca Vieira da Silva

Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
António Manuel Soares Serrano

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
António Augusto da Ascenção Mendonça

Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro

Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Maria Helena dos Santos André

Ministra da Saúde
Ana Maria Teodoro Jorge

Ministra da Educação
Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar)

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
José Mariano Rebelo Pires Gago

Ministra da Cultura
Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas

Ministro dos Assuntos Parlamentares
Jorge Lacão Costa

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
João Tiago Valente Almeida da Silveira

A cantiga é uma arma!

Agora que assistimos à luta desenfreada de um partido na procura do líder que os faça ganhar eleições ou, em palavras mais populares, que saiba enganar melhor. Agora que descobrimos claramente que para substituir uma que nada tem para nos dar se apresentam outros tantos iguais, que já lá estiveram ou têm lá estado e que nada deram. Agora, talvez dê para percebermos melhor que tem de ser total a mudança que procuramos, não chega remediar, já não chega resistir, é preciso mudar, mudar tudo!

É verdade que a cantiga já não parece ser uma arma, parece mas andamos por aí muitos com vontade de a pôr no seu lugar: a cantiga é uma arma.
Gazua, Dalai Lume, Ex Votos, K2O3, Matilha e tantas outras bandas que vão começando ,querem que ela, a cantiga, seja uma arma, usam-na como tal. Então se assim é, o que é que eu quero dizer com esta lenga-lenga?

A força da luta existe, cresce a cada dia, mas não ganha exposição. Tanta gente que pensa como nós mas que é obrigado a pensar sozinho, que luta e resiste contra as mentes adormecidas, contra o patronato, contra os roubos nos impostos, contra a marginalização intelectual, contra o racismo, contra as injustiças.
É preciso juntar essa força toda e isso só é possível quando todos perceberem que nós estamos aqui para lhes dar voz, para lhes entregar o protagonismo a que têm direito. Eu, com a minha banda lutamos para dar visibilidade a esse movimento que tenho a certeza se vai maximizar, mas precisamos de todos e contamos com todos.
Vamos fazer disto a nossa luta, fazendo um update à nossa atitude, procurando um caminho novo. Eu só quero que todos nós nos venhamos a sentir tão bem, como agora nos sentimos mal.
A tua força toda,
quero a tua força toda,
junta com a minha força toda,
juntar as nossas forças todas.

Uma força feita G3
para acabar com esta merda toda de uma vez!

Vamos começar já no dia 30 na Caixa Económica Operária, com todos vocês.

Até lá.



21/10/09

Duo Sequeira - Tico tico



Este chorinho com risinho é dedicado aos meus queridos Pereirinha Pires e Fernando Da Costa.

O solo de guitarra está lá, e a guitarra?

20/10/09

Caim, Caim....


Segundo a Bíblia, Caim teria sido um dos primeiros (não exclusivamente o primeiro) homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: 'Adquiri um varão com a ajuda de "Deus, o Senhor" (Bíblia de Jerusalém).


Devido às palavras que Eva proferiu por ocasião do nascimento do seu primogénito, alguns eruditos bíblicos sugerem que Eva achava que Caim era o "descendente ou semente" que destruiria a serpente, conforme prometido por Deus nas palavras dirigidas à serpente: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3:15 - Almeida) Se Caim compartilhava esta crença, estavam ambos equivocados, visto que aquelas palavras proféticas acabariam por dirigir-se ao Messias.

Em determinada ocasião, Caim e o seu irmão mais novo Abel apresentaram ofertas a Deus. Caim apresentou frutas do solo e Abel ofereceu primícias do seu rebanho. (Gênesis 4:3, 4). A oferta de Abel teria agradado a Deus, enquanto que a de Caim não. Tudo indica que o sacrifício de Abel foi oferecido com fé, em face da declaração bíblica de que "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas." (Hebreus 11:4), um sacrifício total.

