08/01/08

Discordância.

Está um Sr. a explicar o racismo e diz: -Se houver um assalto num restaurante e fugirem um branco e um preto, a polícia quando vier corre atrás do preto. Isto é racismo disse o senhor.
Eu não concordo. Eu acho que se houver um assalto num restaurante e fugirem um branco e um preto, a polícia quando vier corre atrás do branco, porque tem medo do preto. Isso sim, isso é que é racismo.

Yah, a justiça pois...

Quando o Sr. Paulo Pedroso, na altura com 38 anos de idade e uma proeminente carreira política pela frente, foi acusado de pertencer aos abusadores dos meninos da Casa Pia todos diziam que a justiça decidiria se ele era ou não culpado. Se ele fosse culpado ia para a prisão e pagaria o crime com a pena que lhe fosse atribuida, o que ninguém disse foi o que aconteceria se a justiça decidisse que ele não era culpado. Culpado ou não a condenação ao limbo já ninguém lhe tirava.
O sr. Paulo Pedroso pede agora umas centenas de milhares de euros ao Estado, por ter ficado com a vida destruída e há quem se abespinhe com o facto.
Eu não faço ideia se o homem era um dos que se andava a lambuzar com os rapazes, mas tenho ideia de olhar para ele e pensar que mais tarde ou mais cedo ia governar o país. Se o Paulo Pedroso é inocente ele devia receber milhões de indemnização, a comunicação social que o julgou devia fazer tudo para lhe restituir a dignidade e quem o acusou devia ficar preso muito tempo. E mesmo assim não era uma justiça perfeita, mas já era qualquer coisita.

Contras e mais contras.

E estava lá o sr. Ministro e muitos doutores e Presidentes de autarquias e Bastonários dos médicos e enfermeiros e os do INEM e mais os da Ressuscitação (gosto deste nome) e muitas outras pessoas.
A ideia era discutir para onde vai a saúde e acabou, como sempre, na percepção de para onde vai o país.
Vemos um programa destes que devia ter importância para a cidadania e para a democracia e ficamos com vontade de desistir, de tudo. Por uma razão ou por outra depressa entendemos que quem ali está, está em campanha eleitoral por alguma coisa, ou para manter o tacho ou para arranjar um ou para agradar ao partido e subir de posto. É degradante e é exemplificativo do porquê deste país não andar para a frente. Confunde-se liberdade de expressão com anarquia, democracia com arruaça, coragem com difamação. Num instantinho percebemos que quem pertence ao partido do governo concorda e quem é dos outros discorda e isto não dá saúde a nada nem a ninguém. No meio daquilo sobram 2 ou 3 pessoas que estão realmente preocupados com o que está em discussão, mas esses só têm direito a 30 segundos de microfone. É claro que quem está em casa a ver fica infectado com a bipolaridade, uns dirão que o Ministro é um assassino e outros que ele até é humilde e está a fazer o que pode. Então e a nossa saúde?
Nada resiste a isto, é impossível gerir um país onde a corrupção intelectual é muito mais importante que o conhecimento.

06/01/08

Fézada...

Neste concurso, apareceu um concorrente que não cumpriu as regras. Isto serve para complementar o post anterior.
O Salvador tem um tio que é quadro na RTP e pensou que a OT era o único concurso, desde que há concursos, em que os familiares dos funcionários podiam concorrer. Demorou 3 meses a ir ler o contrato, mesmo depois de o andarem a chatear na net chamando-o batoteiro. Compreende-se estava empenhado na escola e tal. Pois.
Contudo, durante todo este tempo, semanalmente, houve um outro/a que foi mais cedo para casa e que não violou as regras.
A Endemol e a RTP decidiram indemnizar todos os outros concorrentes expulsos prematuramente? NÃO!!! Em vez disso levaram o rapaz a mais uma gala para se explicar e cantar mais uma cantiga. Isto é fézada, ainda vamos ouvir dizer que se não fosse aquela infelicidade o Salvador ganhava aquilo. E o tio, terá tido alguma influencia nesta decisão?

