12/09/05
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9/12/2005 07:26:00 da tarde
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Tribunais e quartéis: close
Os senhores militares dominam o assunto, conhecem muito bem o tema dos «direitos adquiridos». Fizeram, aliás, uma revolução em Abril de 1974 por causa disso. Foram os militares que nos libertaram do regime antigo e acabaram com todos os direitos adquiridos que a sociedade de então mantinha.
É mais do que legítimo, portanto, devolver-lhes a questão. E lançar o desafio: quem está disposto a liderar uma outra revolução para acabar com os direitos adquiridos deles? E com os dos senhores juizes, magistrados e funcionários judiciais?
Não é Marques Mendes. Não é aquele senhor que substituiu Portas e não recordo o nome. E desengane-se quem espera resposta da esquerda. Os presidenciáveis Louçã e Jerónimo, sempre «anti» tratando-se de fardas, estão indignados, por não deixarem as Forças Armadas desfilar em paz.
E, muito provavelmente, não será também José Sócrates. Que foi tão valente a enfiar as duas mãos em todas as colmeias habitadas por estas «comunidades», como incapaz de aproveitar a oportunidade para mobilizar a nação para algo que ela há muito perdeu: um rumo. Um simples rumo.
Assim, parece a Costa do Marfim. Podia também ser o Ruanda, quando a instituição militar desafia a autoridade de um Governo e convoca todas as armas, do activo e reservistas, para as ruas.
Também afigura-se a uma qualquer República da América Central, onde os próprios órgãos de soberania se mobilizam para greves. Agora os tribunais, os juízes. Depois quem se segue? O Presidente da República pode fazer greve?
O que irrita não é ver esta gente aos berros. Não é ver o Governo isolado. Nem é confirmar a falta de senso e responsabilidade dos Mendes e associados. Nem sequer assistir com estupefacção a esta decadência institucional, a absoluta falta de respeitinho pelas autoridades democráticas.
As pessoas perderam o sentido da nação, mas isso não irrita. Preocupa, angustia, desilude. Mas não irrita. O que irrita são os motivos desta crise. Tudo o que está na origem deste ambiente, em que cheira a fim de regime. A Armada em passeata. Tribunais fechados. Sem lhes assistir a razão. Militares e agentes da justiça.
Por mais que desfilem de braço-dado com Louçã, por mais comícios que Jerónimo dedique em defesa dos seus «direitos adquiridos», os senhores militares não têm causa alguma. E mentem descaradamente, quando dizem estar a defender a dignidade da instituição militar.
Treta! Estão a defender a vidinha que os contribuintes lhes garantem - uma vidinha, diga-se, que os contribuintes gostariam mas o país obviamente não permite.
Há 31 anos lideraram um golpe para conquistar a liberdade. Agora ameaçam o regime para não pagar a conta da farmácia ou ir para casa, com salário completo, ainda antes dos 50.
Também a anunciada greve geral na Justiça não é justa. Viu-se coisa igual em 1988. Ano em que Cavaco os sossegou, criando um impraticável regime especial. O mesmo que Sócrates está agora, quase vinte anos depois, a eliminar.
E porque a maioria dos portugueses, os tais contribuintes, não percebe e não apoia o Governo? Porque em vez de lhe ter explicado que era justo, apresentaram-lhe isto no pacote das medidas contra o défice! O povo quer um rumo e deram-lhe um disco riscado.
Sérgio Figueiredo
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9/12/2005 07:11:00 da tarde
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Anti-americanismo primário.
Aqui, na nossa terra, tornou-se difícil fazer alguma espécie de crítica a G. W. Bush e eu ainda nem percebi bem a razão. Qualquer coisa que se diga contra o Sr. recebe como resposta a acusação de anti-americanismo. É estranho, até porque havia tanta gente a cascar no Santana Lopes e ninguém lhes chamava anti-lusitanismo.
Agora estou mais satisfeito, já arranjei muita cumplicidade nos EUA.
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9/12/2005 01:17:00 da tarde
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Veiga confirma.
O post sobre a gripe das aves que aqui coloquei foi agora confirmado pelo Sr. Veiga, diz ele que o Benfica está cheio de papagaios. Gripe das aves, portanto.
