16/01/08

É a vida...

E de arguidos passaram a acusados e, ainda inocentes, mantêm a convicção que nada fizeram de ilegal. E se calhar não fizeram nada de ilegal e se calhar a justiça anda a embirrar com eles porque não tem mais nada que fazer e se calhar a Bragaparques comprou o juiz. A verdade é que os lisboetas deixaram de ter Feira Popular e Parque Mayer e já não há ninguém que lhes devolva esses anos perdidos. Ou se calhar temos o que merecemos.

O Espírito Santo.

A minha vizinha do 8º é brasileira e mudou-se recentemente para aqui. Há dias no hall de entrada notei que ela estava com uma barriguinha. Como sou um desbocado disse-lhe: -Com que então Portugal está-te a fazer bem, até estás mais gordinha.
-Não é isso, o tema é que eu estou grávida. -disse ela.
-Então e o pai? -perguntei eu ainda no meu registo desbocado.
-É o Espírito Santo!-respondeu enquanto fez uma carita de tristeza ou de saudade, não percebi.

A conversa no prédio, reparei hoje, é que a Neuza está grávida e não sabe quem é o pai do rebento.

15/01/08

Não ingerir.

A candidatura de Miguel Cadilhe no BCP não se consegue explicar. Se foi porque lhe apeteceu, não dá para entender a ingenuidade dos que o seguiram. Se foi porque o PSD os empurrou, então o partido já está naquele estado em que queima tudo onde toca.
Para a lista vencedora Cadilhe foi um óptimo bónus, porque lhe permitiu uma percentagem (91,71%) que, provavelmente, não conseguiria se concorresse sózinha.

Filhos...

A minha amiga Clara casou pela segunda vez e trouxe com ela o Tiago, hoje com 14/15 anos, do 1º casamento. Desde o namoro com o Pedro Inácio, o actual marido, que a Clara foi acumulando problemas com o Tiago. O miúdo começou por não aceitar o namoro fazendo tudo o que estava ao seu alcance para desestabilizar, depois recusou aceitar a família e amigos do Pedro, conseguindo ficar em casa quando todos saíam juntos. Aos poucos foi, ao contrário de todos os outros, deixando de participar nas tarefas domésticas. Enquanto isso a Clara ia dizendo que isso haveria de mudar e deixou correr. O Tiago foi continuando, deixou de levar o lixo à rua, de arrumar o quarto, de ajudar a tomar conta do irmãozito mais novo, de estar presente quando a família se reúne, de dar explicações quando lhe eram pedidas. A Clara, pelo que sei agora, foi ficando cada vez mais preocupada mas nunca o demonstrou. Neste momento o Tiago vive com a mãe, com o irmão e com o filho do Pedro Inácio em casa deste, mas tem condições especiais: passa o tempo na cama, não pode ser incomodado, não participa em coisa alguma e só comunica com os outros quando quer pedir alguma coisa.
Estive com a Clara este fim de semana e ela, finalmente, queixou-se. O rapaz diz, agora, que os estudos não lhe dizem nada e passou a demonstrar um desinteresse absoluto pela escola. A mãe está em pânico e quis saber a minha opinião e eu não fui capaz de a dar toda de uma vez. Ser mãe/pai é uma tarefa de tal forma complexa que quando algo corre mal é preciso fazer tudo para que algum alicerce fique de pé para que não se desmorone tudo. Agora que deveria haver uma espécie de carta de condução obrigatória para ter filhos é verdade.

14/01/08

Crisis what crisis.

O futebol nacional não é muito interessante como desporto, mas, por enquanto, ainda alimenta muito os meios de comunicação. É por isso que após uma jornada em que o Benfica empata em casa com o Leixões e o Sporting empata fora com a Académica a notícia é, adivinhem: a crise do Sporting. Podia ser a crise da 2ª circular, mas não. É injusto porque o clube de Alvalade ficou sem o guarda-redes Ricardo, sem Caneira, sem Nani e sem Tello, não decidiu investir dinheiro na equipa para diminuir as dívidas, segundo dizem, e está em mais competições que o Benfica.
De outro modo o rival da Luz adquiriu uma dúzia de craques: Di Maria, Adu, Cardozo, Bergessio, etc..., trouxeram o treinador desejado e já não têm as mesmas possibilidades que os lagartos.
O porquê de ser assim toda a gente sabe, o resultado final vai ser, obviamente, favorável ao Sporting que é forçado a arrumar a casa, enquanto os encarnados vão comprando jogadores sempre que algo que lhes corra mal e vão, assim, adiando o sucesso que tantos seguidores esperam e merecem.

