19/06/08

Primeira final.

É hoje, com a Alemanha, a primeira final para a selecção portuguesa. Portugal vai poder demonstrar o que vale contra uns alemães que trazem espelhado na sua arrogância as preocupações com o génio dos nossos jogadores que, por sua vez, se preocupam com a segurança táctica dos adversários. E é esta a beleza do futebol que permite que um jogo possa ser ganho pela aposta numa das vertentes do jogo, desde que seja na vertente certa. Se aos nossos for dada liberdade e se eles estiverem inspirados não há postura táctica que os retenha, mas se estiverem displicentes a passagem às meias-finais fica mais difícil.

18/06/08

Heróis do Mar homenageados no MusicBox.


O Musicbox celebra no dia 27, sexta-feira, a música dos Heróis do Mar.


O alinhamento inclui a projecção do filme «Brava Dança» (22h00), concertos de Tiago Guillul (00h00) e Paulo Pedro Gonçalves (00h45) e ainda as escolhas musicais de Jorge P. Pires e José Pinheiro (01h30) e de Rui Pregal da Cunha (03h00). As imagens ficam por conta de Droid-ID, a partir da 01h30.

17/06/08

Afinal...


...a Squadra Azzurra despachou os franceses e continua em prova. A seguir vão ter que se entender com os espanhóis, mas só pode perder um.

16/06/08

O meu enigma.



A partir de hoje vai recomeçar mais uma operação coração.

15/06/08

A altura foi boa.

Uma excelente jornada para as casas de apostas, pela derrota de Portugal e pela qualificação da Turquia.
Agora vamos ouvir dizer que se confirma que o timing do Scolari foi prejudicial, que rodar jogadores não dignifica, que os imigrantes não mereciam, etc e tal. Talvez seja melhor esperar pelo próximo jogo para tecer julgamentos. Até agora os objectivos traçados foram alcançados.

13/06/08

Ciao Azzurros.

Portugal não queria a Alemanha, será que queria mesmo a Croácia? É que o jogo da Alemanha é de todos conhecido e não muda, já os croatas de vez em quando surpreendem como ficaram a saber os alemães.

Quem nem tem hipóteses de escolha são os italianos e os franceses, para estes qualquer selecção seria boa, o que eles queriam era passar à fase seguinte. Para a Itália já está muito difícil e para a França saberemos daqui a bocado.

12/06/08

Scolari.

Chegou a hora do adeus e vai-te embora. O dinheirito deve ter falado alto, mas não deixa de ser um acto corajoso. Aqui, como seleccionador nacional, se não abusasse nos murros nos jogadores adversários, tudo lhe correria bem. No Chelsea se não começar logo a ganhar está feito, fartos de segundos e terceiros lugares estão eles. Aqui, mesmo com alguns anti-corpos, tinha os adeptos na mão. Lá, vai ter de ter muita capacidade criativa para os ganhar.

O que me faz confusão é discutirem a altura em quem a informação vem a público. Que diferença faz? O homem assinou com o Chelsea, o Postiga com o Sporting, o Bozingwa com o Chelsea, etc...
Esconder é que me parecia estúpido e lesivo.

Ainda faltam 15 dias.

Aparentemente resolvido o caso dos camionistas, agora resta-nos esperar pelos agricultores, pelos reboques, pelos taxistas e por mais alguns, e só temos pouco mais de 15 dias até ao fim do EURO2008.
Estas últimas lutas, esquisitas como disse ontem, tiveram mortes e agressões sem a intervenção das forças policiais o que começa a levantar um pouco o lençol sobre a insegurança que reina no país em todas as frentes e a incapacidade dos políticos encontrarem soluções que permitam a todos nós dormirmos descansadinhos, sem a preocupação de onde iremos pôr combustível amanhã ou onde iremos arranjar o leitinho para os miúdos, ou se iremos ficar bloqueados numa estrada qualquer ou se algum gajo mais nervoso nos irá espetar com uma caixa de carapaus em cima do penteado.
Presumo que a vingança do Estado seja feita pelo tentáculo das Finanças, porque, na verdade, grande parte dos profissionais destas últimas lutas são simultaneamente patrões e empregados deles próprios, que, os que têm escrita organizada, declaram ao estado o ordenado mínimo, porque não lhes é permitido declarar menos. Cabe então às Finanças tratar do assunto. Fico, contudo, com pena que ninguém tivesse a coragem para explicar que há barcos a mais e camiões a mais, que os cardumes não aumentam e que a distribuição tem lógicas novas.
O governo tem resolvido tudo rapidamente e deseja que todos os outros se manifestem nos próximos 15 dias, para não se dar por isso. A oposição está a ver a bola com os restantes portugueses.
Portugueses que já não têm Amália nem Eusébio mas têm fado e Cristiano Ronaldo e Mariza.

