MARIANA CORREIA DE BARROS
Peixe. O trajecto do pescado desde a primeira venda até ao consumo final foi testado pelo DN bolsa. As variações de preço das espécies mais comuns são mesmo surpreendentes:
Preço do polvo varia mais de sete vezes no mesmo percurso.
Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurante, a sardinha aumentam de preço mais de 17 vezes. E se da lota à peixaria um pargo só encarece 12%, já quando chega ao hipermercado já subiu 58%. À mesa do restaurante são 198% a mais do que na primeira venda. Pescada 12 vezes mais cara do que o que é pago ao pescador é outro exemplo. E por aí adiante.
Desde que é capturado até às mesas de cada um, o peixe anda de banca em banca fazendo um percurso que à partida parece simples, mas que acaba por sair caro aos bolsos do consumidor. Um quilo de robalos, por exemplo, pode custar cerca de 13 euros na lota e o preço a pagar por apenas um peixe num restaurante subir até aos 40 euros. Os preços variam de zona para zona, dependendo do afastamento em relação à costa, da origem do pescado ou da qualidade dos restaurantes. Apenas uma certeza permanece inalterada: há um caminho a pagar... aos intermediários.
Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia. Por ano, cada português consome em média 59 kg de peixe, face a uma média europeia que ronda os 20 kg por pessoa. Os últimos dados apontam para uma descarga de cerca de 168 mil toneladas por ano nos portos nacionais. A pesca nacional destina-se não só à alimentação como também à exportação. Porém, os valores de consumo dos portugueses são elevados, implicando por isso uma grande quota de importação - cerca de dois terços do peixe consumido, o que acaba por encarecer o preço de venda. Nestes dias de paralisação é provável que a quota tenha sido maior. Ontem foi o primeiro dia de peixe fresco de origem nacional desde sábado passado.
A hora de saída dos pescadores para o mar é variável. Depende da técnica que utilizam, da espécie que capturam e do estado do mar, ventos e marés. Por isso, o desembarque na lota é feito de acordo com os intervalos de tempo em que as embarcações saem para o mar e regressam carregadas.
Suponhamos a pesca do polvo, feita segundo a arte das redes fixas. O barco sai na maioria das vezes durante a noite - os polvos fogem quando vêm a luz do dia - para descarregar os alcatruzes e volta para a trazer o molusco para o cais. Cada embarcação traz as suas próprias caixas, onde deposita o resultado da sua pesca e que são em seguida arrumadas na lota.
Uma, duas ou três vezes por dia, a horas fixas, é feita a chamada 'primeira venda', na lota do peixe fresco. O polvo, nas caixas, passa pelo tapete rolante, pára na balança automática, onde são inseridos os seus dados num painel electrónico, e colocado à vista dos compradores. Inicia-se a venda. Os preços são apresentados no painel, em contagem decrescente, até alguém interromper a contagem, para comprar o peixe. A venda do polvo começa normalmente nos seis euros o quilo e é comprado a uma média de 4,05 euros. Na bancada estão compradores para mercados locais, para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), restaurantes, certos compradores internacionais e fornecedores de grandes superfícies e hotéis. O necessário para fazer parte da bancada de compra é ser empresário em nome individual e ter uma autorização paga na lota.
Depois de transportado para os diversos destinos, o peixe começa a aumentar o preço. Nos mercados iremos encontrar, por exemplo, o quilo de polvo a uma média de oito euros. Há também uma grande percentagem de peixe que segue para conservação, nomeadamente através do gelo, sendo depois vendido, por norma, em postas. Grande parte do abastecimento de peixe que encontramos nestas superfícies, nalgumas peixarias e mercados locais é feito no MARL. Por isso é comum que ao comprar polvo nos hipermercados se encontre os preços a nove ou dez euros.
No MARL, a maioria do peixe comercializado é proveniente de Portugal. Porém, há também pescado com origem em Espanha, no Norte e na Costa Ocidental de África, na América Central e do Sul. A verdade é que em nenhum mercado as tabelas de preço são fixas, vigora sempre a lei da oferta e da procura, E o MARL não é excepção, cada entidade presente comercializa o peixe ao preço desejado.