Os programas, concursos, musicais.

Qualquer programita que meta cantigas, música, tem interesse para mim. Tento acompanhar todos o mais que posso e sofro e rejubilo com os sonhos dos meninos e meninas que por lá passam. Nestes programas aparecem grandes talentos e começam a desenhar-se grandes desilusões. A indústria, as televisões, o país, nunca irão absorver os talentos aparecidos, pela razão simples de que não têm tamanho. O nosso país não suporta 2 talentos novos em simultâneo, não lhes compram os discos, não vão aos seus concertos. Ora para estes miúdos ter talento e trabalhar não chega , é preciso , acima de tudo, ter fézada. Precisam de ganhar um programa destes, ter a fézada de fazer sair o disco rápido, ter tido sorte no management arranjado e ainda têm de ter a fézada de as pessoas terem preferido o programa que ele ganhou a outros programas concorrentes (*). É muita coisa junta que, por si só, vai colocar o talento como uma das peças menos importantes na vida de quem se safar. É triste, não concordam?

(*)- Como as nossas TVs não vão mais longe do que mimarem-se umas às outras acontece sempre que transmitem os programas similares ao mesmo tempo o que reduz ainda mais a exposição do possível talento.

O tabaco e a lei.

A coisa até nem estava a correr mal de todo. Já não fumava 2 maços de Marlboro Lights 100's por dia e até me conseguia empolgar quando chegava ao fim da noite e ainda tinha o mesmo maço de tabaco. Estava a caminhar devagar mas ia andando e fumava menos.
Depois veio a lei que, à portuguesa, não dá qualquer tempo para os cidadãos se habituarem, começa no 1º dia do ano e pronto! Podia começar no dia 1, sim, mas darem 3 meses para adaptação, por exemplo. Mas não, decidiram repetir o erro do código penal que deu a confusão que deu. Agora antes de entrar no restaurante pergunto se se pode fumar, respondem-me que em princípio não e eu aproveito e fumo um cigarrito à porta, entro despacho as entradas e dou mais uma saltada à porta para outro cigarro e vou para o prato principal. Entretanto reparo que em algumas mesas se discutem os cigarros e apercebo-me que ainda anda tudo à toa com a lei, não é mais de 100 metros é menos de 100 metros, para se poder fumar é preciso uma autorização, o patrão não está cá, ...
A verdade é que daí a pouco já o empregado anda a distribuir cinzeiros e já há muitos comensais a fumar. Claro que eu, que gostava de cumprir a lei, começo a achar que o fumo de mais um cigarro não vai fazer mal nenhum e truncas vai mais um cigarrito. Com isto tudo estou a fumar bastante mais e o curioso é que dantes eu para fumar no restaurante, ou noutro lugar qualquer, certificava-me primeiro se não incomodava, mas sabia que podia afastar-me um pouco, abrir a janela, ir até ao bar...

