Confesso que dificilmente perco uma oportunidade para ver/ouvir/ler um líder de partido a botar figura nos órgãos de comunicação. Faço-o para aferir do estado actual do sujeito e para me convencer que estou perante ideias convictas e razoavelmente elaboradas. Só assim consigo fazer um juízo, correcto quanto baste, da personagem em questão. Nesse sentido assisti à reportagem de Judite de Sousa com Manuela Ferreira Leite e concluí que a Judite está cada vez mais bonita.
hola ze... sinceramente nao sei ke te dizer, a gente nao se conhece de lado nenhum mas tu foste uma inspiracao muito grande para mim e muitas das coisas ke faco agora mesmo nao as poderia ter feito se tu nao existisses... nao sei se é muito complicado de compreender, o ke interessa mesmo é ke estamos aki para algo... e sem essa essencia punk irreverente ke adkiri quando te ouvia a ti ou a outros teus conterraneos jamais poderia ser o mesmo... me expulsaram de casa por vossa culpa... obrigado obrigado... agora vivo em ibiza, lugar donde todas as ovelhas negras do mundo se encontram e sou vj e produtor video... faco parte de uma associacao cultural sem fins lucrativos Hovi www.hovifest.es dedicada a eventos audiovisuais.... um abrace.....
Recebo muitas mensagens com agradecimentos difíceis de compreender mas que se aceitam, tipo: "foste o responsável por conhecer a minha mulher", "fiz a minha filha ao som da tua música", "bebi muitos copos à tua pala" etc...
Agora por expulsão do lar é, realmente, motivo de reflexão.
PS- É claro que coloco aqui a mensagem porque ela está publicada numa página pelo autor sem nenhuma preocupação de confidencialidade.
Durante toda a minha santa vidinha, discordei imensas vezes dos meus amigos e conhecidos. Da política ao futebol, das lutas às opções musicais nunca deixei de defender aquilo em que acredito e sempre fui claro na exposição das minhas ideias estando-me completamente nas tintas para o "politicamente correcto". É claro que a sociedade se tem encarregado de me cobrar essas tomadas de posição e as coimas têm sido mais do que muitas.
Ainda agora, nestes últimos tempos, a minha posição sobre a luta dos professores tem-me trazido alguns comentários de malta amiga que são autenticas agressões, como se pode ler em alguns "posts" deste blogue.
Dessas guerrinhas de palavras e trocas, mesmo que duras, de opiniões o tempo encarregar-se-à de tratar e raramente ficam marcas ou implicam qualquer desvio das relações de amizade que mantenho e manterei com essas pessoas.
Há, contudo, no panorama mundial uma questão para mim impossível de ultrapassar: -Não consigo ter qualquer consideração nem amor por quem defende os constantes assassinatos israelitas ao povo palestiniano!
Não sei se terá alguma coisa a ver, mas este árbitro é aquele que, há umas semanas, arranjou um penalti contra o Sporting numa falta cometida 4 metros fora da área.
É bom, em tempos de míngua, termos coisas a mais. É é doce quando também temos mais do que os outros. As riquezas portuguesas - desde os Tawnies de Vila Nova de Gaia às pinturas de Vila Nova de Foz Coa - são sempre surpreendentes (o que não surpreende) e sempre de revelação tardia.
Tanto é assim que chega a ser monótono. Naquele tom "What is it now?" de quem já foi abrir a porta 20 vezes, perguntemos então que temos nós a mais agora? Casas. Casas aos montes. Ao pontapé. Casas a dar com casas. Aliás, na União Europeia somos o n.º2 em casas a mais.
Só há um outro país com um excedente maior de casas do que nós. Qual é? Não sei. A bela reportagem de Sara Dias Oliveira no PÚBLICO de ontem não diz. Mas desconfio que não gostava de lá viver. Tem-se medo que seja lá mais para os lados da Boratlândia.
Não. Prefiro ficar aqui. Chegam-me as casas que temos a mais aqui em Portugal. Segundo a tese de mestrado de Fátima Moreira - e o que seria de nós se não fossem as teses de mestrado? - o excedente de casas manter-se-á até 2050.