11/06/08

Os camionistas.

Esta luta dos camionistas tem alguns pontos de contacto com a dos pescadores/armadores, também nesta os empregados lutam pelos patrões numa lógica de que se eles se tramarem os empregados também se tramam. Esta luta, dizia eu, é esquisita. Não necessitou de autorizações, não tem legalidade, e está a confundir todas as partes. Há pouco dizia um motorista na TV: -O Governo que se mexa porque se isto der numa guerra civil fica incontrolável.
Numa guerra civil?
E o governo e as oposições todas que nada dizem sobre o assunto? Que se passa, está instalado o medo?

10/06/08

Dia da raça?

Pode ter sido uma falha, pode ter-se esquecido dos 34 anos que ficaram para trás, pode até estar entusiasmado com alguma literatura nazi e aquilo ter-lhe saído por reflexo. Agora o que o Presidente da República de um país, mesmo que seja Portugal, não pode deixar de fazer é explicar porque lhe saiu aquilo.

06/06/08

Saudade. (Perguntem ao Manuel Alegre)


Sardinha sobe 17 vezes de preço entre a lota e o prato .

MARIANA CORREIA DE BARROS


Peixe. O trajecto do pescado desde a primeira venda até ao consumo final foi testado pelo DN bolsa. As variações de preço das espécies mais comuns são mesmo surpreendentes:

Preço do polvo varia mais de sete vezes no mesmo percurso.

Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurante, a sardinha aumentam de preço mais de 17 vezes. E se da lota à peixaria um pargo só encarece 12%, já quando chega ao hipermercado já subiu 58%. À mesa do restaurante são 198% a mais do que na primeira venda. Pescada 12 vezes mais cara do que o que é pago ao pescador é outro exemplo. E por aí adiante.

Desde que é capturado até às mesas de cada um, o peixe anda de banca em banca fazendo um percurso que à partida parece simples, mas que acaba por sair caro aos bolsos do consumidor. Um quilo de robalos, por exemplo, pode custar cerca de 13 euros na lota e o preço a pagar por apenas um peixe num restaurante subir até aos 40 euros. Os preços variam de zona para zona, dependendo do afastamento em relação à costa, da origem do pescado ou da qualidade dos restaurantes. Apenas uma certeza permanece inalterada: há um caminho a pagar... aos intermediários.

Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia. Por ano, cada português consome em média 59 kg de peixe, face a uma média europeia que ronda os 20 kg por pessoa. Os últimos dados apontam para uma descarga de cerca de 168 mil toneladas por ano nos portos nacionais. A pesca nacional destina-se não só à alimentação como também à exportação. Porém, os valores de consumo dos portugueses são elevados, implicando por isso uma grande quota de importação - cerca de dois terços do peixe consumido, o que acaba por encarecer o preço de venda. Nestes dias de paralisação é provável que a quota tenha sido maior. Ontem foi o primeiro dia de peixe fresco de origem nacional desde sábado passado.

A hora de saída dos pescadores para o mar é variável. Depende da técnica que utilizam, da espécie que capturam e do estado do mar, ventos e marés. Por isso, o desembarque na lota é feito de acordo com os intervalos de tempo em que as embarcações saem para o mar e regressam carregadas.