Possuído por ciúmes, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade.
(da Wikipédia)

Por amor de Deus, ou assim. Ainda não percebemos que as nossas ladradelas ao livro de José Saramago e ao filme Corpus Christis, nos tornam mais fundamentalistas que os nossos irmãos muçulmanos?
Com uma agravante, nós somos tão burros que até extremamos posições em relação à arte que praticamos.
Alguém nos tem de valer, enquanto cá estamos, senão....

15/10/09

Melanie.



Como não é a garganta que se afina e como a musica é intemporal (desde que feita com tecnologias semelhantes).

Portugal-Malta



Vencemos Malta por 4-0 e conquistámos o direito a lutar pela presença na África do Sul, nos play-off. A exibição foi igual a outras que a selecção já nos habituou, nada de especial. Diferente foi a pose de Simão Sabrosa: festejou golos, não ignorou passes, enfim, parecia outro.
Gosto de ver jogar o Simão, mas acho insuportável o seu feitio. Saiu do Sporting porque não era considerado o melhor, partiu a loiça no Benfica porque tinha de ser capitão e é um grande frequentador do banco do Atlético de Madrid acima de tudo, segundo consta, pelas querelas que arranja com colegas e treinadores.
Na selecção vê-se em campo a sua inveja do Cristiano Ronaldo e nota-se como divide a equipa quando estão os 2 em campo. Com 29 anos talvez seja difícil mudar-lhe a atitude, mas já era tempo de alguém modificar algo na nossa selecção. Agora que venha a Irlanda, peço eu.

08/10/09

Nota de rodapé.


O ilustre Cavaco, ex-1º Ministro e futuro ex-Presidente da República, tem uma noção estranha do que são interferências. Julgo que isso se deve ao ego inchado que possui. Para não interferir nas campanhas eleitorais lançou uma bomba no 1º dia da campanha autárquica. Novamente para não interferir, o Sr. Silva decidiu não ir comemorar o dia da República aos Paços do Concelho e fez uma comemoração sua no palácio que lhe emprestámos. Que outras surpresas nos reservará esta encomenda.

A Esquerda, a dita Esquerda, quando é insignificante diz-nos que a prioridade é unir toda a Esquerda, mas quando atinge um patamarzito mais elevado, esquece o que nos disse. Na actual conjuntura tinham grandes possibilidades de reduzir o poder da Direita a umas juntas de freguesia, mas não: preferem guerrear entre si. Não sei se terão nova oportunidade.

Pedro Santana Lopes vai mudar Lisboa, com o entusiasmo até quer tirar de lá o Rio Tejo, porque não quer a capital como uma cidade portuária. Se ganhar e cumprir as promessas, com túneis, elevações, fazer e desfazer obras e tudo o resto; Lisboa vai encerrar.

06/10/09

In Memorial to Zé Carvalho (Zé da Messa).

Zé Carvalho, também conhecido por Zé da Messa, era, para muitos, o portas do Bar Palmeiras. Para nós, músicos, era conhecido como o homem dos esparguetes cimento aos quais ele dava nomes como: Esparguete Blues, Esparguete Rock'a'billy, etc...
Tinha pouco a ver com política, tinha tudo a ver com música. Foi barbaramente assassinado à porta do Palmeiras(*) em 1989.
Dia 30 de Outubro, algumas bandas como: Ex Votos, Gazua, Dalai Lume, Peste e Sida, Albert Fish, Revólver, Simbiose e outras, prestam-lhe uma merecida homenagem na Caixa Económica Operária.

(*)Para quem não sabe o Palmeiras era, também, a sede do PSR.

02/10/09

Uma Raiva feita G3...


OS EX VOTOS TÊM O GOSTO DE VOS INFORMAR QUE VÃO REGRESSAR AOS PALCOS A PARTIR DE NOVEMBRO DE 2009.

UM REGRESSO FEITO G3

PARA ACABAR COM ESTA MERDA

TODA DE UMA VEZ.

ESTAMOS À VOSSA DISPOSIÇÃO.

CONTACTOS:

http://www.myspace.com/zeleonel

http://www.myspace.com/exvotos

Telefones: 969070501 * 219594618

exvotos.info@netcabo.pt

www.exvotos-banda.blogspot.com