Feitas as contas e analisados os trajectos, sabemos que para trás ficaram ganhos para os pescadores, os mercadores e a própria superfície comercial. No caso do polvo, em termos de preço médio, por uma dose de cerca de 250g paga-se 7,50 euros, o que representa uma variação de 640% face à lota.
06/06/08
Sardinha sobe 17 vezes de preço entre a lota e o prato .
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6/06/2008 01:07:00 da tarde
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05/06/08
Digo eu...
Os beijinhos de Manuel Alegre ao Bloco de Esquerda, só podem prejudicar, em termos eleitorais repito, o PCP. Afinal o único partido com o qual o PS não se quer coligar.
A vitória de Ferreira Leite fará com que muitos potenciais votantes PSD alterem o seu voto só para não votar nela.
Mau para o PS actual seria se o Santana Lopes constituísse o seu PPD e as eleições se transformassem numa luta entre o partido PPD e o partido PSD, com os restantes a implorarem tempo de antena.
Bem podia o mestre Sócrates patrocinar alguns comícios do BE para lá colocar mais uns figurões do partido.
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6/05/2008 02:49:00 da tarde
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04/06/08
D'hoje
O F.C. do Porto pode ficar fora das provas europeias e isso será, no futuro, um prejuízo enorme para todos os clubes portugueses de topo.
Manuel Alegre lá foi ao comício do BE, onde foi tratado como ele gosta de ser tratado: a figura principal.
Barack Obama conseguiu os delegados necessários para ser o candidato democrata à Casa Branca, vai viver até às eleições?
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6/04/2008 02:14:00 da tarde
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03/06/08
Deixem-me dormir.
Ainda não sei o motivo das buzinadelas.
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6/03/2008 10:26:00 da manhã
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01/06/08
Amy Winehouse.
Os comentários referiam-se, obviamente, à artista que mais uma vez se apresentou completamente alterada. Irritei-me. Irrita-me sempre o lado desumano da vida e a hipocrisia que afasta as pessoas da solidariedade e da compreensão.
Amy Winehouse fez tanta questão em vir ao Rock in Rio como eu fazia, na altura, em ir ao Big Show SIC, ela veio porque os Medina e os portugueses quiseram e os empresários aceitaram e venderam.
Ela veio para esgotar o seu dia de Festival, para alienar dezenas de milhares de cabecinhas que os vampiros se encarregaram de, previamente, encher de boatos sobre a sua vinda e a sua vida. Amy Winehouse não teve aquela prestação para Portugal, aquela é a sua prestação. Uma voz inigualável, uma capacidade criativa que é dom de poucos e uma proximidade do fim que devia ser perceptível a toda a gente. O público e os que o alimentam não estão a fazer mais do que a precipitar o fim de uma miúda com qualidades artísticas excepcionais. Se não a vendessem, se não a comprassem estariam a ajudá-la, quanto mais não fosse a não rever futuramente, as "performances" actuais. Dolorosamente a maioria está-se nas tintas para as qualidades da artista sendo certo que se ela voltasse, após uma cura, daqui a 2 anos, não levaria tantas pessoas ao concerto, não teria o mesmo preço, não enriqueceria tanto os tais vampiros, que, hoje, a ajudam a mostrar-se assim.
Por fim, irritou-me o Zé Pedro. Mais do que ninguém ele sabe como essas coisas funcionam, sentiu-o no corpo e vê isso acontecer à sua volta constantemente. Tinha o dever de explicar a artista e não o estado dela, esse todos perceberam.
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6/01/2008 08:21:00 da tarde
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31/05/08
D'hoje.
A Amy Winehouse, inflacionou o preço dos seus próximos espectáculos.
Manuela Ferreira Leite é a próxima ex-presidente do partido social-democrata.
A selecção nacional vai-nos irritar no EURO2008.
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5/31/2008 08:58:00 da tarde
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30/05/08
Saudade.
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5/30/2008 12:01:00 da tarde
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28/05/08
O debate.
A verdade é que a Drª. já não impõe respeito como parecia impor, pelo menos aos seus adversários na candidatura a presidente do PSD. O que se percebeu, também, é que ganhe quem ganhar não dá para entender como se vão apaziguar as hostes dos laranjas. Num debate para o país ver o que mais se discutiu foram as "tricas" internas o que não deixa antever melhoras próximas na vida do partido.