12/01/08

Ainda é muito de manhã...

Hoje é outro dos dias em que a qualquer hora é sempre muito de manhã. Precisava muito que de quinze em quinze dias, os dias fossem muito maiores. Assim eu teria muito mais trabalho, muito mais preocupação em criar actividades, muito mais perguntas a fazer a mim próprio. É um contra senso mas mesmo assim...

10/01/08

Aeroporto Internacional de Alcochete.


E pronto o LNEC entregou o relatório que diz que Alcochete é melhor e o Governo anunciou-o. Numa análise preliminar o futuro aeroporto vai nascer no campo de tiro e a nova ponte que ligará Barreiro a Chelas será rodo-ferroviária.
Antes deste novo relatório, Ota era melhor e os Governos anunciavam que o aeroporto era na Ota. E ponto final. Para mim isto não tem espinhas, era assim que sempre deveria ser feito. É claro que vai haver muita gente que fez guerra à Ota que agora vai fazer guerra a Alcochete e isso para mim é que é estúpido.

PS- Para já vai ter a vantagem dos jogadores do Sporting chegarem à Academia uns minutos mais cedo das férias.

Tão lindinhos que eles eram.

Eram realmente muito bonitinhos estes meninos há 30 anos atrás. É claro que o Tim se distinguia porque ainda tinha olhos grandes nesta altura e é engraçado reparar naquele, que já nesse tempo, era o único que se fazia à fotografia. Realce, também, para aquele delicioso microfone e para o bigodinho do cantor. O Kalu esse tinha, claramente, e ainda tem uma linda carinha.

09/01/08

Hoje acordei com vontade de cantar isto convosco.



Sara Tavares - Bom Feeling (Live on Jools Holland)

08/01/08

Discordância.

Está um Sr. a explicar o racismo e diz: -Se houver um assalto num restaurante e fugirem um branco e um preto, a polícia quando vier corre atrás do preto. Isto é racismo disse o senhor.
Eu não concordo. Eu acho que se houver um assalto num restaurante e fugirem um branco e um preto, a polícia quando vier corre atrás do branco, porque tem medo do preto. Isso sim, isso é que é racismo.

Yah, a justiça pois...

Quando o Sr. Paulo Pedroso, na altura com 38 anos de idade e uma proeminente carreira política pela frente, foi acusado de pertencer aos abusadores dos meninos da Casa Pia todos diziam que a justiça decidiria se ele era ou não culpado. Se ele fosse culpado ia para a prisão e pagaria o crime com a pena que lhe fosse atribuida, o que ninguém disse foi o que aconteceria se a justiça decidisse que ele não era culpado. Culpado ou não a condenação ao limbo já ninguém lhe tirava.
O sr. Paulo Pedroso pede agora umas centenas de milhares de euros ao Estado, por ter ficado com a vida destruída e há quem se abespinhe com o facto.
Eu não faço ideia se o homem era um dos que se andava a lambuzar com os rapazes, mas tenho ideia de olhar para ele e pensar que mais tarde ou mais cedo ia governar o país. Se o Paulo Pedroso é inocente ele devia receber milhões de indemnização, a comunicação social que o julgou devia fazer tudo para lhe restituir a dignidade e quem o acusou devia ficar preso muito tempo. E mesmo assim não era uma justiça perfeita, mas já era qualquer coisita.

Contras e mais contras.

