20/01/06

Quem sabe, sabe...

Queixam-se todos os comentadores, jornalistas e afins que o pior desta campanha eleitoral foi ter sido demasiado longa. Eu também digo o mesmo. Contudo, agora se ela durasse mais uma semanita ainda seria maior porque teriamos concerteza uma 2ª volta. Foi isso que o Cavaco soube antes dos outros, não foi?

18/01/06

É preciso que votem,

nem que os tenhamos de levar todos ao colo. A hipótese é quase realidade mas para isso é preciso lá ir no dia 22 que vem. Não deixemos ninguém ficar em casa.
Se fôr preciso ajuda para convencer os indecisos ela está aqui.

17/01/06

O poder da oração

se eu soubesse que a minha oração
tinha tanta mais força do que a tua
eu não teria aceite orar por ti
enquanto tu oravas por mim

mas também não queria orar por mim
enquanto tu oravas por ti
para não estares como eu

outra vez que se volte a repetir
eu orarei pelos dois
para que nenhum fique mal.

16/01/06

SL, sempre prestável.

Ele, nas suas aparições periódicas na TV, foi falar de presidenciais e todo o mundo achou que foi feio, que se quis vingar do Cavaco, que o quer prejudicar mas não consegue, etc...

Eu acho que fez, propositadamente*, um grande favor a Cavaco Silva que se traduzirá em votos dia 22. Para o prof., que é um foleiro perigoso mas não é burro, o que menos lhe convinha era que Santana Lopes principalmente, mas também Durão Barroso se lhe colocassem ao lado na fotografia eleitoral.

* Querem apostar que até ao fim do ano, são amigos?

Ler o Caracol Perfumado.

Ok, está bem, ele é amigo e tal e já na faculdade eu o amava um bocadito mais que à maioria, mas mesmo assim não há qualquer parcialidade ou cunha que ponha em causa o quanto eu gosto de ler o Caracol Perfumado, e é fácil concluir que até nem concordo com grande parte do conteúdo. Amo aquela qualidade que algumas pessoas têm de conseguirem espelhar a alma numa qualquer forma de comunicação.

Péssima entrada (gripe)

Quando ainda estava a acabar de varrer os últimos efeitos dos abusos das festas, essas sim alucinantes, veio-me esta gaja dar cabo dos dias. Chegou no dia 4 de Janeiro e ainda não me largou. Raios partam a gripe.

Que péssima entrada (logística)

Pois é, o ano é novo, as notícias são as mesmas. Ou quase as mesmas porque muitas são notícia hoje de informação que já é velha. Por isso...são mais do mesmo, na mesma.
O meu PC pelo terceiro ano consecutivo marou na passagem do ano. Ao contrário dos outros 2 anos ainda não fiz "format C:" mas lá chegarei. Para já consegui ser capaz de escrever este post mas ainda corro o risco de se não me despachar aparecer aquele odioso ecran azul que se identifica como erro fatal. Muito tardiamente, é verdade, um bom ano para todos.

19/12/05

Peço desculpa...

...mas ainda não sei o que dizer. Acontece aos melhores, digo eu. De qualquer forma já sei que horas são, é uma progressão.

16/12/05

Está ali.

Já descobri onde está a porra do carro. Agora só falta descobrir como o vou tirar dali.

09/12/05

Estacionei, onde?

Estacionei sim, parei, não ando. Agora tenho de sair daqui, de ir a algum lado. Mas não sei onde estacionei e tenho de partir daí, não é?
Só vejo cacos por todo o lado. Se calhar não estacionei, bati e parti tudo.

06/12/05

Não me admira...

Não me admira nada que os mortos voltem à terra, encorporem outras gentes, façam acontecer coisas.
Não me admira nada porque quando se está morto pode-se fazer tudo. Não há nada a equacionar.

05/12/05

Hoje sonhei que...


quando acordasse tinha o mundo todo à espera para me devorar. Ainda ninguém me fez mal, até agora está bem de ver.

04/12/05

Cenas da vida ainda conjugal (o outro lado)

Ariana estava a passar por aquela fase em que a vida obriga a pensar muito e em que o sujeito se apresenta sempre na primeira pessoa do singular. Os namoricos terminavam quase sempre com um rol de acusações do outo lado e ela começava a pôr em causa se seria tão boa como pensava. Parecia que, de repente, ninguém a considerava uma boa aposta para se relacionar sentimentalmente.
Quem gostava de mim era o Tó, pensou. Bom, mas esse está agora com outra e parece que aquilo não está a correr mal, de qualquer forma da última vez que lhe liguei ele disse que podia ligar quando quisesse. Também dantes estava com a mulher e com os filhos e quando o chamava vinha logo a correr.
-Que se lixe vou-lhe ligar!

