A discussão do Orçamento de Estado para 2006, roçou o patético. Não é novidade embora me tenha parecido que desta vez superou as anteriores. Frases como: estamos de acordo com grande parte mas votamos contra, não são apropriadas ao estado geral do país. Aquela espécie de "levanta-te e faz rir", que me parece o esforço maior dos deputados, não se coaduna com a situação vigente. E isto é tão mais preocupante quando sabemos que só pelo facto de aqueles senhores estarem ali a fazer-se de engraçados já têm um futuro garantido, muito superior à maioria dos portugueses.
É necessário não transmitir aos eleitores a repulsa pelo voto.
10/11/05
OE06.
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11/10/2005 01:29:00 da tarde
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09/11/05
Ele, afinal, também acerta:
"É mais fácil encontrar alguém sem as mínimas condições de subsistência nos Estados Unidos do que na maior parte dos países da Europa. Em contrapartida, é muito mais fácil encontrar um desempregado na Europa do que nos Estados Unidos"
José Manuel Fernandes, PÚBLICO, 8-11-2005
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11/09/2005 01:05:00 da tarde
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08/11/05
A mãe faz anos.
Credo que soneira, dormi demais concerteza. Hoje a mãe faz anos e é preciso ajudar a preparar o dia. Vou ter saudades, pensamentos transversais, nostalgias. Vou estar a repetir constantemente que está tudo bem e a tentar ser paciente com tudo o que não concordo. Vou jantar a um chinês, por certo, e pisar as mesmas calçadas onde cresci. Hoje vou responder a perguntas que respondo todos os anos e espero não me enganar. Hoje vou maximizar o ser filho que habitualmente está escondido atrás do ser pai. Hoje é dia 8 de Novembro.
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11/08/2005 10:28:00 da manhã
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07/11/05
Rodrigo Cabrita escreve assim no DN:
A onda de violência que começou nos subúrbios de Paris e já alastrou a outras cidades francesas levanta várias questões. Enquanto uns já falam num novo Maio de 68, outros atribuem os confrontos a grupos de vândalos organizados. Mas todos concordam que esta "guerrilha urbana" prova o falhanço do modelo de integração francês.
1-O que desencadeou a violência? Quinta-feira, 27 de Outubro, dois jovens de origem africana morreram electrocutados quando se esconderam num gerador eléctrico. Testemunhas garantem que os rapazes, de 15 e 17 anos, estavam a fugir à polícia, uma versão desmentida pelas autoridades. A 30 de Outubro, na terceira noite de protestos nas ruas de Clichy-sous-Bois, onde os adolescentes viviam, uma granada de gás lacrimogéneo, alegadamente lançada pela polícia, foi atirada para o interior da mesquita. O incidente trouxe a questão religiosa para os protestos.
2-Quem está por detrás dos confrontos? A revolta começou de forma desordenada, mas, à medida que os dias passavam, foi-se organizando. Os manifestantes, dirigidos por líderes locais, conhecem bem os bairros. Estes kaids, que controlam o tráfico de droga e de mercadorias roubadas, estão a "recrutar" jovens para defender os seus interesses. A maior parte dos manifestantes tem de 14 a 20 anos e é de origem africana, sobretudo magrebina. Segundo o diário espanhol El Mundo, estes jovens constituem "o exército ideal para os chefes das mafias que usam o descontentamento social para instrumentalizar esta guerrilha urbana".
3-Qual é a situação nos subúrbios? Nos bairros problemáticos em torno das grandes cidades francesas, o desemprego é muito elevado, tal como o insucesso escolar. Habitadas sobretudo por imigrantes, as banlieues são terreno fértil para a violência e as economias paralelas. A pobreza e sentimento de exclusão levam muitos jovens a revoltar-se contra o Governo - que acusam de os ter abandonado - e a considerar os polícias como "invasores". Segundo o Libération, os problemas "não vêm todos do Governo, revelam também uma sociedade incapaz de garantir a segurança e facilitar o acesso ao primeiro emprego" a estes jovens.
4-Como se chegou a esta situação nestes bairros? Os autarcas dos subúrbios acusam o Governo de ter cortado os 300 milhões de euros de fundos públicos destinados a estratégias de coesão social e à construção de novos alojamentos nas suas cidades. A imprensa europeia vê na violência urbana um sinal inequívoco do fracasso do modelo de integração francês. O chefe da diplomacia, Philippe Douste-Blazy, admitiu que a França se arrisca a "perder a batalha da integração" a favor da "radicalização religiosa". Em editorial, o New York Times afirmou que "os franceses podem menosprezar a política multiculturalista britânica, mas estes motins confirmam o fracasso da sua política de assimilação". A violência urbana veio relançar o debate sobre o regresso a uma polícia de proximidade. Esta a solução é defendida pela União Nacional dos Sindicatos Autónomos (UNSA) da Polícia para "garantir a prevenção nos subúrbios", explicou ao Le Monde o secretário nacional da UNSA, Marc Gautron.
