No meu bairro havia pessoas problemáticas, ou seja pessoas com quem toda a gente preferia não ter problemas. O Azul, o Zé Mau, o Moscavide, etc...Iam de "cana" imensas vezes, ninguém bufava dos gajos mas também ninguém os defendia. E ninguém os defendia porque eles não eram assim tantos e a opção dos habitantes era juntarem-se para defender os não-problemáticos quando os outros decidiam fazer alguma maldade. Os problemáticos não têm mais força, nem são mais espertos, são apenas problemáticos. Então os maus do meu bairro iam exercer para outros bairros, e às vezes, até eram úteis porque defendiam o bairro quando os maus dos outros bairros queriam exercer no nosso. Ainda hoje é assim, existem até gangs organizados: o gang da Portela, o de Vialonga, o do Forte, o da Póvoa,...e ninguém diz que são bairros problemáticos ou que a Póvoa de Santa Iria é uma cidade problemática. E lá andam eles a tentar incomodar as localidades vizinhas. A coisa só se torna mais complicada quando um qualquer bairro acolhe vários grupos e a restante população do lugar demonstra fraqueza perante o temor que os mauzinhos lhes causam. Passam a viver numa ditadura particular. Nós, o resto povo, que vivemos longe disso, somos solidários com esses oprimidos? -Nada! Nós andámos no 25 de Abril a cantar: "Casas sim - barracas não - as casas são do povo - abaixo a exploração! Lá Lá Lá. E depois pintámos as barracas com cimento de muitas cores, pusemos umas em cima das outras, deslocámos umas dum lado para outro conforme o valor do chão e escondemos a coisa. Nós berramos com a Polícia quando ela arranha um mau, porque é opressão e é o regresso ao fascismo e tal, mas também berramos com a Polícia porque nunca está onde é preciso, quando a coisa ocorre à nossa porta. Nós, sempre nos cagámos para isso, o importante era tirar dali a barracada que desvalorizava o nosso apartamento e no fim ainda dizíamos: -Tirarem dali as barracas foi o melhor que podiam ter feito. Nós vamos chamar nomes à bófia porque mandou um gajo para o outro mundo onde ele vai encontrar os 3 ou 4 que mandou para lá, mas não vamos à Quinta da Fonte, ou do Mocho, ou ao Belavista, berrar com os gajos que andam a lixar a vida da maioria dos habitantes, que vivem na tal ditadura que nós deixamos criar e contra a qual somos incapazes de lutar. Vamo-nos lixar!!!
Um vírus é basicamente um pequeno saco com um bocado de código genético lá dentro. Por si só não é capaz de se reproduzir, alimentar ou acumular energia. Fora de outro organismo o vírus não tem qualquer actividade. Precisa de se alojar numa célula para então "despertar para a vida", ou seja, desviando a função normal desta de forma a torná-la numa máquina de fotocópias de mais vírus iguais a ele.
Nalguns casos, tira tantos exemplares que acaba por matar o hospedeiro, o que acontece por estes dias com o mais recente surto de gripe.
Daquilo que se conhece, o vírus nada mais faz para além de se copiar.
Nessa medida, trata-se de uma forma muito primitiva e básica de vida cujo único objectivo é garantir uma continuidade existencial. Coisa que os genes, por exemplo, também fazem. Aliás, a tese mais consensual de momento afirma que estes minúsculos seres são bocados de código genético que se separaram de grandes cadeias, mantendo contudo uma capacidade de acção sobre essas mesmas cadeias. Ou seja, os vírus são mero lixo genético à deriva.
Ao pé de um vírus uma bactéria é um organismo muito sofisticado e complexo. Também aqui trata-se de uma simples cápsula com uma série de coisas lá dentro. Mas as bactérias já possuem meios de locomoção, recolhem nutrientes e reproduzem-se por si mesmas, na maioria dos casos, através de divisão, podendo também, nalgumas circunstâncias, recorrer ao sexo. Neste sentido, ao contrário dos vírus, as bactérias vivem a sua própria vida e estão activas em todo o planeta. Nos buracos mais inóspitos ou nos lábios das mais lindas mulheres - não é pela beleza mas pelo bâton que consideram um petisco. Basta dizer que um simples grama de terra contém aproximadamente quarenta milhões de bactérias. Outras há que preferem o interior quente dos animais à vida ao relento. Aí tornam-se parasitas debilitando o hospedeiro, aproveitam simplesmente a boleia e não causam qualquer efeito ou unem-se numa simbiose útil para ambas as partes, como acontece com as que vivem nos nossos intestinos cumprindo tarefas essenciais para a nossa sobrevivência. No campo parasitário e muito nocivo para os humanos temos o caso da tuberculose, entre tantas outras doenças.
A capacidade de intervenção das bactérias nos "grandes" organismos é muito maior do que a dos vírus. Não se limitam a copiar-se. Um exemplo curioso é o da bactéria "Dicrocoelium dendriticum" que se aloja no cérebro das formigas levando-as a subir pelas ervas acima sem qualquer benefício para a dita. Pelo contrário, esta bactéria espera assim ser ingerida por um herbívoro, no intestino do qual encontra as condições ideais para se reproduzir.
Vírus e bactérias vivem em mundos tão pequenos que se torna muito difícil para nós imaginar sequer do que estamos a falar. Nestes ambientes as coisas medem-se em mícrons ou seja mil vezes mais pequeno do que um milímetro. Uma bactéria tem normalmente entre 0,5 e 5 mícrons, enquanto um vírus é 100 vezes mais pequeno.