05/01/08

Rosas do Minho

Quando era miúdo, ainda antes da escola, havia um local onde eu ia várias vezes. Ora buscar o "especial" para o almoço, ora chamar o tio e o padrinho para almoçar, ora buscar o "especial" para o jantar e trazer os adultos, ora chamar algum deles para vir ao telefone, etc...Chamava-se Rosas do Minho e durante muitos anos foi a tasca de referência do bairro onde nasci. A tasca era por onde os adultos estavam sempre depois da hora de trabalho e tantas vezes durante. Não se podiam juntar no jardim em frente, mas podiam estar na tasca. Se beber vinho era dar de comer a 1 milhão de portugueses, tinham de os deixar beber e eles bebiam. Alguns bebiam muito e embebedavam-se, outros ficavam tocados logo ao 1º copo, tinham a caldeira aquecida era o que diziam. Às vezes, algumas por dia, zangavam-se e lutavam. As razões das lutas eram sempre absurdas: o Pinguinhas pisou o Surdo e este mandou uma piada qualquer que o Pinguinhas não gostou..., o Neto estava a falar do Cantinflas e disse que o filho do António da Farmácia dava ares ao gajo, o António ouviu deu-lhe um murro e desatou tudo à pancada... Depois ao outro dia pediam-se desculpas, pagavam-se uns copos e voltava tudo ao mesmo.
A conjugação era perfeita, todos tinham um filho ou um irmão ou sobrinho na guerra, todos acumulavam medos de perda, as mulheres acordavam a chorar e as mais religiosas rezavam pela sorte dos que tinham em África. Impotentes no lar,com proibição de falar alto, o vinho ali à mão e quando a tensão se superiorizava à capacidade de suster a raiva desatavam à porrada para descarregar. As mulheres não se importavam porque sempre era melhor descarregarem na tasca do que em casa. Com os anos todos ficavam com "barriga de água" que era a doença mais comum a partir de certa idade e era, quase, uma inevitabilidade. Contudo, eram todos apreciados nos locais de trabalho fosse no matadouro, fosse na Sacor, fosse na APT, fosse em Beirolas, fosse onde fosse. Ninguém queria ser rico, ser rico era ser bufo, era pertencer a eles. Quando alguém adquiria, por exemplo, uma motorizada, explicava na tasca tostãozinho a tostãozinho como tinha arranjado o dinheiro.
A vizinha Gorete ficou sem o filho, morreu afogado em Moçambique disseram-lhe, o marido não aguentou e enforcou-se nas oliveiras em frente à casa. Toda a vizinhança ficou responsável pela Gorete, levavam-lhe as refeições, iam lá um bocadinho, essas coisas. A nós coube-nos o jantar de 4ª feira e lá ia eu com o tachito embrulhado em jornal. Quando anoitecia mais cedo acontecia-me sucessivas vezes cruzar-me com os polícias a cavalo, que lá de cima do animal me obrigavam a desembrulhar o tacho e a explicar toda a história, todas as vezes. Durante muitos anos a minha imagem de medo era um cavalo enorme malhado a preto e branco que de repente me quer chicotear com a cauda. Mas nunca falei disso a ninguém e não sei como percebi que não devia falar.
Nas Rosas do Minho também não se falava dessas coisas, nem da polícia, nem do filho da Gorete, nem da guerra, népias. Os homens olhavam-se nos olhos, engoliam o vinho do copo e estava tudo dito.

04/01/08

O amor constrói-se...

...até na areia.





Um 2008 cheio de amor, para todos.

03/01/08

Famosos, mas nem tanto...

O "Fininho" passou o fim de ano a trabalhar na estação pública. Conta quem viu que esteve sempre de copo na mão, porque era fim de ano, porque o programa era uma novidade muito arriscada, porque os nervos quando nascem são para todos, porque era preciso estar com as 8000 pessoas do pavilhão Atlântico sem se separar dos milhões que estavam em casa e era preciso estar com estes sem perder os do pavilhão de vista.
Em qualquer país do mundo o Zé Diogo seria levado ao colo por, pelo menos, 4 acompanhantes, teria escolta policial e seria levado a repousar num qualquer complexo hoteleiro daqueles como há no Dubai. Porque esteve a trabalhar na estação pública para os portugueses, porque o país tem a obrigação de proteger o seu património artístico e, acima de tudo, porque todos lhe deviamos alguma coisa.
Mas não foi assim, o Fininho foi mandado parar no Cais do Sodré a conduzir a sua viatura e tinha 1,6 g/l de álcool no sangue. Nem sei porque foi preciso soprar no balão se tanta gente tinha presenciado a noite, passado a noite, com ele. Mas é o país que temos!
Agora imperdoável, nojento mesmo, é haver um jornaleco que faz primeira página dois dias seguidos, até ver, com o caso. Que esperam estes arautos da desgraça conseguir? Informar que o artista bebeu? - Isso todos viram. Explicar que o Quintela merecia mais? Não, apenas denegrir e há até um paspalhão do jornaleco que se chama Ricardo Martins Pereira que diz: "Qualquer pessoa a quem já tenha sido retirada a carta por uma infracção ao Código da Estrada deve sentir-se hoje muito injustiçada, depois de saber que o Gato Zé Diogo Quintela levou apenas uma multa de 400 euros e não ficou inibido de conduzir, mesmo tendo sido apanhado com 1,6 de álcool numa operação stop. Eu nunca bebi uma cerveja na vida..."
O país deixou que o Zé fosse conduzir depois de estar a trabalhar para ele, o Zé foi a tribunal e pagou a multa que deviamos ser nós a pagar. Tenho dúvidas se seria multado se levasse um jornalista com ele.
Tenho vergonha de viver num país ingrato para a sua cultura e onde cada medíocre se pode assumir como justiceiro.

