28/04/08

Moscavide do Oeste.

Grupo invade esquadra de Moscavide para agredir rapaz que apresentava queixa

28.04.2008 - 09h00 PÚBLICO

A esquadra da PSP de Moscavide foi ontem invadida, cerca das 17h00, por um grupo de dez a quinze homens, aparentemente brasileiros, que agrediram um jovem de 20 anos. O rapaz encontrava-se a apresentar uma queixa contra aqueles indivíduos, noticia hoje o jornal “24 Horas”.

O queixoso já estava a prestar depoimento perante o único polícia que estava naquele momento da 35ª esquadra de Lisboa, quando o grupo entrou nas instalações e saiu a correr depois de o agredir, segundo testemunhas no local.

A vítima teve de receber assistência médica, pelo que não pode acabar de apresentar a queixa.

O 25 de Abril na RTP1 (25 de Abril)

Nota introdutória: Esta insistência na RTP1 tem como única razão o facto de ser a nossa televisão, aquela que nós pagamos e a que tem obrigação de contribuir com objectividade, verdade e conhecimento para as gerações mais novas e para as do futuro. É que não vale de nada chamar ignorantes aos jovens se não lhes é dada informação na linguagem que eles entendem

No dia 25 a RTP apresentou um programa de variedades, com as cantigas de há 34 anos, cantadas pelos artistas de há 34 anos e acompanhados por uma meia-orquestra que já não se usa. Ver Carlos Mendes, Fernando Tordo, Brigada Victor Jara, Lua Extravagante, Carlos Alberto Moniz, Manuel Freire, José Jorge Letria, Xico Fanhais, Samuel e tantos outros cantores importantes da música nacional e que fizeram da cantiga uma arma há muitos anos atrás, pode ser importante para nós, mas os jovens não têm paciência. Isto enfurece-me ainda mais quando sei que a própria indústria tem presente o que foram lançamentos como "Os filhos da madrugada", por exemplo, em que 20 grupos cantam músicas do Zeca e que foi um sucesso estrondoso.
As músicas poderiam até ser aquelas, mas já imaginaram o que seria se a RTP usando os arquivos que mostraram, tivessem convidado: Blasted Mechanism, Tara Perdida, Clã, Tiago Bettencourt, Mind da Gap, Slimmy, Rita Redshoes, Mão Morta, Da Weasel, Mesa e Dona Maria por exemplo, para cantarem as mesmas cantigas? Saia-lhes muito mais barato e assim, sim, estariam a mostrar o 25 de Abril à juventude.

Nota Final: Estava a escrever isto e a ouvir o nosso Presidente da República a dizer na televisão que estava escandalizado com a ignorância dos jovens sobre o 25 de Abril. Sem comentários!

O 25 de Abril na RTP1 (dia 24)

A noite do 24 para 25 de Abril na RTP1 foi preenchida com aquele tal programa(*), O corredor do poder, e o convidado foi Otelo Saraiva de Carvalho. O homem que foi pau para toda a obra de todos os oportunistas, voltou a repetir o que sempre disse, explicando cada acusação ao pormenor e chamando as pessoas pelo próprio nome, sem temer que alguém o venha desmentir, algo que nunca fizeram. Não entendo a intenção da RTP de colocar o homem que se sujeitou a tudo para nos devolver a liberdade perante quem só encontrou pedras para lhe atirar, e que depois quando lhe foi lembrado que o partido dele queimava sedes de partidos no Norte do país, escondeu a mãozinha. Foi confrangedor ver o Nuno Melo a clamar que Otelo não tinha legitimidade democrática para fazer o que fazia, pois não nem para fazer o 25 de Abril. O CDS continua a fazer de conta que Abril de 1974 não existiu, dizendo constantemente que a revolução foi no 25 de Novembro, como se podesse haver uma coisa sem a outra. Eu acho que colocar alguém do CDS a falar da nossa revolução sabendo-se que eles sempre estiveram com os destituidos é um ataque ao 25 de Abril e a todos nós, a menos que os colocassem à partida como os que estavam contra e, no mesmo sentido, chamassem também aqueles, que ainda há, que se mantêm fieis ao antigo regime e não o escondem. Porque estamos a falar do 34º aniversário da revolução dos cravos e porque ainda há muita gente nova que, nestas alturas, procura saber mais.

Engraçado foi, também, ver o desconforto da representante do PCP quando o, hoje, tenente-coronel falou do seu encontro com Álvaro Cunhal.