5-Que papel desempenha o radicalismo islamita na presente crise? Nos últimos anos, o radicalismo islamita ganhou terreno nos subúrbios devido à frustração e desespero dos jovens que aí vivem. Sem nada a perder, estes vêem a religião como elemento unificador. A granada lançada para o interior de uma mesquita foi considerada pelos extremistas como uma agressão religiosa e usada como pretexto para a rebelião urbana de muitos radicais. Os moderados, por seu lado, apelaram à calma. Foi o caso de Larbi Kerchat, imã de uma mesquita de Paris, que condenou a violência, classificando os jovens que a praticam como "malfeitores". Na sexta-feira, a polícia garantia não haver "uma mão islamita" por trás dos confrontos dos últimos dias.
6-Existe o perigo de a violência urbana se tornar um problema à escala nacional? Já alastrou a várias cidades. Lille, Toulouse, Estrasburgo, Marselha e Dijon foram "contagiadas" pelos tumultos, que tiveram início nos arredores de Paris. Os subúrbios das grandes cidades francesas partilham com os da capital os problemas de desemprego e pobreza.
7-Porque é que os manifestantes pedem a demissão de Sarkozy? Defensor dos métodos repressivos e da política de "tolerância zero" para controlar os motins, o ministro do Interior está no centro das críticas. Em plena crise, a sua intenção anunciada de "limpar" os subúrbios da "escumalha" que os habita foram incendiárias. Num artigo de opinião no Libération, o sociólogo francês Hugues Lagrange compara a linguagem de Sar-kozy à da polícia militar brasileira, afirmando que as suas declarações parecem referir-se mais a uma "limpeza étnica" do que a uma operação de prevenção. Estas afirmações tornaram Sarkozy no inimigo para muitos habitantes dos bairros problemáticos, apesar de terem si-do proferidas por alguém que defendeu o voto dos imigrantes nas eleições municipais e o recurso à discriminação positiva. Para Lagrange, isto prova "a duplicidade" de um ministro que "pretende, ao mesmo tempo, satisfazer um eleitorado tentado pelo populismo e aliar-se aos imigrantes".
8-Quais as consequências políticas desta crise? Esta crise revelou as tensões no Governo francês, apesar dos esforços do primeiro-ministro Dominique de Villepin para apresentar uma "frente unida". Conhecido como o "Senhor Segurança", o ministro do Interior fracassou na área onde parecia mais forte. A imprensa de esquerda garante que esta crise prejudicou a imagem do líder da União para um Movimento Popular (UMP), "queimando" as suas ambições presidenciais. Quanto ao Presidente Jacques Chirac, o El Mundo vê no facto de ter intervindo apenas uma vez um "sintoma de que não tem nada a dizer".
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11/07/2005 07:15:00 da tarde
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Até que...
Não há razão para te esconderes,
por agora pelo menos,
para além da cidade luz, há vida
há luz e brilho e desejos brilhantes
e clandestinidade.
E vontade, tanta vontade.
Sereno, simples, sem medo
insisto sem embaraços, ainda calmo
até que aquilo que queríamos
já não seja o que queremos.
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11/07/2005 03:18:00 da tarde
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Em França, por ora...

O endurecer dos conflitos em França que são, já em si, um endurecimento dos conflitos dos últimos anos nos arrabaldes da capital. (Convém recordar que a média de carros incendiados diariamente ronda os 70 desde há anos a esta parte.) Mas este endurecer, dizia eu, tem levantado questões pertinentes cujas respostas dariam pano para mangas.
Comentam-se os acontecimentos, mostram-se imagens, citam-se discursos mas nada, ninguém diz o que está mal. Pior, ninguém diz o que é mal. A política, o receio de ficar do lado errado, o medo de ser responsável por alguma coisa tornou os europeus de hoje
num poço de hipocrisia. Parece que incendiar automóveis pode não ser uma coisa horrível, tão horrível como as cargas policiais, por exemplo. O exemplo americano tornou-se uma virose.
Os polícias carregam sobre moços que deitaram fogo a automóveis (se os carros pudessem carregar sobre os moços, eram mais um gang e pronto) e os moços deitam fogo a automóveis para serem carregados pela polícia. O que é que está errado? São os polícias, os automóveis, as escolas, os donos das viaturas?