E em 2050, o que vai acontecer? Ou a partir de 2050? Ninguém sabe. Deveremos comemorar esse dia em que o número de casas corresponderá exactamente às nossas necessidades? Ou devemos antes começar já a preocuparmo-nos? E começar já a construir, com muita calma, como quem não quer a coisa, mais umas casitas?
Foi a grande novidade, pela primeira vez no século XXI os adeptos do glorioso puderam passar o Natal e a festa da passagem do ano com a alegria de ter o seu clube na liderança da Liga, coisa que não acontecia desde 1993.
Gostei do entusiasmo como os benfiquistas falavam desta novidade e do brilho que emanava dos seus olhos. Entretanto, para desgosto de tantos portugueses, a época das festas já acabou. Resta a certeza que para o ano há Natal outra vez.
Para não variar passei mais um Natal e comecei mais um aninho na caminha com uma diarreia do pauzinho, cheio de ranhoca e com uma enormidade de dores no fisico. Como os hospitais, centros de saúde e similares rebentavam pelas costuras, fiz uma quantidade de telefonemas para os amigos doutores e paradoutores tendo cada um feito o favor de me diagnosticar uma coisa diferente. Como sou muito amigo do meu amigo, acabei por comprar todas as droguinhas que me aconselharam ficando cada vez mais amigo, isso sim, do dono da farmácia. De tudo isso resultou uma porra de uma crise de figado gerada pelos químicos que me afasta da socialização tirando-me a vontade de falar seja com quem for.
Não há nada mais castrante do que ter de vestir aquela peça de roupa que sempre garantimos que nunca vestiriamos. E quando vamos à cozinha e falta tudo e acabamos a comer "Nestum" que detestamos? E quando na festa ficamos com aquela personagem que nos incomoda desde que chegámos porque nos atrasámos a agrupar? Até pode levar ao suicídio. Pedro Santana Lopes vai ser candidato à presidência da C.M.L para nossa diversão e para causar grandes problemas gastroenterológicos a muitos companheiros de partido a começar pela presidente. Reparem só como ele (PSL) fala de Pacheco Pereira aqui.
Dá muito que pensar quando um clube, realmente grande, como o Benfica, ainda por cima num ano em que investiu seriamente na sua equipa de futebol, consegue o pior desempenho das equipas portuguesas na competição. Com grandes contratações e maiores promessas o Benfica não foi capaz de ombrear com clubes, historicamente muito inferiores. Dá que pensar se realmente o futebol português tem capacidades reais para fazer frente ao investimento que é feito lá fora. Se o investimento que os que mandam no clube fizeram na aquisição e pagamento de salários das actuais estrelas fosse aplicado na formação, o Benfica ganhava o mesmo no campo desportivo e podia daqui a alguns anos ter, finalmente, uma equipa a sério.
A cansativa, para alguns, guerra entre o governo e os sindicatos dos professores aproxima-se do fim. Vamos assistir nos meses que faltam para as próximas eleições legislativas a um "forcing" cada vez maior dos sindicatos e a um empatar do governo tentando fazer render o peixe até ao voto do povo. A confirmarem-se as sondagens que dão 40 a 42% ao PS, Sócrates está descansadinho quanto ao resultado da contenda, se o resultado for por aí o primeiro ministro vai dizer que os eleitores legitimaram nas urnas as opções do governo. Neste cenário, que com Álvaro Cunhal nunca aconteceria, os sindicatos falharam nos "timings" e nas previsões. Não compaginaram a possibilidade de não haver, na actualidade, um candidato a primeiro ministro com credibilidade suficiente para rivalizar com o actual nem perceberam que a enorme quantidade de professores e as suas diferentes sensibilidades não ajudam a colocar a opinião pública do lado dos docentes. Os professores não queriam aceitar as aulas de substituição tal como são agora e deram imensas razões para isso, no entanto sempre as houve. A diferença é que dantes eram pagas como horas extras e esta nunca foi uma razão apresentada, mas a comunicação social informou. Os docentes acham abominável a criação da figura de professor titular, mas ocuparam todas as vagas para o lugar e a comunicação social informou. Os professores tentam calar todos os que se lhe opõem com a justificação de que só eles, professores, sabem o que se passa nas escolas, mas estas não são conventos e a comunicação social vai informando. Os sindicatos podem trabalhar que nem uns "moiros", e têm-no feito, mas acabarão sempre por claudicar se não conseguirem o apoio da população. São muitos os educadores, é verdade, mas os educandos são muitos mais e é difícil convencer os pais quando os filhos saiem prejudicados. E, tal como no futebol, a culpa é sempre do treinador. Podia ser do presidente mas este como é sujeito a eleições acaba sempre por se safar até às próximas. Mais uma vez os professores que tantas razões, embora diferentes, tinham para protestarem vão sair prejudicados. Até quando? Uma última palavra para a senhora ministra, que poderá ser feia, antipática, teimosa e até impreparada; mas é, concerteza, a ministra de educação mais corajosa e disponível que conheci.