(*)- Programa apresentado por Sandra Moura e com Ana Drago, Margarida Botelho, Nuno Melo, Marcos Perestrello e Marco António Costa como comentadores.

27/04/08

O candidato.

No dia 17 deste mês logo a seguir à demissão de Luís Filipe Menezes eu disse aqui o seguinte: "Tudo isto deve dar carradas de nervos a Santana Lopes, para quem, aparentemente, tudo estava bem encaminhado para o regresso ao lugar principal." Alguns amigos referiram-se ao que escrevi atribuindo-me uma espécie de "paranóia da perseguição" em relação ao ex-primeiro. Curiosamente a comunicação social nunca colocou o Pedro na corrida, mostrando, até, alguma surpresa pela sua candidatura a presidente do partido.
Pois para mim sempre foi claro que Pedro Santana Lopes estava a amanhar o terreno para ir para o único lugar que, por ora, pode ambicionar. A presidência da bancada parlamentar só foi aceite a pensar na possibilidade de progressão e por isso ele repetia constantemente que andava por aí. O que já me surpreende é a forma como tal candidatura transtornou o que resta do PSD, já ouvimos de tudo: traição, abuso, ultrapassagem, eu sei lá. Como é possível que um homem que ainda há pouco era acusado de dar cabo do partido, seja causador de tanto desassossego? Em qualquer partido político esta candidatura não estaria à partida condenada à rejeição pelos seus militantes? Pois é, mas esta não está e, em vez disso, é uma séria candidata à vitória nas directas. A crise no PSD, por ser um partido vocacionado para o poder, não é anormal. A forma como se procura um novo líder é, há muito tempo, completamente anormal.

Saudade.


E já lá vão 4 anos.

Quinta-feira, Maio 27, 2004

NASCEU


Tinha de ser hoje ou amanhã ou ontem, mas tinha de ser.
Agora é dar-lhe maminha e deixá-lo crescer.

Entalado nas ressacas do 24 e 25 da Abril, maximizadas com o aniversário da Joana Isabel, o Boomeramg nasceu há 4 anos.

24/04/08

Saudade.


Saudade.


O que vale é que temos, todos, memória curta.

O Duarte do blogue "O último pingo" teve o trabalhinho de ir guardando citações do grã-mestre do engano, Luís Filipe Vieira. Aqui vão algumas da sua vasta colecção:


Duzentos mil sócios até Junho do próximo ano é o objectivo
- 06-09-07


Se eu fosse o treinador só queria dormir, porque quando acordasse não sabia qual a equipa que ia pôr a jogar, com tanta qualidade - início da época de 2007/2008

Temos o melhor plantel dos últimos 10 anos - 24-07-07

O Canal Benfica está constantemente a ser boicotado - 12-07-07

Benfica será bandeira nacional nos mercados accionistas internacionais - 21-05-07

O Benfica não vai participar na Taça da Liga - 19-05-07

Se o Benfica não tiver 300 mil sócios até Outubro demito-me - 02-06-05

O clube voltou a ser dos mais representados na Selecção. Tem seis jogadores e todos portugueses - 30-5-2004

Dentro de 3 anos o Benfica será o maior do mundo - 19-04-2003

O Benfica será mais forte que o Real Madrid - 19-04-2003


23/04/08

Arranca na 6ª feira, no Montijo.


A partir de sexta-feira, e até Agosto, a galeria municipal do Montijo vai recuar ao tempo do vinil e do flower power. São toneladas de discos, gravações, bobines e outras raridades que testemunham a força do rock português entre 1955 e 1974.

– Quem foi que disse que o flower power não poderia ser revisitado com cravos?

O dia 25 de Abril, sexta-feira, foi o dia escolhido pela galeria municipal do Montijo para inaugurar uma exposição sobre o rock em Portugal. Nova Vaga – o rock em Portugal 1955-1974 inclui perto de uma centena de capas de discos, fotografias, recortes de jornais, instrumentos, posters da época e gravações de bobines que testemunham a força do rock em Portugal muito antes daquilo a que viria a chamar-se «boom» do rock nos anos 1980.

Na exposição poderão ser vistos discos, muitos deles raridades, de nomes míticos como Quinteto Académico, Conchas, Chinchilas, Pop Five Music Incorporated, Zeca do Rock, Sheiks, Joaquim Costa, Conjunto Mistério e Os Claves, aos quais se juntam grupos formados nas ex-colónias portuguesas e em Macau.