Estou danadinho para ler o que vai escrever Pacheco Pereira sobre este debate, até aqui foram os malandros dos cameramen e a perspicácia dos entrevistadores que tramaram Manuela Ferreira Leite, desta vez o que terá sido? Lembre-se que, segundo ele, se a senhora não ganhar ele é despejado do partido o que era uma pena para todos nós.
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5/28/2008 10:01:00 da tarde
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Acordo Ortográfico.
Não resisti a transcrever do Caracol Perfumado esta bela peça do meu amigo e ex-colega da FLUL Nuno Gonçalo Carvalho.
Mais informo
Não significa isto, no entanto, que eu goste do novo acordo ortográfico ou que esteja de acordo com ele. Não concordo com grande parte do acordo novo, mas também já não concordava com uma parte grande do velho. Ainda assim, não consigo deixar de achar piada a todos aqueles que confundem a língua com a ortografia e anunciam descaradamente por aí a morte da língua portuguesa. E discordo ainda mais deles do que do acordo, que dizem ser novo, mas que já tem dezoito anos.
O novo acordo ortográfico é sobretudo chato. Aprendemos a escrever de uma forma e agora vamos ter de conhecer meia dúzia de regras novas. Preguiçoso como sou, isso chateia-me. Por outro lado, parece-me que a haver acordo, este deveria ser muito mais ambicioso: eliminar acentos e hífenes, por exemplo, seria um bom ponto de partida.
Há, porém, uma regra nova de que gosto muito. É a possibilidade de não acentuar a primeira pessoa do plural dos verbos regulares de primeira conjugação no pretérito perfeito. Sendo eu um gajo de Braga, não faço qualquer distinção na pronúncia da palavra passamos nas frases:
"Ontem passamos todo o dia na praia." e "Sempre que nos vemos passamos horas a conversar.". Gosto de saber que não precisarei de fazer esta distinção na escrita, como acontecia até agora. Do ponto de vista da coerência do paradigma verbal faz até mais sentido, uma vez que já não distinguíamos o comemos presente do comemos passado ou o partimos presente do partimos passado.
Mas bem, muito mais teria eu a dizer sobre este tão famigerado acordo, mas não me apetece, neste momento. Estou com fome e quero ir comer. Saibam, contudo, que todo este post foi escrito em conformidade com o dito cujo.
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5/28/2008 02:35:00 da tarde
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Disparate do dia.
Patinha Antão coloca militante já falecido na lista de candidatura a presidente do partido.
(Mas o que é isto? Hoje é dia das mentiras ou quê?)
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5/28/2008 11:10:00 da manhã
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27/05/08
Parece que só nós não percebemos.
DESARROLLO-PORTUGAL: Lejos de Europa
LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del 'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización.
En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.
'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados. El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda.
Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.
Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones.
'Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno
(conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los llamados profesionales liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararon ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares), los arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.
Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció. (FIN/2004)
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5/27/2008 01:16:00 da tarde
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26/05/08
Queime-se.
Mas na missa retive a imagem do bispo a pedir aos meninos para estarem calados, dizia ele: -Se estivessem numa ópera ou num concerto ou num teatro, vocês guardariam silêncio para ouvir os artistas e beberem a sua arte, é isso que eu vos peço aqui - um pouco de silêncio.
É claro que não resultou e o pessoal continuou nas suas rodinhas de curso, a tentarem encontrar os familiares e amigos usando o telemóvel e dando aqueles saltinhos musicais quando, finalmente, encontravam alguém. Faltou ao Senhor Bispo explicar porque fariam eles silêncio nas hipóteses que colocou.
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5/26/2008 02:05:00 da tarde
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24/05/08
Grande Entrevista?
Porque afinal o Sargento Gomes é um senhor que "negociou" uma criancinha como se fosse um papagaio, mudou-lhe o nome, deu um baile do caraças ao pai da menina, voltou a dar vários bailes à Justiça portuguesa e é, realmente, um santo. Como o dono do cão, toda a gente diz que é boa pessoa e o cãozinho era tão bonzinho que nunca tinha precisado de usar açaime.