Suponhamos a pesca do polvo, feita segundo a arte das redes fixas. O barco sai na maioria das vezes durante a noite - os polvos fogem quando vêm a luz do dia - para descarregar os alcatruzes e volta para a trazer o molusco para o cais. Cada embarcação traz as suas próprias caixas, onde deposita o resultado da sua pesca e que são em seguida arrumadas na lota.

Uma, duas ou três vezes por dia, a horas fixas, é feita a chamada 'primeira venda', na lota do peixe fresco. O polvo, nas caixas, passa pelo tapete rolante, pára na balança automática, onde são inseridos os seus dados num painel electrónico, e colocado à vista dos compradores. Inicia-se a venda. Os preços são apresentados no painel, em contagem decrescente, até alguém interromper a contagem, para comprar o peixe. A venda do polvo começa normalmente nos seis euros o quilo e é comprado a uma média de 4,05 euros. Na bancada estão compradores para mercados locais, para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), restaurantes, certos compradores internacionais e fornecedores de grandes superfícies e hotéis. O necessário para fazer parte da bancada de compra é ser empresário em nome individual e ter uma autorização paga na lota.

Depois de transportado para os diversos destinos, o peixe começa a aumentar o preço. Nos mercados iremos encontrar, por exemplo, o quilo de polvo a uma média de oito euros. Há também uma grande percentagem de peixe que segue para conservação, nomeadamente através do gelo, sendo depois vendido, por norma, em postas. Grande parte do abastecimento de peixe que encontramos nestas superfícies, nalgumas peixarias e mercados locais é feito no MARL. Por isso é comum que ao comprar polvo nos hipermercados se encontre os preços a nove ou dez euros.

No MARL, a maioria do peixe comercializado é proveniente de Portugal. Porém, há também pescado com origem em Espanha, no Norte e na Costa Ocidental de África, na América Central e do Sul. A verdade é que em nenhum mercado as tabelas de preço são fixas, vigora sempre a lei da oferta e da procura, E o MARL não é excepção, cada entidade presente comercializa o peixe ao preço desejado.

Feitas as contas e analisados os trajectos, sabemos que para trás ficaram ganhos para os pescadores, os mercadores e a própria superfície comercial. No caso do polvo, em termos de preço médio, por uma dose de cerca de 250g paga-se 7,50 euros, o que representa uma variação de 640% face à lota.

05/06/08

Digo eu...

Por mais que me tentem convencer do contrário, não consigo encontrar qualquer prejuízo para o PS, nem com a vitória de Manuela Ferreira Leite, nem com a presença do Poeta num comício do BE. Isto em termos de conquista de votos, obviamente.
Os beijinhos de Manuel Alegre ao Bloco de Esquerda, só podem prejudicar, em termos eleitorais repito, o PCP. Afinal o único partido com o qual o PS não se quer coligar.
A vitória de Ferreira Leite fará com que muitos potenciais votantes PSD alterem o seu voto só para não votar nela.
Mau para o PS actual seria se o Santana Lopes constituísse o seu PPD e as eleições se transformassem numa luta entre o partido PPD e o partido PSD, com os restantes a implorarem tempo de antena.
Bem podia o mestre Sócrates patrocinar alguns comícios do BE para lá colocar mais uns figurões do partido.

04/06/08

D'hoje

O F.C. do Porto pode ficar fora das provas europeias e isso será, no futuro, um prejuízo enorme para todos os clubes portugueses de topo.

Manuel Alegre lá foi ao comício do BE, onde foi tratado como ele gosta de ser tratado: a figura principal.

Barack Obama conseguiu os delegados necessários para ser o candidato democrata à Casa Branca, vai viver até às eleições?

03/06/08

Deixem-me dormir.

Acordei às 4:48 com fortes buzinadelas na rua, dei duas voltas na cama e voltei a adormecer. Pouco depois das 5 horas voltei a acordar com buzinadelas, se fossem iguais em som acharia que era algum veículo que não conseguia sair do estacionamento, mas não eram. Levantei-me e fui à janela, transitavam poucos carros na EN10 e, realmente, de vez em quando um outro fazia barulho. Voltei para a cama e até adormecer ia pensando no que poderia ter acontecido: Algum Ministro que se demitiu, o F.C.Porto foi retirado da Liga dos Campeões, ocuparam a bomba de gasolina, o Santana Lopes fez um novo partido, o Benfica comprou o Drogba... e assim fui pensando até que adormeci de novo.
Ainda não sei o motivo das buzinadelas.