Esta exposição é o resultado de cinco anos de pesquisa de dois admiradores do rock português, Edgar Raposo e Luís Futre, pesquisa essa que contou ainda com o apoio de editores discográficos da Groovie Records e variados empréstimos e cedências de material por parte de coleccionadores particulares.

Além do que vai estar exposto até finais de Agosto, os dois organizadores fizeram um livro-catálogo quase exaustivo de tudo o que foi editado naquela época. A publicação, que é suportada pela autarquia de Montijo, adopta o mesmo título da exposição, tem cerca de 120 páginas e reproduz a cores cerca de 400 capas de vinis de bandas, conjuntos e artistas portugueses que gravaram naquela época. O livro-catálogo incluirá ainda fotografias inéditas, recortes de imprensa e textos de Edgar Raposo, Luís Futre e João Carlos Callixto que fazem um enquadramento do rock, pop, psicadelismo e as diversas variações.

Os organizadores da mostra esperam editar comercialmente, no prazo de um ano, uma versão alargada e bilingue deste catálogo, já que esta época da música portuguesa é uma espécie de baú sem fundo. «Isto é quase um um trabalho de pesquisa de antropologia e de arqueologia musical», confessou Edgar Raposo à Lusa, sublinhando que, comparando com o que se faz na Europa, em Portugal ainda são raras as publicações sobre música portuguesa.

Bruna Pereira

Estou com problemas de compreensão.

23.4.08


11:50 (JPP)

ANTI-HUBBUB






24.

Sem se "consertar" primeiro o PSD, restituindo-lhe um mínimo de credibilidade, o que significa mudar estilos, linguagem, processos e pessoas, não adianta avançar com grandes arroubos programáticos porque pura e simplesmente ninguém os percebe, nem os ouve, nem os faz. Qualquer outra proposta pode ser muito bonita no papel, mas é profundamente irrealista, e serve os "maus", ou é mera retórica. Claro que este meu "primeiro" não deve ser entendido como isolando o "conserto" da renovação programática, as duas coisas têm que ser feitas ao mesmo tempo, mas com uma certa maneira, um certo ritmo, tempo e modo. Aliás, é esta a última oportunidade de ainda o fazer. Se falhar, acabou. Mas se não se cuida da primeira razão (o "conserto"), não se faz a segunda (a cesura política) e não o contrário. Como todos os intelectuais eu também prezo as rupturas, mas é difícil romper mais o que já está rompido, e o que não está rompido está tão puído, que se pode rasgar todo. Poderá dizer-se que ainda bem, estrague-se o PSD para fazer outra coisa, mas eu não faço parte daqueles que querem deixar o país entregue ao PS por mais uma década. »»»

Estou com graves problemas cognitivos. Acompanho diariamente a escrita do Pacheco Pereira no seu blogue e confesso que cada vez entendo menos o que o homem quer dizer. Percebo que ele não está de acordo com ninguém nem com ele próprio, porque a sua prosa é pouco coerente, mas raramente percebo onde quer chegar. O texto acima retirado do Abrupto é o exemplo disso, JPP diz que é preciso mudar estilos, linguagem, processos e pessoas, mas, pelos vistos, não há estilos, nem processos e, muito menos, pessoas adequadas ao que o comentador da quadratura do circulo deseja. Todos os que aparecem têm grandes defeitos e não servem e já há muito que é assim. Ou seja o que ele acha necessário que se faça não lhe parece possível fazer e, isto sim, é a verdadeira quadratura do dito cujo. Como diria a minha filha grande o homem escreve bué para não dizer nada e assim nunca se engana. E eu, que gostava tanto de entender este intelectual que preza rupturas e "consertos" ao mesmo tempo, que faço? Vou ler de novo aqueles livrinhos com folhas de papel de arroz?

Mas o que é isto?

Hoje de manhã, como de costume, saí com o Zézinho para irmos à quintinha. A quintinha é uma propriedade municipal que contém o palácio da Quinta da Piedade, a loja do munícipe, umas associações, um parque infantil, lagos, aparelhos de ginástica, circuitos de manutenção, burros, cavalos, ovelhas, cabras, patos, cisnes e pavões. As árvores estão quase todas referenciadas com nomes da cultura portuguesa e hoje havia uma novidade: uma enorme estátua colocada num pedestal e sem referência alguma sobre a sua identidade. Os funcionários da camara que encontrei não sabiam mais do que eu. Assim sendo, tirei uma foto à coisa e coloco-a aqui na esperança que alguém, quem sabe algum dos colaboradores da nossa Rosinha, me ajude a identificar o pedregulho. Não vale dizer que ela está torta em relação ao pedestal, porque isso toda a gente vê. E quem sabe se a imagem não é familiar para alguém, vamos lá aceitam-se hipóteses, eu, se for preciso, depois vou à C.M. de Vila Franca de Xira para confirmar.