Outra coisa que me doeu foi a carinha da Judite, caramba, aquilo não se faz. Ela estava a atirar perguntas mas a pensar porque raio estava ali a entrevistar aquele senhor, nunca desenvolveu uma pergunta como é habitual fazer, não reagia, nada. Com aquela pose não há marcha(*) para a Judite de Sousa.
(*) uma marginal para concatenar com uns comentários trocados com o Al Kantara em posts anteriores.
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5/24/2008 12:54:00 da tarde
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23/05/08
Professores e alunos, a família.
Na minha família mais chegada, entenda-se isso como os familiares com quem estamos em permanente contacto, eu tenho 4 docentes e 9 alunos. É, por isso, natural que as conversas habituais tenham a escola como tema, o que, normalmente, é muito aborrecido. Quando os sindicatos dos professores engendram aquelas jornadas de luta, como a manifestação deste ano, a coisa ainda fica um bocadinho mais garrida mas de resto é, simplesmente uma chatice; -Porque fui dar aulas de substituição e o colega não deixou plano, porque tive de ir ao médico deixei plano de aula e o colega decidiu corrigir os testes dele e pôr os miúdos a ouvir música, porque a reunião que poderia demorar 45 minutos demorou duas horas devido a um ter estado meia-hora ao telefone e depois aquilo deu uma discussão tremenda, porque a professora de Geografia é surda mas recusa-se a não ter turmas e eu depois levo com os alunos a seguir e eles estão fulos, porque a do conselho executivo protege os amigos, porque o colega de português manda recados na caderneta dos alunos cheios de erros de ortografia e eu como sou directora de turma é que levo com os pais, porque nas férias escolares marcam quilos de reuniões no mesmo dia para ficarem com os outros dias livres e nas últimas horas já ninguém diz coisa com coisa. - esta é a parte dos docentes.
Os alunos queixam-se menos limitando-se quase sempre a testemunhar o que se passa com eles em relação a cada exemplo dado pelos pais, tios e irmãs. Fazem-no sempre sem grande entusiasmo e demonstram um afastamento da escola deveras preocupante. Quem mais demonstra amor pela escola é a minha filha Ana Miguel que tem 7 anos e está no 2º ano, a razão de gostar tanto de ir e estar na escola é, em grande parte, porque tem grande facilidade em construir amizades e porque a maioria dos colegas já andavam com ela na pré-primária. A Ana Miguel no 1º ano teve uma professora que andava zangada porque não conseguia a reforma por invalidez. Enquanto deu aulas faltava constantemente para ir a juntas médicas, ficava muitas vezes com baixa médica e lá acabou por ser reformada no princípio do 3º período. A Ana, quando a professora não vinha, era distribuida pelas outras classes e grande parte das vezes ficava no recreio com outras colegas. Ainda lhe deram uma 2ª professora, para o resto do último período de aulas, que estando em adiantado estado de gravidez não conseguiu terminar o ano escolar. Este ano a Ana Miguel teve uma nova professora, uma mocinha bonita com algumas ideias boas de quem está a começar, e todos, pais e alunos, estavam muito contentes. O azar é que a mocinha, com todo o seu direito, decidiu casar e a partir daí as aulas passaram a ser autênticas preparações de casamento para os miúdos. Ela falava-lhes do vestido, da igreja (até os convidou todos a lá irem), do copo-de-água, enfim mostrou-lhes toda a excitação do momento em que vivia o que deixou pouco espaço para leccionar. Para compor o ramalhete adoeceu durante a lua de mel acrescentando, assim, mais uns dias à licença de casamento. Ou seja a Ana Miguel não tem aulas há 1 mês, continuando, como no ano anterior, a ser distribuida pelas classes dos outros anos.
A Ana Miguel vai ser mais uma auto-didacta ou mais uma despreparada no ciclo que se segue, ou ambas as coisas.
Agora digam lá baixinho de quem é a culpa.
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5/23/2008 03:14:00 da tarde
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22/05/08
Rascunhos.