É a política, então? Ah, pois é! Quando os políticos não se conseguem entender sobre assuntos tão elementares, a culpa é de que coisa?
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11/07/2005 03:01:00 da tarde
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05/11/05
Éter?
à sombra do hip-hop, descansado
fingindo, só pode, acusado
de tudo, de qualquer coisa
há sempre culpas no cartório.
saiu-me um trevo, da sorte
dá sorte, dá? acredita-se!?
embalsama-se sim, isso sim
disfarça-se, põe-se laços.
Não fui eu que fiz o mundo
E mesmo que fosse, não diria
Até porque eu não faço nada
Navego nas ondas que a vida faz.
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11/05/2005 12:32:00 da manhã
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Etiquetas: Poesias
04/11/05
Visitando Blogues
O Carlos escreve no Desblogeador de Conversa uma futebolada engraçada sobre os políticos. Leia aqui.
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11/04/2005 02:00:00 da tarde
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Cantemos:

Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
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11/04/2005 12:10:00 da tarde
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03/11/05
Eu vi e ouvi

Ontem na SIC a menina Shakira a falar num português do Brasil muito bonzinho e a explicar algumas coisitas que lhe foram pedidas pelo apresentador. Às tantas falou-se na importância que as pessoas mais chegadas e que rodeavam a pequena tinham na sua vida artística. -Se não fossem elas eu correria o risco de me adorar a mim própria, disse.
O Sr. apresentador quiz colocar nessa frase uma presunção de convencimento por parte da rapariga. O Sr. apresentador foi burrito e não faz qualquer ideia da vida e dos pensares dos artistas de sucesso. E é chato termos de reconhecer que qualquer miudinha, mesmo sendo um cocktail de culturas como diz, baralhe a lógica de alguns portugueses.
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11/03/2005 10:50:00 da manhã
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JPP assustado?
Pacheco Pereira escreveu no seu Abrupto o seguinte: "É triste ver o desespero de causa que leva Mário Soares a levantar a questão da pensão de Cavaco. É a mais desapropriada das questões, em particular, vinda de Mário Soares que se pensava estar acima deste tipo de ataques rasteiros, que nele tem o precedente da campanha contra a situação conjugal de Sá Carneiro. É exactamente o mesmo tipo de tiros desesperados, alimentando a nossa inveja socializada de país pobre, que normalmente se voltam contra quem os dispara. O problema é que no caminho deixam lama por todo o lado, atingindo sempre mais quem mais próximo está dos defeitos típicos do nosso sistema político e do seu crónico desprestígio. E isso, queira-se ou não, seja injusto ou não, será sempre mais fácil de cair em cima de um político como Soares do que de um político como Cavaco."
Então questionar porque é que um cidadão que diz não ser profissional da política recebe pensões de político, é isto tudo? Que se passa com Pacheco Pereira? será que o habitual silêncio de Cavaco está, também, a preocupar o JPP?
A mim não preocupa nada, até desejo que continue, e desejo que Soares continue a puxar-lhe pela língua até que ele abra a boca e se espalhe ao comprido. Aí com Soares desgastado pela luta e Cavaco espalhadinho como só ele é capaz, Alegre será a alternativa de muitos mais portugueses.
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11/03/2005 10:38:00 da manhã
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02/11/05
BLOGUES: novos links.
Na coluna da direita, aqui ao lado, eu tenho colocado na secção BLOGUES escolhas minhas. O critério da selecção tem sido meu: ou porque me seduziu a sua leitura, ou porque têm informação útil para questões específicas, ou porque são de amigos, ou porque me irritam e eu quero, ....
(Os blogues dos amigos têm uma coloração especial, ao lê-los ouvimos a voz do escrevente e até imaginamos as suas expressões físicas, comentamos em voz alta e discutimos com amigos comuns.)
Hoje vou colocar uns novos blogues seleccionados de uma forma diferente. A maior parte deles não foram, ainda, suficientemente visitados por mim, mas são dos 50 mais visitados em geral. A saber:
Espumadamente - Atento, explicadinho e espumoso; Abrangente - Generalista, informado, explícito; Corte na aldeia - Citações, poesia, música no ar; Biscoito interrompido - O João, ainda, candidato a comediante; Procuro marido - Uma sucessão de fotos do sexo feminino com um apelo por baixo a dizer: Telefone-me, depressa. Tipo: mi liga, vai. Esquisito.
Boas viagens.
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11/02/2005 02:22:00 da tarde
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Sem ponte.