22/04/08

E o projecto é:

Como tinha previsto, as candidaturas a presidente do PSD sucedem-se em filinha e, cada dia, aparece mais uma, outra desiste e julgo que isto não vai parar tão depressa. A entrada na corrida de Manuela Ferreira Leite significa que, desta vez, o partido vai gastar todos os trunfos que lhe restam mas não quer dizer que resolva seja o que for.
O problema do PSD não tem que ver com a sua liderança, mas com o facto de estar afastado do poder. A elasticidade do nosso "centrão" que, na Europa, só tem comparação na Grécia, não deixa grande margem de manobra para fazer oposição. É por isso que a luta política dentro do tal "centrão" há muito não é ideológica, mas feita de acusações pessoais, golpes palacianos, esquemas judiciais, etc...
Sousa Franco e Freitas do Amaral são 2 de muitos outros exemplos de que entre os partidos que ocupam a faixa do poder as diferenças são quase inexistentes, tal é a extensão política que abarcam. É comum ouvirmos dizer que no PS há quem esteja mais à direita do que alguns PSDs e neste alguns mais há esquerda que nos socialistas. Isto é verdade e demonstra uma realidade que teimamos em ignorar, Portugal quase não tem políticos preocupados com o país nem coerentes naquilo que dizem defender, em vez disso temos uma multidão de raposinhas que esperam um lugar qualquer que lhes abra caminho para outro lugar um pouco melhor e assim sucessivamente. Por isso a ideologia não existe e basta que o poder esteja longe durante algum tempo para que todo o verniz estale.
De todos os candidatos que até agora se ofereceram para unir o partido há que perguntar o que politicamente os distingue, ninguém sabe. Que diferença vai fazer se o escolhido for a Manuela, ou o Pedro, ou o Patinha ou outro qualquer. Que diferença fará para o Pacheco Pereira e para o Prof. Marcelo, por exemplo? Nenhuma! E para o partido? E para o país?
O partido socialista passou pelo mesmo, convém não esquecer, contudo conseguiu fazer uma coisa que hoje era impossível acontecer no PSD - os Estados Gerais que ainda, hoje, são uma ferramenta que alguns socialistas utilizam quando mais apertados.
Vamos esperar, que ainda falta saber se Santana Lopes, Filipe Menezes ou algum dos barões na sombra vêm acrescentar mais alguma coisa. Até agora discute-se qual das candidaturas pode vir a valer mais votos e ninguém se preocupa com os projectos de cada uma, fundamentando quem há muito diz que o PSD é um partido de poder e não um partido de sociedade.

21/04/08

Há mais barato, mas é ilegal.

Infarmed: Portugueses estão a comprar medicamentos ilegalmente através da Internet

15.04.2008 - 14h00 Lusa

Os portugueses estão a comprar ilegalmente através da Internet medicamentos para a oncologia, cardiologia e doenças do sistema nervoso central, o que é "um risco", pois estes fármacos podem ser contrafeitos, alertou o presidente da autoridade nacional do sector.

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Vasco Maria, lançou hoje o alerta durante um encontro com a comunicação social para a apresentação dos mecanismos de dispensa de medicamentos pela Internet, que arranca em breve.

O responsável alertou para os riscos da "utilização indevida de alguns sítios na Internet que são ilegais e que possibilitam a aquisição de medicamentos não legais".

Entre os vários riscos que os consumidores de medicamentos adquiridos ilegalmente pela Internet correm consta a ausência de substância activa ou a sua presença numa quantidade não adequada e ainda a possibilidade de os fármacos estarem toxicamente contaminados.

Os portugueses já descobriram esta possibilidade há algum tempo, tendo o Infarmed conhecimento de que, inicialmente, eram os medicamentos contra a obesidade e a disfunção eréctil os mais comprados por esta via.

Contudo, a autoridade nacional do medicamento identificou "um desvio claro" para outras áreas, como a oncologia, cardiologia e as doenças do sistema nervoso central.

Esta aquisição ilegal de medicamentos para áreas tão complexas como estas tem já um "impacto muito significativo", disse Vasco Maria.