Ando para aqui a escrever, escrevendo como se estivesse a jogar o "pacman", letrinha atrás de letrinha sempre com medo que a que persegue apanhe a da frente, e nada...
Ou seja ou Blogger salva rascunhos automaticamente e os escritos vão-se, para ali, acomodando.
Acontece-me isto várias vezes. Há assuntos que gosto de discutir comigo, antes de falar deles com alguém. É estúpido mas faço-o. Normalmente quando, por fim, ponho o assunto em discussão, aparece um marmanjo que diz que isso resolve-se na boa sem fazer nada do que pensei fazer e eu remartirizo-me. E sou assim há uma data de anos.
É o que tenho feito nestes dias, encontros, reuniões, almoços e rascunhos. Bué de rascunhos.
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5/22/2008 07:09:00 da tarde
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20/05/08
Porque será?

Ainda ninguém achou estranho a forma abrupta e completamente religiosa como o José Pacheco Pereira se transformou no Sancho Pança da Manuela Ferreira Leite?
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5/20/2008 09:31:00 da tarde
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Mudei.

Já há alguns anos atrás em que o pessoal que me acompanha tem por costume avisar-me: -Não deixes isso aí que ainda desaparece; -Então tu vais lá dentro e deixas isto aqui?; -Onde é que deixaste a mala? - e muitas afirmações deste tipo.
A verdade é que não tranco a porta do carro para ir ao café, nunca retirei o frontal do auto-rádio, chego a qualquer lado pouso o saco e vou à vida (nos festivais é certinho), não confiro trocos, e mais um sem número de "coisas espertas" desse género.
Há dois dias senti que mudei. Voltei para trás num café do Parque das Nações quando ia lá dentro e deixei a mala na esplanada.
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5/20/2008 07:29:00 da tarde
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19/05/08
OBRIGADO SPORTING!
Uma das coisas que facilmente entendi é que nos desportos colectivos os jogos são muito mais interessantes quando há rotatividade de vencedores, quando ganha sempre o mesmo aquilo fica parecido com o triatlo em que o meu motivo de interesse é tentar perceber se a filha do Venceslau já trocou o aparelho dos dentes, o que não é nada fácil devido à Vanessa estar sempre em movimento. Desta forma eu considero que a época sportinguista, no futebol, foi muito boa.
Em Portugal não existem mais que 4 ou 5 clubes com estrutura para ganhar alguma coisa no desporto-rei. 3 são sempre as mesmas, Porto, Benfica e Sporting, as outras depende da época de cada uma.
O Sporting nesta época venceu a Supertaça e a Taça de Portugal, foi segundo classificado no campeonato nacional e na Taça da Liga e ficou entre os 8 melhores "Uefeiros". O F.C.Porto, por exemplo, venceu o campeonato nacional, ficou em segundo na Supertaça e na Taça de Portugal e falhou inexplicavelmente na Champions e na Taça da Liga. Se eu apresentasse uma classificação para 2007/2008 colocaria em 1º F.C.Porto e Sporting 3º Vitória de Setubal e 4º Vitória de Guimarães e mesmo assim, matematicamente estou a ser injusto com os leões.
O meu clube não tem mais do que 8/9 jogadores categorizados para vencer um campeonato com 30 jogos, basta que um ou dois se lesionem ou sejam suspensos para que deixe de haver equipa. Clubes como o Benfica ou o Porto têm 14/15/16 jogadores e isso faz toda a diferença. Têm dinheiro para os adquirir e é justo que o façam, são mais ricos o dinheiro comanda o futebol e está certo, absolutamente certo. Eu amo o meu clube mas sei o que ele vale, sinto orgulho pelo Luís Figo, Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa, Ricardo Quaresma, Carlos Lopes, Pereirinha, João Moutinho, Miguel Veloso, Nani e tantos outros. Contudo, tenho consciência que dificilmente a maioria desses grandes jogadores podem jogar no clube que os formou quando atingem a plenitude das suas potencialidades, nem seria justo para eles. É assim no futebol e em quase tudo na vida, tem quem pode pagar. POR TUDO ISTO ESTOU FELIZ COM O MEU SPORTING!!!