E lá se foram os 4 diazinhos bons. Houve empates, pão por Deus, crianças, Pacman e Manuel Alegre, amor e sexo, análise do terramoto de 1755 para memória futura (?), os anos do Artur, "Cerejeira" branco, mariscadas e cozido à portuguesa, Bombarral (Vale Covo), Mestre José Franco, Ericeira, Nostradamus...
Houve vida e sorrisos e muita alegria, só não houve ponte e não fez falta nenhuma.
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11/02/2005 11:43:00 da manhã
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31/10/05
Há fuga de cérebros para fora do país.
Pois claro que há, mas não é só de cérebros. Actualmente há fugas de tudo cá na nossa terrinha. E só não foge quem não é capaz. Ainda vamos ficar com os indigentes, os sem cérebro, sem emprego, sem abrigo, sem pernas, sem vida, sem futuro, sem passaporte, sem BI, sem dinheiro. E com os chineses, os indianos, os de leste, os africanos. Depois faz-se uma sopinha com estes todos, eu também fico, e regula-se uma nova pátria que vai ser melhor do que esta, mesmo assim.
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10/31/2005 11:50:00 da manhã
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29/10/05
Meus amores 2.

-Pai, já ouviste o cd com os meus beats?
-Já, há lá umas faixas engraçadas, mas devias pôr voz naquilo.
-Pois, ainda bem que falas disso, não dá para ir hoje ao estúdio bifar com os meus amigos de Pirescouxe?
-Dá, quantos micros são precisos?
-3 ou 4.
-Está bem, combina lá com os teus pretos e depois diz-me para eu ir lá preparar aquilo.
É tão bom ter filhos.
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10/29/2005 12:37:00 da tarde
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Meus amores.

É ainda tão de manhã, ainda durmo, a mais nova persegue-me também ela ainda a dormir, mas recusa-se a poisar. Tem de andar atrás de mim como uma cria temerosa. Faz festas a pedir festas, anicha-se no meu colo e continua a chuchar no polegar. Quer fazer tudo o que eu faço para me provar que já é capaz de fazer tudo: café, o sudoku,as torradas, pôr a mesa para os que ainda dormem.
-Pai, a seguir ao 139 é o qual?
E lá continua ela a espalhar escritos pela sala à laia de recados para os que ainda dormem. Está feliz, mesmo com sono e a fazer-me entender que as apenas 7 horas de cama desta noite vão-me ser cobradas ao longo do dia. Tenho, por isso, de programar o dia de forma a poder pagar essa cobrança.
É tão bom ter filhos!!
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10/29/2005 09:28:00 da manhã
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28/10/05
Navegando pelos blogues.
Há blogues deveras interessantes, outros nem por isso, mas há alguns que não se compreendem como este, alguém me pode ajudar a perceber a intenção?
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10/28/2005 04:16:00 da tarde
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Miguel Sousa Tavares na TVI
"Justiça: uma greve corporativa e egoísta
TVI - Continuamos com o braço de ferro entre o Governo e o sector da
Justiça. Como te parece o evoluir da situação? Quem tem razão nesta altura?
MST - A questão de fundo é saber se eles têm ou não razões para fazer greve.
Estou inteiramente de acordo com o que disse José Sócrates. Não percebo como é que uma alteração ao sistema de saúde, uma alteração às férias judiciais, a suspensão das carreiras - que é igual, provisoriamente, para todos os funcionários públicos -, o que é que tudo isso tem a ver com a independência. O que é que isso justifica que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério. Público, vá fazer queixa à ONU, ao comissário da ONU para a independência judicial? Nada. Cronologicamente, começou-se a adivinhar a greve assim que o Governo reduziu as férias de Verão dos
tribunais de dois para um mês. Foi a partir daí que se começou a organizar a greve. Aquilo que os magistrados deveriam ter feito e não fizeram - se não estavam de acordo com essa medida - era dizer: "esta medida não serve, concordamos que é preciso apressar a justiça, concordamos que os processos estão lentos, que a tramitação dos processos é insuportável para quem espera por uma sentença do tribunal, estas medidas não servem, estão aqui outras, vamos estudá-las". Irem para a greve só por acharem que está em causa a independência deles e o estatuto de dignidade deles não faz sentido. Mais uma vez digo: os magistrados, os juízes, os funcionários judiciais, o Ministério Público nunca pensam nos utentes da justiça. Nunca. Em todo este processo de greve já assisti a vários debates, tenho lido todos os artigos que se têm escrito e tenho-os ouvido falar profusamente sobre isto. Nunca
houve uma preocupação de dizerem como é que a Justiça pode funcionar melhor. Aparentemente eles acham que a Justiça está óptima, mas não está. E a prova que não está é que, tirando as pessoas que tinham os julgamentos marcados para esta semana e os seus advogados, ninguém vai dar por esta greve. As pessoas esperam anos em tribunal. Uma semana não vai fazer nenhuma diferença. Por isso acho que esta greve é uma greve por razões sindicais corporativas mas, sobretudo, é uma greve egoísta porque, quanto mais ouço as explicações dos magistrados, menos razões vejo para ela.