01/06/08

Amy Winehouse.


Enquanto decorria o espectáculo da Amy Winehouse recebi imensas chamadas do pessoal amigo a dizerem: - Liga a SIC Radical, olha para aquilo, que falta de respeito, completamente decadente, que vergonha, coitadinha, etc...
Os comentários referiam-se, obviamente, à artista que mais uma vez se apresentou completamente alterada. Irritei-me. Irrita-me sempre o lado desumano da vida e a hipocrisia que afasta as pessoas da solidariedade e da compreensão.
Amy Winehouse fez tanta questão em vir ao Rock in Rio como eu fazia, na altura, em ir ao Big Show SIC, ela veio porque os Medina e os portugueses quiseram e os empresários aceitaram e venderam.
Ela veio para esgotar o seu dia de Festival, para alienar dezenas de milhares de cabecinhas que os vampiros se encarregaram de, previamente, encher de boatos sobre a sua vinda e a sua vida. Amy Winehouse não teve aquela prestação para Portugal, aquela é a sua prestação. Uma voz inigualável, uma capacidade criativa que é dom de poucos e uma proximidade do fim que devia ser perceptível a toda a gente. O público e os que o alimentam não estão a fazer mais do que a precipitar o fim de uma miúda com qualidades artísticas excepcionais. Se não a vendessem, se não a comprassem estariam a ajudá-la, quanto mais não fosse a não rever futuramente, as "performances" actuais. Dolorosamente a maioria está-se nas tintas para as qualidades da artista sendo certo que se ela voltasse, após uma cura, daqui a 2 anos, não levaria tantas pessoas ao concerto, não teria o mesmo preço, não enriqueceria tanto os tais vampiros, que, hoje, a ajudam a mostrar-se assim.
Por fim, irritou-me o Zé Pedro. Mais do que ninguém ele sabe como essas coisas funcionam, sentiu-o no corpo e vê isso acontecer à sua volta constantemente. Tinha o dever de explicar a artista e não o estado dela, esse todos perceberam.


31/05/08

D'hoje.



A Amy Winehouse, inflacionou o preço dos seus próximos espectáculos.

Manuela Ferreira Leite é a próxima ex-presidente do partido social-democrata.

A selecção nacional vai-nos irritar no EURO2008.

28/05/08

O debate.

Manuela Ferreira Leite foi, mais uma vez, apedrejada pelos outros candidatos à presidência do partido. Deixou-me a pensar em quem terá sido o inventor daquelas expressões: "a consciência do partido", "a limpeza", "a líder incontestada"; suspeito mesmo que Rui Rio já deve estar arrependido da forma absoluta como declarou o seu apoio.
A verdade é que a Drª. já não impõe respeito como parecia impor, pelo menos aos seus adversários na candidatura a presidente do PSD. O que se percebeu, também, é que ganhe quem ganhar não dá para entender como se vão apaziguar as hostes dos laranjas. Num debate para o país ver o que mais se discutiu foram as "tricas" internas o que não deixa antever melhoras próximas na vida do partido.
Estou danadinho para ler o que vai escrever Pacheco Pereira sobre este debate, até aqui foram os malandros dos cameramen e a perspicácia dos entrevistadores que tramaram Manuela Ferreira Leite, desta vez o que terá sido? Lembre-se que, segundo ele, se a senhora não ganhar ele é despejado do partido o que era uma pena para todos nós.

Acordo Ortográfico.

Não resisti a transcrever do Caracol Perfumado esta bela peça do meu amigo e ex-colega da FLUL Nuno Gonçalo Carvalho.