E estava lá o sr. Ministro e muitos doutores e Presidentes de autarquias e Bastonários dos médicos e enfermeiros e os do INEM e mais os da Ressuscitação (gosto deste nome) e muitas outras pessoas.
A ideia era discutir para onde vai a saúde e acabou, como sempre, na percepção de para onde vai o país.
Vemos um programa destes que devia ter importância para a cidadania e para a democracia e ficamos com vontade de desistir, de tudo. Por uma razão ou por outra depressa entendemos que quem ali está, está em campanha eleitoral por alguma coisa, ou para manter o tacho ou para arranjar um ou para agradar ao partido e subir de posto. É degradante e é exemplificativo do porquê deste país não andar para a frente. Confunde-se liberdade de expressão com anarquia, democracia com arruaça, coragem com difamação. Num instantinho percebemos que quem pertence ao partido do governo concorda e quem é dos outros discorda e isto não dá saúde a nada nem a ninguém. No meio daquilo sobram 2 ou 3 pessoas que estão realmente preocupados com o que está em discussão, mas esses só têm direito a 30 segundos de microfone. É claro que quem está em casa a ver fica infectado com a bipolaridade, uns dirão que o Ministro é um assassino e outros que ele até é humilde e está a fazer o que pode. Então e a nossa saúde?
Nada resiste a isto, é impossível gerir um país onde a corrupção intelectual é muito mais importante que o conhecimento.

06/01/08

Fézada...

Neste concurso, apareceu um concorrente que não cumpriu as regras. Isto serve para complementar o post anterior.
O Salvador tem um tio que é quadro na RTP e pensou que a OT era o único concurso, desde que há concursos, em que os familiares dos funcionários podiam concorrer. Demorou 3 meses a ir ler o contrato, mesmo depois de o andarem a chatear na net chamando-o batoteiro. Compreende-se estava empenhado na escola e tal. Pois.
Contudo, durante todo este tempo, semanalmente, houve um outro/a que foi mais cedo para casa e que não violou as regras.
A Endemol e a RTP decidiram indemnizar todos os outros concorrentes expulsos prematuramente? NÃO!!! Em vez disso levaram o rapaz a mais uma gala para se explicar e cantar mais uma cantiga. Isto é fézada, ainda vamos ouvir dizer que se não fosse aquela infelicidade o Salvador ganhava aquilo. E o tio, terá tido alguma influencia nesta decisão?

Os programas, concursos, musicais.

Qualquer programita que meta cantigas, música, tem interesse para mim. Tento acompanhar todos o mais que posso e sofro e rejubilo com os sonhos dos meninos e meninas que por lá passam. Nestes programas aparecem grandes talentos e começam a desenhar-se grandes desilusões. A indústria, as televisões, o país, nunca irão absorver os talentos aparecidos, pela razão simples de que não têm tamanho. O nosso país não suporta 2 talentos novos em simultâneo, não lhes compram os discos, não vão aos seus concertos. Ora para estes miúdos ter talento e trabalhar não chega , é preciso , acima de tudo, ter fézada. Precisam de ganhar um programa destes, ter a fézada de fazer sair o disco rápido, ter tido sorte no management arranjado e ainda têm de ter a fézada de as pessoas terem preferido o programa que ele ganhou a outros programas concorrentes (*). É muita coisa junta que, por si só, vai colocar o talento como uma das peças menos importantes na vida de quem se safar. É triste, não concordam?

(*)- Como as nossas TVs não vão mais longe do que mimarem-se umas às outras acontece sempre que transmitem os programas similares ao mesmo tempo o que reduz ainda mais a exposição do possível talento.

O tabaco e a lei.

A coisa até nem estava a correr mal de todo. Já não fumava 2 maços de Marlboro Lights 100's por dia e até me conseguia empolgar quando chegava ao fim da noite e ainda tinha o mesmo maço de tabaco. Estava a caminhar devagar mas ia andando e fumava menos.
Depois veio a lei que, à portuguesa, não dá qualquer tempo para os cidadãos se habituarem, começa no 1º dia do ano e pronto! Podia começar no dia 1, sim, mas darem 3 meses para adaptação, por exemplo. Mas não, decidiram repetir o erro do código penal que deu a confusão que deu. Agora antes de entrar no restaurante pergunto se se pode fumar, respondem-me que em princípio não e eu aproveito e fumo um cigarrito à porta, entro despacho as entradas e dou mais uma saltada à porta para outro cigarro e vou para o prato principal. Entretanto reparo que em algumas mesas se discutem os cigarros e apercebo-me que ainda anda tudo à toa com a lei, não é mais de 100 metros é menos de 100 metros, para se poder fumar é preciso uma autorização, o patrão não está cá, ...
A verdade é que daí a pouco já o empregado anda a distribuir cinzeiros e já há muitos comensais a fumar. Claro que eu, que gostava de cumprir a lei, começo a achar que o fumo de mais um cigarro não vai fazer mal nenhum e truncas vai mais um cigarrito. Com isto tudo estou a fumar bastante mais e o curioso é que dantes eu para fumar no restaurante, ou noutro lugar qualquer, certificava-me primeiro se não incomodava, mas sabia que podia afastar-me um pouco, abrir a janela, ir até ao bar...