TVI - Mas há um grande descontentamento...
MST - Ninguém gosta de perder privilégios. Isso é mais que óbvio. Mas, particularmente porque se trata de um órgão de soberania e porque são pessoas que têm, por profissão, de serem justos, elas devem olhar não para a sua situação particular mas para a situação dentro do conjunto dos funcionários públicos, dentro do clima económico e das dificuldades financeiras que o país tem e, sobretudo, dentro da ineficácia da máquina da Justiça. E têm de encontrar soluções. Não é porem-se numa ilha, numa torre de marfim, e dizerem: "nós temos este estatuto e não abrimos mão, senão está em causa a nossa independência". Eu ouvi explicações do arco-da-velha. Até houve um magistrado que disse que o Governo quer é substituir o procurador-geral da República por um político e o Conselho Consultivo da Procuradoria, por capatazes políticos, etc. Nada disso está em causa."
Agora é só trocar justiça por outras áreas e o desenvolvimento pode ser quase igual.
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10/28/2005 10:59:00 da manhã
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26/10/05
Manuel Alegre

Porque não chega dizer que Mário Soares já não é capaz, que não é o regresso de Cavaco que queremos, porque não chega deitar abaixo, vamos fazer alguma coisa. O mundo dos blogs está lá como se pode ver aqui e aqui.
Até porque podemos apoiar Manuel Alegre pelo que ele é mas também pelo que ele não é. E ele não é um candidato partidário.
E não é altura de começar a pensar?
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10/26/2005 10:50:00 da manhã
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24/10/05
Pois...
-Tens onde pôr isso?
-Tenho, porquê?
-Por nada só para saber.
-Ok.
-Mas afinal isso é o quê?
-Aaaaah!
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10/24/2005 06:05:00 da tarde
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23/10/05
Canto de Paris
Não fora o grito, a faca
de súbito rasgando
a fronteira possível...
Não fora o rosto, o riso
a serena postura
do cadáver na praia...
Não fora a flor, a pétala
recortada em vermelho
o longínquo pregão,
o retrato esquecido,
o aroma da pólvora,
o grade da janela
Não fora o cais, a posse
do nocturno segredo
a víbora, a polícia
o tiro, o passaporte
a carta de Paris,
a saudade da amante.
Não fora o dente agudo
de nenhum crocodilo...
Não fora o mar tão perto,
não fora haver traição.
(Fausto)
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10/23/2005 01:50:00 da manhã
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A não ser,
A noite caiu, com enorme estardalhaço
a lua mostrou a cara
apagou-se o meu cigarro
e estamos os dois errados.
Dei um salto sem balanço
Perdi a noção do espaço.
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10/23/2005 12:02:00 da manhã
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Etiquetas: Poesias
21/10/05
Aborto ao alvo.
Quando já ninguém esperava ver mais o aborto a ser usado como arma de arremesso, eis que ele é atirado de novo.
Assim, em vez das notícias serem todas relativas a Cavaco e Silva este tem de as dividir com o aborto que se lixa.
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10/21/2005 11:52:00 da manhã
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Apresentou-se e...
E a apresentação da candidatura do Prof. Cavaco e Silva que parecia a apresentação de um presidente da república acabado de ser eleito...
E eu que queria ouvir o Sr. e ao ouvi-lo não consegui pior que rever o tempo em que aquela figura, com aquela voz, foi 1º mnistro...
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10/21/2005 09:55:00 da manhã
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20/10/05
Eckart Tolle Dixit
“A inconsciência comum é sempre relacionada, de algum modo, com a negação do Agora. O Agora, naturalmente, também implica o aqui. Você está resistindo ao aqui e agora? Algumas pessoas prefeririam estar num outro lugar. O "aqui" delas nunca é suficientemente bom. Observe-se e verifique se isso acontece em sua vida. Onde quer que você esteja, esteja lá por inteiro. Se você acha insuportável o seu aqui e agora e isso lhe faz infeliz, há três opções: abandone a situação, mude-a ou aceite-a totalmente. Se você deseja ter responsabilidade sobre a sua vida, deve escolher uma dessas opções e deve fazê-lo agora. Depois, arque com as consequências. Sem desculpas. Sem negatividade. Sem poluição física. Mantenha limpo o seu espaço interior.”
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10/20/2005 05:25:00 da tarde
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