Cenas da vida ainda conjugal (o casal)

Ele atendeu o telefone e ficou estranho. Não era a primeira vez que acontecia e ela perguntou quem era e o homem atrapalhado tentou dar explicações. Contudo, a cada coisa que acrescentava aparecia alguma outra contraditória. Ela não estava a gostar, de repente sentiu um medo que desconhecia e que lhe gelava a alma. Continuou a questionar e o homem acabou por confessar que se tratava de um romance que tinha tido no outro casamento, que já lhe tinha dito que esta relação era diferente. Disse ainda que ela já lhe tinha deixado de ligar e que não percebia porque ligou agora.
A mulher com aquele ar forte, embora as lágrimas já rolassem, perguntou: -Mas tu acabaste com ela não foi?
-Sim acabei, disse-lhe que amava outra pessoa que estava a investir tudo nessa relação e me sentia feliz. A mulher aí sentiu uma brisa de ar quente, mas mesmo assim continuou: -Mas se mesmo assim ela continua a ligar é porque ou não percebeu ou tu não lhes explicaste bem, ou explicaste?
-Disse-lhe o que te disse à pouco. Que mais podia fazer? - respondeu ele.
A mulher com o peito a tremer não conseguia articular palavra. Desapareceu por instantes, voltando depois com a cara vermelha e molhada e da ombreira da porta disparou: -Vais arranjar depressinha uma solução para isso não vais?
E ele respondeu: -Querida já arranjei, vou trocar de telemóvel e assim acabaram-se as chamadas.

Ela pegou a mala, apagou a luz sem se virar e fechou a porta da rua.

02/12/05

01/12/05

A mim saiu-me isto, experimenta tu.

My Bloody Valentine
You Are...My Bloody Valentine.

You tend to be a bit distant and reclusive. You are
a leader as opposed to being a follower. You
are a perfectionist and pay very close
attention to detail. You have the tendency to
be lazy, which sometimes get's in the way of
you achieving whatever it is you may be trying
to perfect. You don't really care about what's
typically looked upon as the norm. You really
don't care about what people think about you at
all, or at least so you try and make it seem.
You care most about just being yourself.


what Creation Records band are you? (complete with text and images)
brought to you by Quizilla

Fez 70 anos que foi.


Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

(Álvaro Campos)




Hoje seriam as cartas, os e-mails, os sms, os posts....

À toa(à tona da vida.).

Das janelas chegam sons
de almas satisfeitas
como a lembrar-me
que a vida é plural.
E há luzes e brilhos
e harmonias coloridas
e outras não tanto
embora sendo.
E até as músicas
me parecem destinadas
por alguém que nada sabe
de mim, é evidente.
Eu apanho do ar tudo
e consumo sem cessar
até o que desconheço
e não sei usar.
Sinto-me gente porque
me desvio de quem passa
e quem me olha
nem foge, nem se assusta.
Afinal há vida
para além do degredo
e dos sonhos negros
e da morte em vida.
Parece-me que estou feliz,
verbalizo e às vezes canto
só para mim, mas faço-o
e acho estranho.
Devia estar eufórico
mas não acredito nisso
por isso estou mas não entro
assim não me perco.
Não estou doente
apenas perdi a fé
contudo, quero estar
e ver sorrisos.

O que vai ser de mim
quando a noite acabar?

É preciso

É preciso ter certezas, quem as não tem nunca erra, mas também nunca acerta.

28/11/05

Os crucifixos nas escolas.

A discussão de hoje foi sobre a presença dos crucifixos nas escolas. Eu acho muito bem que os retirem. Para mim e pelo que eles representaram para mim fazem tanto sentido lá estar como as fotos do Américo Tomás, do Cardeal Cerejeira ou do José Socrates. Quando frequentei a escola primária, hoje ensino básico, era o único aluno que não era baptizado pela igreja, às quintas-feiras era o dia dos seminaristas irem pregar à escola e eu como não era baptizado tinha de ir para o pátio enquanto decorria o que presumo fosse a catequese. No inverno era um frio do *******!
Os defensores da presença da cruz nas escolas, num desesperado pluralismo dizem que também deviam lá estar o buda, a estrela de David, uns versos do Corão, etc...
E já agora não deveriam querer que o mapa, o poster do corpo humano, o quadro e isso, fossem colocados nas igrejas?
Valha-me Deus.

27/11/05

Jazz

Às vezes preciso de ouvir jazz. Às vezes preciso que me digam que quem manda aqui não sou eu!