O presidente do Infarmed garantiu, no entanto, que em Portugal existe um controlo dos medicamentos que tem impedido a existência de fármacos contrafeitos no sistema de distribuição legal.

As autoridades portuguesas reconhecem que, tal como nos outros países, estes sites existem, mas ninguém sabe onde.

Ou seja eles é que mandam, eles é que fazem os preços e pronto, está dito!

20/04/08

Vamos partir o coco a rir?

Ter a casa cheia de miudagem não é só uma canseira, exige criação constante e vontade de entrega total. Ontem decidimos criar um ritual para partir o coco, demos-lhe o nome que titula este post e foram 2 horas de diversão familiar. Houve pintura de cocos, trabalhos manuais relevando a técnica de furação, cantigas, bebidas de leite de coco e uma espécie de bowling com cocos.
Aconselho a todos, é realmente saudável.

Mural.

18/04/08

Aprender, aprender sempre.

Criticar o Presidente da República,
Sr. Prof. Aníbal Cavaco Silva,
é coisa que nunca fiz,
não faço,
nem façarei.

Em Junho cá estamos, de novo.

A demissão de Luís Filipe Menezes vai demonstrar, e já o está a fazer, que o PSD está completamente desmembrado e que já não funciona, há muito tempo, como partido. As candidaturas, algumas obrigatórias, vão-se suceder e vai ficar provado que o problema não é o líder mas a desunião interna e a postura interesseira de um grande número de personalidades. No actual estado não há ninguém conhecido que consiga consenso que baste para presidir ao partido sem grandes oposições, ou seja, todos são Menezes. Não é, por isso, de admirar que aquela centena, mais coisa menos coisa, de militantes que já vinham a preparar o terreno para um futuro papel de deputado, cá ou na Europa, se transformem num exército ruidoso apelando à recandidatura do ainda líder. É pouco importante se Luís Filipe Menezes jogou com isso ou não, porque seria sempre inevitável. Veremos se em Junho teremos um presidente do partido diferente do de hoje.

Curiosamente há muita coisa parecida, para além do nome próprio do presidente, entre o PSD e o SLB. Será que isso é fruto da tão falada ingerência da política no futebol ou têm todos os mesmos instrutores?

17/04/08

Foi-se!

Afinal não foram precisas bombas, o homem consultou a sua consciência e demitiu-se, até ver. Agora vamos ver a quantidade de doninhas que vão sair do buraco. Tudo isto deve dar carradas de nervos a Santana Lopes, para quem, aparentemente, tudo estava bem encaminhado para o regresso ao lugar principal.

Quem é? Quem será?

Pois é, quem é este lindo rapazinho? A fotografia está a fazer 30 anos. Vá lá digam, não custa nada.

Quis imitar o 24 horas, lixou-se.

Comunicado da Direcção do Expresso


Pinto da Costa e o Hospital da Luz

17:33 | Quarta-feira, 16 de Abr de 2008

A Edição online do Expresso publicou ontem uma notícia que dava conta da entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa nas urgências do Hospital da Luz. Essa notícia esteve em destaque no sítio do Expresso durante cerca de duas horas, tendo depois sido substituída por uma outra (que ali permaneceu cerca de seis horas) que a desmentia, baseada em declarações do porta-voz do FCP.

Com a mesma frontalidade com que o Expresso manteve notícias que foram falsamente desmentidas, temos hoje de reconhecer que a informação da entrada de Jorge Nuno Pinto da Costa no Hospital da Luz não tem qualquer sustentação, pelo que jamais devia ter sido publicada.

Acresce que, tanto quanto é possível saber, no processo de confirmação da notícia não foram cumpridas normas exigíveis pelo Código Deontológico dos Jornalistas e pelo Código de Conduta dos Jornalistas do Expresso.

Assim sendo, a Direcção do Expresso determinou a abertura de um inquérito sobre a elaboração e publicação desta notícia, com vista ao apuramento das responsabilidades dos seus autores e intervenientes.

Decidiu, ainda, pedir formalmente desculpa às entidades envolvidas, nomeadamente ao presidente do FC Porto, aos seus familiares e amigos, à administração do Hospital da Luz e, como não poderia deixar de ser, a todos os nossos leitores.

Deliberou ainda, ouvido e com a plena concordância do Conselho de Redacção, eleito pelos jornalistas, publicar este comunicado no seu site e na edição semanal e dele dar conhecimento directo aos envolvidos.

Pela Direcção,
Henrique Monteiro