Mais informo

Neste blogue passar-se-á a escrever em conformidade com o novo acordo ortográfico. O mesmo será dizer que neste blogue passarei a escrever em conformidade com o novo acordo ortográfico. Aliás, todo este post está a ser escrito em conformidade com o novo acordo ortográfico.
Não significa isto, no entanto, que eu goste do novo acordo ortográfico ou que esteja de acordo com ele. Não concordo com grande parte do acordo novo, mas também já não concordava com uma parte grande do velho. Ainda assim, não consigo deixar de achar piada a todos aqueles que confundem a língua com a ortografia e anunciam descaradamente por aí a morte da língua portuguesa. E discordo ainda mais deles do que do acordo, que dizem ser novo, mas que já tem dezoito anos.
O novo acordo ortográfico é sobretudo chato. Aprendemos a escrever de uma forma e agora vamos ter de conhecer meia dúzia de regras novas. Preguiçoso como sou, isso chateia-me. Por outro lado, parece-me que a haver acordo, este deveria ser muito mais ambicioso: eliminar acentos e hífenes, por exemplo, seria um bom ponto de partida.
Há, porém, uma regra nova de que gosto muito. É a possibilidade de não acentuar a primeira pessoa do plural dos verbos regulares de primeira conjugação no pretérito perfeito. Sendo eu um gajo de Braga, não faço qualquer distinção na pronúncia da palavra passamos nas frases:
"Ontem passamos todo o dia na praia." e "Sempre que nos vemos passamos horas a conversar.". Gosto de saber que não precisarei de fazer esta distinção na escrita, como acontecia até agora. Do ponto de vista da coerência do paradigma verbal faz até mais sentido, uma vez que já não distinguíamos o comemos presente do comemos passado ou o partimos presente do partimos passado.
Mas bem, muito mais teria eu a dizer sobre este tão famigerado acordo, mas não me apetece, neste momento. Estou com fome e quero ir comer. Saibam, contudo, que todo este post foi escrito em conformidade com o dito cujo.

Disparate do dia.

Patinha Antão coloca militante já falecido na lista de candidatura a presidente do partido.

(Mas o que é isto? Hoje é dia das mentiras ou quê?)

27/05/08

Parece que só nós não percebemos.

DESARROLLO-PORTUGAL: Lejos de Europa

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.

Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.

La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales.

A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del 'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.

En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.

'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización.

En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.

'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.

Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.

Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.

En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.

Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.

También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos.

El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.

En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho.

Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.

La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.

Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados. El último es el de la crisis del sector automotriz.

Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares.

Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda.

Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.

Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.


Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones.

'Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.

La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.

Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.

'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno
(conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.

La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los llamados profesionales liberales.

Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararon ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares), los arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).

Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.

Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.

Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció. (FIN/2004)

26/05/08

Queime-se.


Ontem fui passar o dia a Setúbal para assistir à bênção e queima das fitas da Bárbara. À bênção dei toda a atenção, porque de seguida foi o almoço e depois tarde e noite fora foi tudo de abuso para cima. Ainda estou azamboado.
Mas na missa retive a imagem do bispo a pedir aos meninos para estarem calados, dizia ele: -Se estivessem numa ópera ou num concerto ou num teatro, vocês guardariam silêncio para ouvir os artistas e beberem a sua arte, é isso que eu vos peço aqui - um pouco de silêncio.
É claro que não resultou e o pessoal continuou nas suas rodinhas de curso, a tentarem encontrar os familiares e amigos usando o telemóvel e dando aqueles saltinhos musicais quando, finalmente, encontravam alguém. Faltou ao Senhor Bispo explicar porque fariam eles silêncio nas hipóteses que colocou.

24/05/08

Grande Entrevista?

Não percebi, e demorei todo este tempo a remoer, porque razão a RTP1 decidiu ocupar o tempo de uma "Grande Entrevista" com um tal Sargento Luís Gomes. Vi, revi, tenho reflectido sobre o assunto e não encontro nada, mas nada que explique tal aposta. Dar aquele horário ao Sargento é tão natural como fazê-lo ao dono de um desses cães perigosos que matam seres humanos à dentada. Ah e tal eu sou super-carinhoso, hiper-sentimental, um anjo...
Porque afinal o Sargento Gomes é um senhor que "negociou" uma criancinha como se fosse um papagaio, mudou-lhe o nome, deu um baile do caraças ao pai da menina, voltou a dar vários bailes à Justiça portuguesa e é, realmente, um santo. Como o dono do cão, toda a gente diz que é boa pessoa e o cãozinho era tão bonzinho que nunca tinha precisado de usar açaime.
Outra coisa que me doeu foi a carinha da Judite, caramba, aquilo não se faz. Ela estava a atirar perguntas mas a pensar porque raio estava ali a entrevistar aquele senhor, nunca desenvolveu uma pergunta como é habitual fazer, não reagia, nada. Com aquela pose não há marcha(*) para a Judite de Sousa.