Na mesma ordem de ideias faz-me uma tremenda confusão quando os comentadores desportivos da nossa terra exigem, por vezes de forma pouco ética, que a nossa selecção ganhe tudo. O nosso país não passa de um pequeno clube, que tal qual como o Sporting tem 8/9 jogadores de categoria superior mas não tem mais do que isso, porque é pequeno, porque não é rico em estruturas, porque é simplesmente e só Portugal. A nossa presença nas últimas fases finais já deveria ser motivo de orgulho para todos nós ou será que eles se esquecem que existem Inglaterra, França, Espanha, Holanda, Itália, Alemanha, Rússia, etc... com muito mais história e poder que nós?
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5/19/2008 12:17:00 da tarde
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Etiquetas: Futebol
16/05/08
Ai a criançada.

Sexta-feira sem ter de inventar actividades para a criançada, uma tem sarau, outro teatro, outra os anos da coleguinha e uma, maior, a fazer chill out no "sabor a praia". Amanhã há a mariscada na Costa e domingo seria o descanso, porque não me marcaram nada para o fim de semana. Porreiro, finalmente tudo indicava que a coisa ia ser fácil. Puro engano, todos querem ver todos e então eu para além de ir levar e trazer ainda tenho que me dividir entre Alhandra, Alverca, Santa Apolónia e Benfica, no intuito de conseguir que todos se vejam pelo menos um bocadinho uns aos outros. Na próxima encarnação quero outra vez ter muitos filhos mas se calhar é melhor que sejam todos da mesma mãe e não todos de mães diferentes, como é o caso. O pior é que eu, ainda por cima, adoro isto.
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E não é?
CORROMPER UM ÁRBITRO É UMA ESPÉCIE DE AMOR
João Miguel Tavares
Jornalista
jmtavares@dn.pt
Os clubes têm-se profissionalizado, a Liga está a fazer um esforço de transparência - mas para o futebol português a civilização ainda é um lugar distante. E por isso, toda a gente acaba por atribuir uma espécie de "desconto moral" a quem se move no mundo da bola, aceitando-se um bocadinho menos de honestidade e um bocadinho mais de baixaria. Só assim se explica que Jorge Nuno Pinto da Costa tenha sido considerado culpado de actos de corrupção pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes mas ninguém se tenha atrevido a questionar a sua continuidade à frente da SAD do FC Porto. Sabe-se que durante dois anos não se vai poder sentar no banco da equipa nem assinar contratos, mas propor a demissão de sua santidade para preservar a imagem do Porto seria sacrilégio digno de lapidação na praça pública.
O DN ouviu na quinta-feira Guilherme Aguiar sobre o papel que Pinto da Costa pode vir a desempenhar na SAD, e o ex-dirigente do FC Porto foi claríssimo: "Esta é uma suspensão de actividade igual às que se destinam aos jogadores quando são suspensos por um ou dois jogos. Não podem jogar, mas podem treinar." E quanto aos 50 mil euros que ele recebe mensalmente? É para pagar: "Os jogadores também continuam a receber." Ora aqui está uma bela comparação. Para Guilherme Aguiar, corromper um árbitro é assim como enfiar uma canelada num adversário, ir para a rua, e ficar uns jogos de fora. Um acidente de percurso, portanto. Uma entrada violenta, no máximo. Coisas do futebol.
Suponho que a maior parte dos sócios do Porto considere uma de duas coisas. 1) Que tudo isto não passa de uma cabala contra o líder dos dragões patrocinada pelo Benfica. 2) Que as actividades ilícitas do seu presidente são apenas mais uma manifestação de inabalável portismo. Afinal, Pinto da Costa e o FC Porto confundem-se numa história de inegável sucesso desportivo. Mas a complacência com a corrupção é um espinho que infecta todo o futebol português. A verdade é que ninguém realmente acredita que a viciação de resultados tenha começado na época de 2003/2004. Aliás, pagar para ajudar o Porto em 2004 - para quem não se recorda, a época áurea de José Mourinho, que acabou com a conquista da Taça dos Campeões - é tão absurdo quanto Francis Obikwelu subornar um coxo para lhe conseguir ganhar numa corrida de 100 metros. Simplesmente, quando é longa e vasta a tradição de trafulhice, os maus hábitos custam a morrer. E nesse singular ecossistema chamado futebol, ainda há quem ache que corromper é apenas uma forma - um pouco atrevida, vá lá - de manifestar o amor a um clube. Em vez de se enrolar um cachecol ao pescoço de um adepto, enrola-se uma prostituta ao pescoço de um árbitro. Faz alguma diferença? Se Pinto da Costa se mantiver à frente do FC Porto é porque, lá no fundo, no fundo, não faz.|
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Zé Leonel
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5/16/2008 05:46:00 da tarde
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Etiquetas: Futebol
15/05/08
Quinta dos Silvas.