01/01/08

Sem palavras.


Este ano comecei sem beber e o outro acabei sem beber. Isto parece um testemunho de um alcoólico anónimo, ou parecido, mas é grupo. Isto apenas é estranho, porque toda a gente bebe nesta altura, não é?
Não calhou...

30/12/07

Yah, se prometi...

Do 0.

Primeiro tiraram umas coisitas, depois as razões da vida, depois a vida. E ele não morreu. Agora está no zero, sem nada. E isso é mau? Não, isso é o cair no fosso profundo, no zero.
De agora para a frente só pode ser a subir, não é?
Ninguém vai morrer, pois não?

Há quem se queira levantar e há quem queira cair no fundo, para fazer reset ao termómetro, não estão de acordo?

29/12/07

O primeiro.


Já lá vão uns 13 anos e a minha primeira fora da zona foi com este rapazinho. É claro que já tinha ido à SuperFM e à RHT e à Nova Antena e a outras por aqui. Mas assim longe, no caso em Gaia, foi a primeira. Nova Era chamava-se a rádio e fui contactado por telefone, ensinaram-me o caminho e lá fui eu dar de caras com o rapazito de cara e verbo atrevidos. Fizemos uma entrevistazeca mas conversámos bué em off. Mais tarde andámos outras vezes de copo na mão, como num engraçado júri de um concurso de música em Pinhal Novo em que os restantes membros nos queriam convencer a votar no grupo que eles gostavam.
Pronto, o Alvim foi o primeiro a sério, a sério e ele, às vezes, anda aqui e na SIC Radical e na Antena 3 e por aí..

24/12/07

Chamadas recebidas.


Atendo o telefone.
-Oi Zé estás bom? Olha liguei-te para te desejar bom Natal e bom ano.
-Xiii, já não falávamos há imenso tempo, como estás? Bom Natal para ti também mano.
-Ya obrigado, mas para mim o Natal é bacalhau com batatas.

E brócolos apeteceu-me dizer. Contudo, gosto destes telefonemas em que ficamos a pensar o que o chamador quereria dizer com aquilo.

23/12/07

Ah e...

também vos queria dizer que não levem a sério aquela máxima do: " não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", em vez disso optem por: "depressa e bem não há quem".
Depois explico, vou bater as claras.

E chega.

Foi muito difícil por questões físicas fazer as compras de Natal este ano, por isso chega, não dá mais, tomem lá guito e façam as compras por mim. Pelo menos não podem acusar ninguém de ter escolhido mal, he he he.

BOM NATAL PARA TODA A GENTE, ATÉ PARA MIM!!!

20/12/07

É Natal trá-lá-lá...