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9/12/2005 12:12:00 da tarde
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09/09/05
Quê?
Se as eleições presidenciais fossem hoje nem havia segunda volta, dizem eles.
O quê?
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9/09/2005 10:21:00 da tarde
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07/09/05
O pequeno líder.
O Isaltino chama-lhe nomes, o Valentim Loureiro chama-lhe nomes e promete dar tau-tau, o Alberto João despreza-o, o Menezes ralha com ele, o Prof. Marcelo torce o nariz, o Santana diz que não o entende. Mas afinal é o pequeno líder e mais quem?
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9/07/2005 02:52:00 da tarde
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A gripe das aves.
É claro que a águia diz que o primeiro milho é dos pardais, mas aquela exibição perante o galo deixou o bando dos vermelhos muito constipado. É a gripe das aves não é?
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9/07/2005 02:47:00 da tarde
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Ingovernável pois.
Uns tempitos fora e ao chegar deparo com uma realidade que não perceberia tão bem se estivesse a seguir diariamente os episódios políticos deste ingovernável país. Ingovernável, sim, como dizem os vizinhos e só não vê quem é ceguinho mesmo.
Anda agora meio mundo a queixar-se do malvado do Governo que lhes quer tirar direitos conquistados e até há quem faça ameaças veladas mas grosseiras, tipo: -nós é que temos as armas, e outros disparates incompreensíveis naquilo que se chama democracia. Mas então não andava todo o mundo a exigir aos governantes que remodelassem, que reformassem, que alterassem, enfim que invertessem o rumo pró-caos em que nos encontramos? Pois era, só que quando alguma coisa se tenta fazer caímos nisto. É por essas e por outras que hoje quem vai para os Governos vai somente com a preocupação de arranjar mais uns trocos para alguns e para conquistar mais alguma influência, eles também sabem que isto é ingovernável. O último a sair que apague a luz.
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9/07/2005 02:29:00 da tarde
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02/09/05
Hoje há copos.
Hoje há a Festa do Avante,com menos fulgor que outrora mas, ainda, com aquela tendência de transformar a liberdade em religião o que é bonito. Conheço doentes crónicos que só bebem uma vez por ano nesta festa. E vai lá estar aquele cheiro doce a erva no Auditório 1º de Maio por volta da meia noite. Acredita meu irmão....
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9/02/2005 01:48:00 da tarde
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01/09/05
Está quase tudo.
Chegou este mês desgraçado em que as despedidas se começam a preparar. Agora vem aí o regresso ao blog (tenho saudades), às televisões, aos jornais, às conversas da vizinha, enfim ao mesmo. Lá vou deixar para outros dias os peixes, as músicas, o vinho "Ribeiro", a forma física, e tudo, tudo o que daí deriva e me preenche tanto e que faz com que estes 3 meses sejam muito mais tempo do que os outros nove.
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9/01/2005 01:27:00 da tarde
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01/07/05
Que nome brasileiro tens tu?
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7/01/2005 11:32:00 da manhã
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28/06/05
Pergunta:
És tão bonita, pareces feita à mão.
Isto é um piropo positivo ou negativo?
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6/28/2005 01:57:00 da manhã
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23/06/05
És
Foste, nos outrora lentos hoje velozes passos do nada, a minha estrela-guia. Quando te vou voltar a ver?
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6/23/2005 09:08:00 da manhã
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04/05/05
Que sinfonia.
A passarada está tonta hoje, as formigas de asa levantaram e anda tudo numa roda viva. O chilrear dos pardais faz lembrar o mercado quando cheio, de vez em quando passa um pintassilgo e dá alguma côr ao som que eles emitem. Está bem, está tudo bem.
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5/04/2005 08:03:00 da manhã
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03/05/05
Que mal
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5/03/2005 09:06:00 da manhã
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27/04/05
Elas disseram, eu ouvi.
....se o pirilau não fosse maior que os dedos, para que servia o pirilau?