Em 1995 gravei um tema no "Benditos Sejam" que se chamava "Quinta dos Silvas" e a letra que fiz dizia assim:
Na quinta dos Silvas
anda tudo mal
o piolho é muito
lá no laranjal.
A colheita é pobre
nem dá para vender
nabos é que há muitos
mas ninguém os quer.
Tomates não há
mas sempre faltou
laranjas ainda há muitas
mas o sumo já secou.
E fogem os ratos
só ficam os barões
à espera que os parvos
lhes devolvam os galões.
(E mesmo trocando de capataz,
não há cultura que aguente!)
Como é possível que 13 anos depois eu ainda possa cantar isto?
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Zé Leonel
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5/15/2008 08:10:00 da tarde
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14/05/08
Sempre a dar ritmo à nossa alma.
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Zé Leonel
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5/14/2008 06:29:00 da tarde
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Trabalhos...

A frieza que queima, tem andado comigo ultimamente. Mesmo achando tudo natural e fazendo parte da (minha) vida, acordo já atrasado para algo que foi marcado num dia qualquer, falta sempre aquele bocadinho de tempo para o almoço com tantos, para o abraço ao amigo sapateiro, o beijinho às meninas do salão, o convívio com a querida vizinhança. Porquê? - Não sei. De repente as horas do dia encolheram imenso e eu já quase nem tenho tempo para divagar, para atear fogaças, para abraçar e para distribuir carinhos.
Estou triste por isso, acho que sou eu quem mais falta sente e provavelmente ninguém repara. Peço daqui perdão a todos mas preciso construir e a construção rouba tempo e exige muito de mim. Um dia volto-vos a dar tudo de novo, em dobros prometo eu.
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Zé Leonel
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5/14/2008 04:43:00 da tarde
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Aqui também já não se faz nada, que pena!
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Zé Leonel
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5/14/2008 12:40:00 da tarde
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11/05/08
Jornal da Guarda
Entrevista com ZÉ LEONEL (Fundador dos Xutos & Pontapés)
Zé Leonel foi fundador dos Xutos & Pontapés, embora tenha pertencido pouco tempo à sua formação. Mais tarde fundou outras bandas, entre as quais os Ex-Votos que gravaram uma série de álbuns. Foi um dos pioneiros do Punk Rock português, ainda nos anos 70. Concedeu-nos esta entrevista.
P:Como foram os primeiros tempos do Punk em Portugal, uma vez que tu estiveste envolvido no movimento, nomeadamente com os Faíscas?
R: Pois, o Punk, para mim, não me trouxe nada de novo. “A Família, a Igreja, a Polícia e o Estado são um quadrado.” – Isto era o lema Punk, mas antes do Punk já era o meu. Nunca vivi com pai e mãe, não era baptizado pela Igreja e por isso excomungado por ela, estava sempre a comer porrada da Polícia e o Estado nunca me defendeu. Por isso para mim não só era fácil ser Punk como dava cartas nessa área. Nos Faíscas era apenas isso, uma espécie de megafone entre o público a realçar as palavras de ordem (a minha função nos Faíscas era ser o “animador cultural”).
P:O primeiro concerto dos Xutos & Pontapés aconteceu nos Alunos de Apolo, na comemoração dos 25 anos do Rock’n’Roll. Como foi esse concerto, hoje mítico, já que se estreou a tua banda e aconteceu o último concerto dos Faíscas?