Dia 20 de Dezembro, 12:48 horas, Centro Comercial Colombo.
Á porta dos WC aparece uma senhora quase a gritar a dizer que foi roubada. Tinha ido à Worten comprar uma máquina de barbear para o companheiro, que lhe custara 80 euros, e depois foi à casa de banho. Poisou a mala e o saco da prenda no chão ao lado da sanita, baixou as calcinhas e despachou a necessidade. Quando se levantou e depois de ajeitar as calcitas reparou que ao lado da mala já não estava o saquito com a prenda. Como as divisórias dos sanitários não chegam até ao chão, alguma senhora decidiu fazer horas extraordinárias, ou não, e levou a compra da nossa amiga. É Natal.

14/12/07

Funeral.

Fui ao funeral da esperança e ela era a última a morrer, que faço eu vivo? Vivo?

É a vida.


A vida caminhava com a etiqueta crise. Era sempre assim. Se falava diziam-lhe que não tinham argumentos para ele, se calava trocavam-lhe as voltas todas. Um dia no meio da discussão número 938 da semana a Maria disse-lhe: - É claro que tens razão, mesmo nos outros 4 casamentos que tiveste a culpa era sempre das mulheres, tu é que és o bonzinho.
Passou-se, marcou mesa no Viúva e levou a mulher a jantar. Começou a falar ao 2º copo e disse: - Tenho pensado muito no que me tens dito e estou convencido que tens razão. Tudo o que fiz na vida foi mal feito ou eu nunca fiz nada que fosse o correcto como diz a canção. Como não posso voltar atrás e modificar o que está feito, só me resta uma solução: vou fazer tudo de novo para provar que aprendi com a vida. Assim sendo preciso que nos divorciemos para eu voltar a casar com a Lita a minha primeira mulher.
Conforme ia falando ia bebendo o que levou a mulher a confundir um pedido de ajuda com uma bebedeira, como quase sempre acontece.
Recebi hoje o convite dele para o seu recasamento com a Lita. É a vida.

Grande Tratado.

E podem perfeitamente embirrar com a propaganda, dizer que não passa de "cagança", que o Sócrates é maniente e arrogante. Podem até dizer que isto não interessa a ninguém, que não diminui o desemprego nem dá de comer a quem tem fome. Podem exigir referendos e até querer referendar as exigências. Mas uma coisa é certa, durante muitos anos vou ouvir falar do Tratado de Lisboa como ouvia do de Roma ou do de Maastrich e isso para mim, que nasci ali, é bom.
Depois foi bonito vê-los a todos ali na nossa cidade e perceber que Lisboa os faz a todos mais bonitos.
Este tratado podia ter sido assinado noutro lado qualquer, as letras eram as mesmas, mas não há lugar melhor nem nome mais bonito.

O tabaquito.



Como é recorrente, em Janeiro lá vão aumentar o tabaquito em mais 10%. Tem de ser, o governo gastas uns trocos largos em campanhas para não fumar e depois, como há algumas pessoas que deixam de fumar, tem de reaver o dinheirinho que essas mesmas pessoas deixam de lhe dar.

É estranho, parece ilógico mas é mesmo assim. Não nos podemos esquecer que do preço de cada maço de tabaco, 80% vão para os cofres das Finanças, é muito não é?

Isto quer dizer que se todos deixassem de fumar eles teriam de ir buscar os euros a outro lado qualquer. É melhor continuar com o vício, portanto...

Las Divas pela 2ª vez:


A Liana estava no Campo Pequeno com as feras, a Lara estava no átrio do Ministério das Finanças. Muito bem as duas.

13/12/07

Não há.












É estranho, não reparo, nem vejo.
É como se não houvesse, não fosse
um algo já inventado, um facto.

Uma alucinação, ainda?
Uma paranóia, uma utopia,
sonho fora de horas, de tempo.

Nada disso. É simples.
É apenas um défice, uma ruptura,
um artigo que falta, um não há.

Ou espero pela reposição,
ou continuo procurando,
ou construo um, de forma artesanal, mas um.

08/12/07

Las Divas em video:



18 de Novembro de 2007, Claustros do Ministério das Finanças, Lisboa