1. Jerónimo de Sousa aceita a possibilidade de Mário Nogueira integrar as listas do PCP em posição ilegível nas próximas eleições legislativas.
A sério? Eis uma coisa que ninguém estava à espera, daí ser uma enorme surpresa.
2. Deputados faltam mais às Sextas-feiras.
Outra surpresa, nunca me tinha passado pela cabeça. Concerteza que são os únicos e mais ninguém faz isso.
3. Portugal está à beira da recessão económica.
Ena pah, não me digam isso. Estava completamente convencido que era só a Alemanha, a Espanha, a Itália, a França e por aí fora. Grande surpresa.
4. Victor Constâncio está entre os banqueiros centrais mais bem pagos do mundo.
Xiiii, surpreendente. E mesmo assim note-se as dificuldades que tem em desmanchar os nós cegos que os banqueiros, menos centrais, engendram. Ao menos não se suspeita que vá recebendo umas "atençãozinhas".
5. Dias Loureiro queria tirar todas as dúvidas, mas não conseguiu.
Caramba um senhor tão inteligente e certinho que devido ao seu mérito se tornou milionário num instante, não consegue explicar coisa nenhuma. De certo por inveja, todas as explicações que o senhor dá são desmentidas logo a seguir. Surpreendente.
Março de 2001. A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao BPN. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.
A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema imagem do banco; não havia qualquer problema com o BPN; Oliveira e Costa estava muito "incomodado" com a matéria de capa (para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).
Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...
Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta. Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN. Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!
Manuela Ferreira Leite, 2 de Julho de 2008: "A família tem por objectivo a procriação." Manuela Ferreira Leite, 1 de Novembro de 2008: "As grandes obras públicas só ajudam a combater o desemprego de Cabo Verde e da Ucrânia." Manuela Ferreira Leite, 12 de Novembro de 2008: "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite." Manuela Ferreira Leite, 17 de Novembro de 2008: "Não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia."
Como diria o engenheiro Guterres, é fazer as contas: só nos últimos 15 dias, Manuela Ferreira Leite proferiu três frases incompatíveis com um mínimo de sentido de Estado, já para não dizer de flagrante incómodo com as mais elementares regras democráticas. Sobre todos esses temas, o PSD veio depois esclarecer que aquilo que foi dito não era aquilo que Manuela Ferreira Leite queria dizer. Donde se conclui que Manuela Ferreira Leite teria grandes vantagens em se fazer acompanhar por um tradutor, de forma a solucionar o irritante desfasamento entre o seu cérebro e as suas cordas vocais. Manifestamente - atrever-me-ia mesmo a dizer "felizmente" -, o seu pensamento não coincide com as palavras que lhe saem da boca.
Dir-me-ão: mas onde está o seu sentido de humor, meu caro? Já não se pode ser irónico nesta terra? Poder, pode. Mas eu acho tão natural em Manuela Ferreira Leite o uso da ironia quanto o uso da minissaia. Não, aquilo não foi bem ironia. Aliás, aquilo nem sequer foi uma gafe. A gafe, por definição, é uma ocorrência rara. Quando deixa de ser rara, deixa de ser gafe. O que Manuela Ferreira Leite tem, afinal, é uma segunda natureza com uma inesperada propensão para o desastre, o que é tanto mais surpreendente quanto a sua imagem pública era de rigor, ascetismo, medição calculada das intervenções.