(*) uma marginal para concatenar com uns comentários trocados com o Al Kantara em posts anteriores.

23/05/08

Professores e alunos, a família.


Na minha família mais chegada, entenda-se isso como os familiares com quem estamos em permanente contacto, eu tenho 4 docentes e 9 alunos. É, por isso, natural que as conversas habituais tenham a escola como tema, o que, normalmente, é muito aborrecido. Quando os sindicatos dos professores engendram aquelas jornadas de luta, como a manifestação deste ano, a coisa ainda fica um bocadinho mais garrida mas de resto é, simplesmente uma chatice; -Porque fui dar aulas de substituição e o colega não deixou plano, porque tive de ir ao médico deixei plano de aula e o colega decidiu corrigir os testes dele e pôr os miúdos a ouvir música, porque a reunião que poderia demorar 45 minutos demorou duas horas devido a um ter estado meia-hora ao telefone e depois aquilo deu uma discussão tremenda, porque a professora de Geografia é surda mas recusa-se a não ter turmas e eu depois levo com os alunos a seguir e eles estão fulos, porque a do conselho executivo protege os amigos, porque o colega de português manda recados na caderneta dos alunos cheios de erros de ortografia e eu como sou directora de turma é que levo com os pais, porque nas férias escolares marcam quilos de reuniões no mesmo dia para ficarem com os outros dias livres e nas últimas horas já ninguém diz coisa com coisa. - esta é a parte dos docentes.
Os alunos queixam-se menos limitando-se quase sempre a testemunhar o que se passa com eles em relação a cada exemplo dado pelos pais, tios e irmãs. Fazem-no sempre sem grande entusiasmo e demonstram um afastamento da escola deveras preocupante. Quem mais demonstra amor pela escola é a minha filha Ana Miguel que tem 7 anos e está no 2º ano, a razão de gostar tanto de ir e estar na escola é, em grande parte, porque tem grande facilidade em construir amizades e porque a maioria dos colegas já andavam com ela na pré-primária. A Ana Miguel no 1º ano teve uma professora que andava zangada porque não conseguia a reforma por invalidez. Enquanto deu aulas faltava constantemente para ir a juntas médicas, ficava muitas vezes com baixa médica e lá acabou por ser reformada no princípio do 3º período. A Ana, quando a professora não vinha, era distribuida pelas outras classes e grande parte das vezes ficava no recreio com outras colegas. Ainda lhe deram uma 2ª professora, para o resto do último período de aulas, que estando em adiantado estado de gravidez não conseguiu terminar o ano escolar. Este ano a Ana Miguel teve uma nova professora, uma mocinha bonita com algumas ideias boas de quem está a começar, e todos, pais e alunos, estavam muito contentes. O azar é que a mocinha, com todo o seu direito, decidiu casar e a partir daí as aulas passaram a ser autênticas preparações de casamento para os miúdos. Ela falava-lhes do vestido, da igreja (até os convidou todos a lá irem), do copo-de-água, enfim mostrou-lhes toda a excitação do momento em que vivia o que deixou pouco espaço para leccionar. Para compor o ramalhete adoeceu durante a lua de mel acrescentando, assim, mais uns dias à licença de casamento. Ou seja a Ana Miguel não tem aulas há 1 mês, continuando, como no ano anterior, a ser distribuida pelas classes dos outros anos.
A Ana Miguel vai ser mais uma auto-didacta ou mais uma despreparada no ciclo que se segue, ou ambas as coisas.
Agora digam lá baixinho de quem é a culpa.