05/01/08

Rosas do Minho

Quando era miúdo, ainda antes da escola, havia um local onde eu ia várias vezes. Ora buscar o "especial" para o almoço, ora chamar o tio e o padrinho para almoçar, ora buscar o "especial" para o jantar e trazer os adultos, ora chamar algum deles para vir ao telefone, etc...Chamava-se Rosas do Minho e durante muitos anos foi a tasca de referência do bairro onde nasci. A tasca era por onde os adultos estavam sempre depois da hora de trabalho e tantas vezes durante. Não se podiam juntar no jardim em frente, mas podiam estar na tasca. Se beber vinho era dar de comer a 1 milhão de portugueses, tinham de os deixar beber e eles bebiam. Alguns bebiam muito e embebedavam-se, outros ficavam tocados logo ao 1º copo, tinham a caldeira aquecida era o que diziam. Às vezes, algumas por dia, zangavam-se e lutavam. As razões das lutas eram sempre absurdas: o Pinguinhas pisou o Surdo e este mandou uma piada qualquer que o Pinguinhas não gostou..., o Neto estava a falar do Cantinflas e disse que o filho do António da Farmácia dava ares ao gajo, o António ouviu deu-lhe um murro e desatou tudo à pancada... Depois ao outro dia pediam-se desculpas, pagavam-se uns copos e voltava tudo ao mesmo.
A conjugação era perfeita, todos tinham um filho ou um irmão ou sobrinho na guerra, todos acumulavam medos de perda, as mulheres acordavam a chorar e as mais religiosas rezavam pela sorte dos que tinham em África. Impotentes no lar,com proibição de falar alto, o vinho ali à mão e quando a tensão se superiorizava à capacidade de suster a raiva desatavam à porrada para descarregar. As mulheres não se importavam porque sempre era melhor descarregarem na tasca do que em casa. Com os anos todos ficavam com "barriga de água" que era a doença mais comum a partir de certa idade e era, quase, uma inevitabilidade. Contudo, eram todos apreciados nos locais de trabalho fosse no matadouro, fosse na Sacor, fosse na APT, fosse em Beirolas, fosse onde fosse. Ninguém queria ser rico, ser rico era ser bufo, era pertencer a eles. Quando alguém adquiria, por exemplo, uma motorizada, explicava na tasca tostãozinho a tostãozinho como tinha arranjado o dinheiro.
A vizinha Gorete ficou sem o filho, morreu afogado em Moçambique disseram-lhe, o marido não aguentou e enforcou-se nas oliveiras em frente à casa. Toda a vizinhança ficou responsável pela Gorete, levavam-lhe as refeições, iam lá um bocadinho, essas coisas. A nós coube-nos o jantar de 4ª feira e lá ia eu com o tachito embrulhado em jornal. Quando anoitecia mais cedo acontecia-me sucessivas vezes cruzar-me com os polícias a cavalo, que lá de cima do animal me obrigavam a desembrulhar o tacho e a explicar toda a história, todas as vezes. Durante muitos anos a minha imagem de medo era um cavalo enorme malhado a preto e branco que de repente me quer chicotear com a cauda. Mas nunca falei disso a ninguém e não sei como percebi que não devia falar.
Nas Rosas do Minho também não se falava dessas coisas, nem da polícia, nem do filho da Gorete, nem da guerra, népias. Os homens olhavam-se nos olhos, engoliam o vinho do copo e estava tudo dito.

04/01/08

O amor constrói-se...

...até na areia.





Um 2008 cheio de amor, para todos.

03/01/08

Famosos, mas nem tanto...