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4/27/2005 01:16:00 da tarde
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21/04/05
Osho Dixit :
"A individualidade é um todo, é orgânica. A personalidade é esquizofrénica: o seu centro é uma coisa e a sua circunferência é outra coisa qualquer, e os dois nunca se encontram. E não só nunca se encontram, e não só são diferentes, como o são diametralmente opostos um ao outro. Andam numa luta constante. A personalidade é unicamente um mostruário; é uma exposição, não é a realidade. A individualidade é a sua realidade, não é uma coisa que se mostre."
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4/21/2005 09:14:00 da manhã
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4/21/2005 09:06:00 da manhã
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20/04/05
O Papa.
Confesso que a escolha de um novo Papa não me diz nada, nem a escolha, nem o Papa, nem nada do que aquilo tudo representa. De qualquer forma cheguei a querer que o D. José Policarpo subisse, para poder dizer que o Papa era do Sporting. Como para muita gente o Papa é o representante de Deus na terra, Deus não seria sportinguista mas o seu representante na terra era e isso seria giro. Afinal vai para lá um que eu nem sei de que clube é.
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4/20/2005 09:33:00 da manhã
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19/04/05
Desequilíbrio.
Deixei de andar de comboio e de skate. Tenho pena. Menos do comboio mais do skate. Mas se é verdade que quem bebe não deve conduzir, mais verdade é que não deve andar de skate. No skate é preciso um bocadito mais de equelíbrio e, também, alguma concentração. Não tenho isso, por agora. Nem uma coisa nem outra. Contudo, não desisto e já tenho o carro de esferas quase pronto. Qualquer dia é que vai ser, eu no meu carrinho de esferas todo artilhado a descer a Avenida Ernest Solvay e a embasbacar todo o mundo.
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4/19/2005 09:36:00 da manhã
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08/04/05
Ai que dor...
| DESARROLLO-PORTUGAL:Lejos de Europa Mario de Queiroz LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el ”club de los ricos” del continente. Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados. La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales. A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del ”grupo de los pobres” de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos. En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque. ”La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona”, afirma la organización. En el sector privado, ”los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas”, afirma la OCDE. ”La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental”, señala el documento. Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos. Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios. |
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4/08/2005 01:46:00 da tarde
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06/04/05
Manhã muito molhada
Estava eu a reouvir Madness quando um passarinho me entrou pela janela. Estava eu a tentar reenviar o passarinho para o exterior, tocaram à porta. Enquanto perguntava quem era no intercomunicador, tocou o telefone. Enquanto falava ao telefone, esperava que o carteiro viesse entregar a carta registada, os Madness já iam no our house e o passarinho não atinava com a janela, lembrei-me... A banheira estava a encher, ou seja a banheira já não estava a encher já tinha estado. Um pequeno tsunami caseiro.
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4/06/2005 09:20:00 da manhã
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04/04/05
Foi-se.
Não há mundo como o mundo onde o mundo não importa. Na obscuridade, nas estranhas entranhas do nada. Lá.
A vida é uma coisa sem sentido que se explique, fundamentar a vida é tão imbecil como pôr sapos a fumar, de nada serve a não ser a nada.
E não há nadas que sejam tudo, por mais que a minha querida redondinha se esforce.
Deu-me isto agora, acho que foi porque o papa morreu outra vez.
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4/04/2005 02:47:00 da tarde
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Galiza
Aquele cheiro de terra que se identifica como sendo o cheiro da terra que eu gosto. Aquele sorriso e afabilidade sempre presente nos naturais. Aquele palpitar sempre constante, como se o elo entre ritmo e poesia do Martin Codáx extrapolasse para o meu respirar e o meu sentir. Amo aquela terra.
É talvez a única que conheço, onde cidades, vilas, povos se fundem num só espaço sem divisões administrativas ou geográficas. Aquilo é a Galiza só!!!
É claro que tomei banho na nascente do rio Caldo, montei, bebi Ribeiro e comi muito. Brinquei com os sapos, identifiquei aves, sonhei e chorei. É sempre assim.
A Galiza é bonita digo eu que já a vi
Na Galiza vi teus olhos
Agora tenho-os aqui.
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4/04/2005 08:39:00 da manhã
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30/03/05
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3/30/2005 03:27:00 da tarde
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