É por isso que a actual líder do PSD está a atingir níveis olímpicos de desilusão: a diferença entre aquilo que dela se esperava e aquilo que dela se está a ter é gigantesca. De Pedro Santana Lopes, nunca ninguém esperou muito. De Luís Filipe Menezes, ninguém espera nada. Mas Manuela Ferreira Leite era um caso diferente: vinha alcandorada de referência moral do PSD, de regeneradora da seriedade perdida, de férrea combatente do caos. Pacheco Pereira jurou pela biblioteca da Marmeleira que ela é que era. E, vai-se a ver, Manuela Ferreira Leite não só sucumbe ao velho cálculo político (a tentativa de moralização das listas iniciada por Marques Mendes já é uma miragem) como é um susto cada vez que abre a boca. Pobre PSD. Alguém envie um exorcista para a São Caetano à Lapa, se faz favor.
Exerceu desde Vila Real até Lisboa durante 16 anos. Fez mestrado, muitas acções de formação, dirigiu estágios e gosta de ser professora. Já há algum tempo que se queixava do abismo existente entre os professores dedicados e os acomodados. Ao longo dos anos conviveu, enquanto directora de turmas, com pais queixosos a quem, intimamente, reconhecia razões. Nunca lhe conheci opções partidárias mas sempre lhe conheci uma enorme capacidade interventiva, embora sensata, quiçá fruto dos anos passados em França e no Canadá. Contudo nunca foi adepta de greves alegando que os "seus meninos" não têm culpa. Gosta de mostrar a sua admiração pelos colegas que se distinguem, mas não desdenha a possibilidade de criticar quem não cumpre com os seus deveres.
Quando este governo tomou posse e a Maria de Lurdes Rodrigues começou a apresentar as suas ideias, houve coisas que discordou e outras que disse: -É isto mesmo! Achou mesmo que a avaliação era fundamental, mesmo que o modelo lhe parecesse confuso. Com o decorrer dos tempos começou a encontrar grandes incongruências entre o que ouvia na escola e o que lia e ouvia na comunicação social. Começou a colocar questões aos colegas e passou a ser olhada de lado. Quando lhe entregaram mais uma petição para assinar, esta para suspenção da avaliação, foi ancostada à parede: - Estás a ler isso para quê? Só tens que assinar e mais nada, mesmo que não concordes assinas por solidariedade. -Não assino cheques em branco, respondeu. Traçou os seus objectivos pessoais desde logo mas, na escola, ninguém os aceita. Nos corredores dizem: -Lá vai a nova Maria de Lurdes Rodrigues. Tem mais colegas que partilham a mesma opinião mas obrigam-se a conversar clandestinamente para não sofrerem represálias, sendo que a maioria tem medo de dizer o que pensa. Represálias, aliás, já prometidas a quem tiver a ousadia de furar a próxima greve. Ontem ouvi-a dizer pela primeira vez: -Tenho de repensar a minha opção profissional.
Doeu ver o desalento dos accionistas do BPN no programa "Prós e Contras". Quando lhes perguntaram se não deveriam queixar-se à justiça foi triste ouvir responder: -Para quê? Eles levavam 3 anos de pena suspensa e ficavam com o dinheirinho na mesma. Ainda pior foi ouvir explicar que cada trafulha se ia enchendo de dinheiro que não lhes pertencia enquanto o Banco definhava dia a dia. Dá vontade de adivinhar que se não existe a força da justiça, estamos a caminhar para a justiça à força.
A troca de guarda-redes levada a efeito por Quique Flores foi genial. Com Quim na baliza o Sport Lisboa e Benfica teria caído às mãos de uma excelente equipa da 2ª Divisão B - o Penafiel. Moreira voltou à baliza uns anos depois e com um punhado de boas defesas permitiu que a sua equipa fosse para prolongamento e, mais tarde, defendeu os penaltis que permitiram a continuação do SLB na Taça de Portugal. Parabéns ao técnico encarnado.
Casaram ao fim de 14 anos de namoro. Serão sempre o meu casal preferido: o Paulo Basílio e a Tania. Ele guitarrista, ela editora, ambos incrivelmente inocentes, ainda. Amo-os. Foi o casamento mais bonito onde fui!