Quero-te e pronto! (reposição)

Não é a tua carne que eu desejo
é o teu ser
mas o teu ser, o que existe, não é carne
e o desejo é carnal não é?
É dos sentidos, não é?
O desejo, ele próprio, é um sentido.
Então não é a razão que te deseja,
é o desejo.
Mas isso não é normal,
Porque o desejo quer carne
e a razão quer razão,
e eu desejo-te sem corpo.

Que confusão!

Pensei melhor,
vamos deixar tudo como está.

Quero-te e pronto!

25/11/05

Por acaso.

Caminhava eu ao acaso pelos caminhos escorregadios que os recursos me oferecem e que por acaso não gosto de frequentar porque caio muito, quando meio por desconhecimento meio por inocência escolhi um dos atalhos cuja sinalização dizia: caminhe por aqui ao acaso que encontrará o que procura. Não sei porque virei nesse atalho se não procurava nada definido, nada de concreto, i.e. eu não procurava mesmo nada. Mas virei. Um pouco mais à frente, já eu me questionava o que andava ali a fazer, vi uma pequena clareira e dirigi-me para lá sem grande convicção e deparei com uma feira de ofertas várias. Cheio de preconceitos, preocupado com que alguém reparasse em mim e me conotasse com aquela actividade, consultei as ofertas atabalhoada e apressadamente e voltei para o caminho. Continuei a caminhar, embora a medo, sem parar de pensar no que tinha visto e confuso sobre o motivo que leva gente a ofertar-se ao desconhecido, que armas terão para se defenderem? Que sentires as movem para tal risco?
Tenho de parar de pensar nisto, disse. Os sentires devem ser todos diferentes e as armas também. Eu não tenho nada disso, ando tão convencido das vantagens de ser sincero, transparente, leal que me espalharia ao comprido numa coisa dessas. Vou voltar para trás, penso que me lembro do caminho de regresso que por acaso parece diferente quando me viro ao contrário. É sempre assim, o mesmo caminho, nunca é igual duas vezes, pelo menos quando por lá andamos os primeiros tempos. É por isso que quando vamos duas vezes ao mesmo local ele da segunda vez nos parece mais perto. Mas fui e, por acaso, comecei a pensar diferente. E se de alguma forma a minha ida à clareira das ofertas ficou registada em algum lado? E se ficou que ganho eu em não querer aprofundar o conhecimento sobre o assunto? Fico registado sem experimentar? Vou voltar à clareira!
Caminhei decidido e entrei dando ares de entendido sobre o assunto e tentei mostrar um à-vontade que não tinha. Fiz comentários e parecia integrado até que me senti falso, eu estava a fingir. Não percebia nada daquilo e estava a candidatar-me a ser apanhado para um tema que não saberia desenvolver. Tinha de encontrar solução.
Por acaso, entre as ofertas uma havia que me tinha seduzido estupidamente, tão estupidamente que não fui capaz de a manusear, nem tocar. Senti que ela me chamava e por isso foi dessa banca que fugi, e esse fugir aumentou-lhe a atracção como é óbvio.

(Eu faço muito isso, até nas bancas das feiras, o que mais me atrai observo ao longe e onde não vejo nada que me interesse remexo tudo como se procurasse o que não vejo.)

Não, vou-me mas é embora dizia eu enquanto pensava naquilo que transmitia aos amigos quando me falavam em cliques e afins. Isto não é para mim, não tenho bases para isto e preparei o regresso à minha nuvem de paz cuja máxima é: não se deve correr atrás da encrenca.
Preparei o regresso e foi só o que fiz: preparar. A minha visita tinha realmente ficado registada e estavam-me a chamar. – Quem és tu? O que vieste aqui fazer? essas coisas. Por acaso, era a relações públicas da banca da qual fugi, por acaso? Por acaso estou-me a candidatar a colaborador dela. Por acaso acho que estou a correr atrás de encrenca.

Desculpa e obrigado.

24/11/05

Sacerdócio só para machos.

A igreja católica está preocupada com a crescente homosexualidade na sociedade actual. Por isso, prepara-se para excluir padres, seminaristas e religiosas praticantes ou defensores desse pecado grave.

Não me preocupa nada, essa é que é verdade, esta acção do Vaticano. Contudo tenho a sensação que por essas aldeias do mundo muitos homens preferiam que o seu pároco fosse gay.

Há no entanto uma questão que me baralha. Sendo que os padres quando assumem o sacerdócio fazem um voto de castidade, qual é a importância que tem as suas tendências?