R: Foi algo que aconteceu, em 13 de Janeiro de 1979, a uma velocidade superior ao que a mente consegue processar. Sei que tocámos temas como: “A Tua Namorada”, “Não Me Chames Herói (Chama-me Nº 1)”, “Sexo”, “O Freak e a Freak”, “Sacaninha”…mas pouco me lembro mais. Por outro lado não me esqueço que consegui ir a umas escadas próximas dar uma queca na Cristina e que um repórter se zangou comigo por eu, em cima do palco, ter dito que comia a namorada dele.
P:O que achas do “cliché” que afirma que Rui Veloso é o pai do Rock português?
R:Francamente, quem é que liga a isso? Ninguém… Nem o Rui tem a culpa disso. São estratégias de “marketing” que caíram em cima dele mas que poderiam calhar a outro qualquer.
O boca doce é bom é bom é, mas quem é o boca doce?
P:A vida de músico era difícil nos anos 70 do século XX. O “boom” do rock português fez com que muito mais gente se interessasse pelo fenómeno. Qual é a tua opinião sobre o “boom”?
R: A vida nos 70’s era complicada, sim, mas verdadeira. Lembro-me de ir com um micro, um cabo e um amplificador de guitarra, no metropolitano a caminho da Escola António Arroio, e era isso que ia ser o meu P.A.
Com o “boom” as condições alteraram-se muito, mas a balda também. Dantes éramos músicos sem máquinas, hoje há muitas máquinas sem músicos.
P:Os Xutos & Pontapés conseguiram, numa carreira com quase 30 anos, um sucesso que mais nenhuma banda nacional conseguiu. Sentes orgulho por ter sido um dos fundadores dos Xutos?
R:Sinto orgulho de ter fundado a “chispalhada” (Xutos & Pontapés), mas também sinto por ter estado na génese dos Heróis do Mar e dos Peste & Sida e de ter feito os Amor de Perdição e os Ex -Votos, para além de dar as duas mãozinhas aos miúdos que começam agora. O Rock, para mim, não é um negócio; é uma opção de vida – o amor!
P:Os Ex-Votos estão numa espécie de “licença sabática”. Estará para breve o teu regresso à música e aos discos, com os Ex-Votos ou com outra banda?
R:Estou a trabalhar, eu estou sempre a trabalhar. Podem reaparecer os Ex – Votos, pode nascer o meu projecto final: Zé Leonel + IVA ou pode avançar outra coisa qualquer. As coisas aparecem quando eu sinto que fazem falta. Enquanto isso junto pessoal no estúdio e vamos descarregando a adrenalina e o amor pelo barulho.
P:Como vês, hoje, o Rock em Portugal?
R:Portugal tem dos melhores músicos do mundo conhecido. Os melhores músicos do mundo não se vendem, acho que têm a paranóia da prostituição, por isso o nosso Rock tem de tudo: -grandes personagens que serão historiados daqui a umas décadas e muitos, imensos, pára-quedistas que ganharão muito dinheiro, mas de que ninguém se vai lembrar no futuro.
O Rock, esse, façam o que fizerem, já conquistou a imortalidade; em todo o mundo.
P:Haverá alguma história engraçada das tuas andanças de músico que queiras partilhar com os leitores do “Nova Guarda”?
R:23 de Setembro de 1995, Plaza Real em Barcelona. Os Ex – Votos partilhavam o palco com os Coldplay num concerto inserido no BAM’95. No meio da actuação apercebo-me que uma quantidade de miúdas, vestidas de modo parecido, se começam a deslocar para o local por onde eu tinha de sair do palco. Quando acabou a actuação começo a fugir na direcção do hotel, mas quando percebo que elas também vêm a correr virei por uns atalhos na tentativa de lhes trocar as voltas. Algum tempo depois, estava derreado sem saber onde estava nem onde ficava o hotel. Entretanto, como eu não aparecia, os restantes músicos da banda chamaram a polícia. Mais tarde explicaram-me que as “groupies” em Barcelona viviam aquilo como uma espécie de profissão em que a ideia era sacar um artista e estar com ele o maior número de tempo possível, só para partilharem a vida dele. Para português, como eu, era estranho. Foi engraçado, pelo menos para mim, porque nunca me senti tão confuso.
Publicada por
Zé Leonel
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5/11/2008 01:16:00 da tarde
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