18:30 horas e a reunião com os encarregados de educação não parecia estar prestes a começar. Um dos pais perguntou se faltava muito e o professor respondeu que "estava à espera que as pessoas acalmassem um bocadinho". Uma mãe sentada com dois filhos irrequietos de 2 e 6 anos sentiu-se atingida e mandou os miudos para fora da sala, pedindo à mais velha que tomasse conta do irmão. Vinte minutos depois a reunião começou. Ainda estava o professor nos habituais preliminares quando se ouviu um forte choro de criança vindo do exterior, de seguida a menina de 6 anos aparece à porta chorosa a dizer que o irmão caiu batendo com a cabeça num vaso de flores. A mãe saiu a correr e alguns de nós fomos atrás dela. A criança estava ainda caída no chão chorando desalmadamente dando origem a uma histeria descontrolada por parte da mãe. A menina de 6 anos tentou explicar à mãe como tudo sucedeu o que lhe valeu uma tareia que só parou porque um outro irmão, até aqui ausente, se foi meter para proteger a irmã. Este rapaz de 14/16 anos e que era o motivo da mãe estar na reunião de pais, também não escapou desta vez com murros e arremesso dos objectos que estavam à mão. Alguém se lembrou de oferecer ajuda para levar o bebé ao posto médico, mas a senhora, ainda a gritar, não aceitou gritando com o filho mais velho para que ligasse ao pai. Já estava tudo fora da sala a discorrer sobre o ocorrido, quando chega um homem de t shirt de alças (estava um frio do caraças) que desatou, mal chegou, aos berros com a mãe das crianças. A mãe com a criança ao colo, continuava a gritar com aquela voz esganiçada e estridente de quem não quer ouvir coisa nenhuma. -Ando eu a vergar a mola para tu nem dos putos seres capaz de tomar conta. - gritou o homem ao mesmo tempo que dava um valente empurrão na mulher atirando-a contra o Honda Civic. Depois foram embora a alta velocidade, deixando-nos a todos a discutir aquele exemplo familiar.
Tenho andado tão concentrado em reler "Das Kapital" do tio Marx que ando a falhar montes de rotinas. Aqui a falta de comparência foi propositada, a irritação sobre a forma como se tenta explicar a falência económica dos EUA aconselha-me a estar caladinho.
A maneira como o mundo, do nosso lado, explica as asneiras americanas - cansa. Só é comparável à maneira como o mesmo mundo explica as acções dos menos americanos. Lembro-me de quando cheguei de férias, falava-se na invasão da Georgia pela Russia e ninguém referia que a Georgia tinha começado as hostilidades. Aliás esse país mafioso transformou-se, de repente, num país virtuoso e mártir. Não é aborrecido, até para os americanos, ser natural de um país hipercacique que lixa a vida ao mundo todo e que esse mundo se obriga a usar todos os salamaleques para não os incomodar? Então e se aquele povo precisar de ajuda? Também alinhamos e dizemos que são as forças do mal?
Ivan Ukhov deu nas vistas durante a Athletissima de Lausanne, na Suíça. O saltador russo, segundo os relatos, dedicou-se ao vodka misturado com bebida energética, antes de entrar em competição, e acabou por ser o motivo da chacota dos adeptos presentes no recinto.
Ao longo de penosos dois minutos, Ukhov deixou indícios de um estado completamente alterado. Tanto que motivou a intervenção de um colega, para acabar de tirar as calças, bem como a de um juiz, alertado pelos aplausos jocosos dos espectadores, a incentivar o atleta.
O saltador russo cambaleou, deitou as mãos à cabeça mas tentou recuperar a pujança com uma aproximação ao chão. Baixou-se, olhou para o objectivo e foi em frente. A abordagem à fasquia não prometia muito. Ukhov correu, correu mais um pouco, ainda deve ter pensado em levantar voo, mas já não dava. Foi sempre em frente, sem tocar na fasquia, ficando largos segundos no colchão, a recuperar o raciocínio. Perante os assobios generalizados, o infeliz russo lá foi saindo de fininho, a pensar na ressaca do dia seguinte. E na vergonha, sobretudo. (do site maisfutebol.com)