O "Fininho" passou o fim de ano a trabalhar na estação pública. Conta quem viu que esteve sempre de copo na mão, porque era fim de ano, porque o programa era uma novidade muito arriscada, porque os nervos quando nascem são para todos, porque era preciso estar com as 8000 pessoas do pavilhão Atlântico sem se separar dos milhões que estavam em casa e era preciso estar com estes sem perder os do pavilhão de vista.
Em qualquer país do mundo o Zé Diogo seria levado ao colo por, pelo menos, 4 acompanhantes, teria escolta policial e seria levado a repousar num qualquer complexo hoteleiro daqueles como há no Dubai. Porque esteve a trabalhar na estação pública para os portugueses, porque o país tem a obrigação de proteger o seu património artístico e, acima de tudo, porque todos lhe deviamos alguma coisa.
Mas não foi assim, o Fininho foi mandado parar no Cais do Sodré a conduzir a sua viatura e tinha 1,6 g/l de álcool no sangue. Nem sei porque foi preciso soprar no balão se tanta gente tinha presenciado a noite, passado a noite, com ele. Mas é o país que temos!
Agora imperdoável, nojento mesmo, é haver um jornaleco que faz primeira página dois dias seguidos, até ver, com o caso. Que esperam estes arautos da desgraça conseguir? Informar que o artista bebeu? - Isso todos viram. Explicar que o Quintela merecia mais? Não, apenas denegrir e há até um paspalhão do jornaleco que se chama Ricardo Martins Pereira que diz: "Qualquer pessoa a quem já tenha sido retirada a carta por uma infracção ao Código da Estrada deve sentir-se hoje muito injustiçada, depois de saber que o Gato Zé Diogo Quintela levou apenas uma multa de 400 euros e não ficou inibido de conduzir, mesmo tendo sido apanhado com 1,6 de álcool numa operação stop. Eu nunca bebi uma cerveja na vida..."
O país deixou que o Zé fosse conduzir depois de estar a trabalhar para ele, o Zé foi a tribunal e pagou a multa que deviamos ser nós a pagar. Tenho dúvidas se seria multado se levasse um jornalista com ele.
Tenho vergonha de viver num país ingrato para a sua cultura e onde cada medíocre se pode assumir como justiceiro.

01/01/08

Sem palavras.


Este ano comecei sem beber e o outro acabei sem beber. Isto parece um testemunho de um alcoólico anónimo, ou parecido, mas é grupo. Isto apenas é estranho, porque toda a gente bebe nesta altura, não é?
Não calhou...

30/12/07

Yah, se prometi...

Do 0.

Primeiro tiraram umas coisitas, depois as razões da vida, depois a vida. E ele não morreu. Agora está no zero, sem nada. E isso é mau? Não, isso é o cair no fosso profundo, no zero.
De agora para a frente só pode ser a subir, não é?
Ninguém vai morrer, pois não?

Há quem se queira levantar e há quem queira cair no fundo, para fazer reset ao termómetro, não estão de acordo?

29/12/07

O primeiro.


Já lá vão uns 13 anos e a minha primeira fora da zona foi com este rapazinho. É claro que já tinha ido à SuperFM e à RHT e à Nova Antena e a outras por aqui. Mas assim longe, no caso em Gaia, foi a primeira. Nova Era chamava-se a rádio e fui contactado por telefone, ensinaram-me o caminho e lá fui eu dar de caras com o rapazito de cara e verbo atrevidos. Fizemos uma entrevistazeca mas conversámos bué em off. Mais tarde andámos outras vezes de copo na mão, como num engraçado júri de um concurso de música em Pinhal Novo em que os restantes membros nos queriam convencer a votar no grupo que eles gostavam.
Pronto, o Alvim foi o primeiro a sério, a sério e ele, às vezes, anda aqui e na SIC Radical e na Antena 3 e por aí..

24/12/07

Chamadas recebidas.


Atendo o telefone.
-Oi Zé estás bom? Olha liguei-te para te desejar bom Natal e bom ano.
-Xiii, já não falávamos há imenso tempo, como estás? Bom Natal para ti também mano.
-Ya obrigado, mas para mim o Natal é bacalhau com batatas.

E brócolos apeteceu-me dizer. Contudo, gosto destes telefonemas em que ficamos a pensar o que o chamador quereria dizer com aquilo.

23/12/07

Ah e...

também vos queria dizer que não levem a sério aquela máxima do: " não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", em vez disso optem por: "depressa e bem não há quem".
Depois explico, vou bater as claras.