Se por um lado é notável como entidades tão incrivelmente diminutas conseguem provocar tanto estrago em "gigantes" como nós, não é menos surpreendente como com tão pouco espaço físico disponível é possível gerar tanta complexidade. Julgo que a chave para se compreender estes mecanismos reside no poder da informação. Temos, aliás, um paralelo no universo do digital. Uma simples alteração de 0 para 1 pode ter efeitos catastróficos. Imagine-se um simples e inofensivo interruptor que liga a luz em nossa casa, mas imagine-se agora um interruptor, em tudo semelhante, que dispare um míssil com ogivas nucleares.
Muitos destes vírus e bactérias fazem isso mesmo, disparam pequenos e locais processos que depressa adquirem gigantescas consequências. E não só no interior dos corpos. Basta pensar nesta gripe A e na forma como um ínfimo vírus consegue paralisar uma das maiores cidades do globo - com 20 milhões de habitantes -, lançar o pânico em toda a parte, desestabilizar a economia mundial e, não menos importante, matar uma quantidade apreciável de pessoas.
Efectivamente, nós não somos tudo e muito menos o pináculo da evolução.
E já agora, porque é isso que esperamos de um professor, votas em quê? Para professor não basta dizer que não se devem comer gorduras, espera-se que digam que se coma antes outras coisas e que coisas são. Para professor não chega dizer não se diz quaisqueres é preciso explicar que se diz qualquer e por quê. És professor por isso não votas PS, votas CDU ou CDS ou PSD ou BE ou outra coisa qualquer e os teus alunos gostavam que explicasses porquê. Já agora os teus amigos também gostavam.
Pois claro, eu compreendo: é quase irresponsável e outras grandes coisas. Mas é tempo de que todos nós pensemos que a REVOLUÇÃO não só é precisa como necessária, para nós, para os nossos filhos, para os filhos dos nossos filhos. É que a democracia está como os sistemas operativos - evoluem muito. Dantes os senhores feudais eram ricos e pronto, gamavam mas isso todos sabiam, pagavam salários de fome mas toda a gente queria lá trabalhar. Hoje os senhores feudais são pessoas a quem nós, eleitores, damos poder e que juram que estão do nosso lado. Dantes os senhores feudais matavam-nos a fome mas tratavam-nos mal, os senhores feudais de hoje matam-nos à fome e dizem que são nossos amigos. Aquelas coisas do BPN, BPP, BCP, SLN, GALP, EDP, e tantas outras coisas, não estão a penhorar o futuro dos nossos filhos e dos filhos deles? E nós? Fazemos o quê? Já nem nos preocupamos com isso? A hipotética ideia de que um gajo qualquer que não nos grame, se lembre de nos acusar de pedófilo, por exemplo, e mesmo que provemos que é mentira, nos lixe os restantes anos de vida, isto não nos preocupa? A possibilidade de um trafulha qualquer nos dar uma golpada, mas como tem dinheiro para um defensor melhor que o nosso, nos transforma em criminosos, isto não nos apoquenta? A evidente incapacidade e desinteresse que os políticos têm em nos mostrarem alternativas, procurando apenas garantir um tacho que lhes dará proventos futuros, não é uma cópia total dos tempos da União Nacional? Há liberdade de expressão, diremos nós, mas já repararam como, para o mesmo assunto, as verdades são tão diferentes umas das outras? Liberdade de expressão é sinónimo de mentira se for preciso? Era isso que nós queriamos? Não há Maias, nem Otelos, nem Cunhais, nem Regos, nem Zecas, nem Osórios, nem Fanhais e por cima não podemos esperar que eles façam alguma coisa. Agora calha-nos a nós!
Se há eleições que eu gosto mesmo, são as autárquicas. Aprecio aquilo, pronto! As ruas cheias de maquinaria, os trabalhadores sempre a correr, carrinhas de arranjos de jardins, calceteiros, enfim eu acho aquilo giro. Já houve alturas em que disse que as eleições já eram tudo o que a democracia nos dava, agora acrescento autárquicas, logo a seguir fica tudo tão bonito...
Ando um bocado arredado disto, a politica enjoa e é desprezível. A democracia actual é uma espécie de off shores de ditaduras e a paciência esgotou-se. É claro que a globalização já não permite revoluções domésticas, mas a revolução torna a ser o caminho, o único caminho para uma nova sociedade mais justa e mais coerente.
Uma sociedade onde seja permitido existir bombas atómicas ou proibido existir e não permitido a uns e proibido a outros. Uma sociedade em que não existam tiranos bons e tiranos maus. Uma sociedade onde os criminosos sejam punidos e onde os inocentes estejam a salvo de acusações maléficas. Enfim uma sociedade não tão utópica como se denominou mas cheia de utopias hoje possíveis. É que o regresso do Bush à quinta não resolveu tudo.
Esta foi a grande conquista de Abril, no dia 13 os EX VOTOS recomeçaram os ensaios com os elementos originais, excepção feito à acordeonista que foi superiormente substituída pelo Cestinho. Não há discurso descritivo para tornar claro a garra, a alegria, a alma, a força daquele reencontro.
A banda que idealizei como Rock'n'fole (devido ao acordeão) mas que a imprensa decidiu baptizar de punk rural (por certo para desgosto do meu amigo João), está a preparar o espectáculo ao nível do que lhe era habitual incluindo temas novos que serão, para muitos, uma grande surpresa.
Preparem as orelhinhas e, já agora, uns troquitos para umas bjecas, uns bilhetes e umas bolachinhas com capa e, já agora, espreitem o meu Myspace se vos apetecer.
Já nem me lembro bem como foi, sei que era Abril. Acordei e pouco depois de acordar iam haver mudanças no lar, grandes mudanças com camionetas e carregadores que envolvem tudo com celofane. É a vida, é Abril e é assim que as coisas funcionam. Porque 1500 mais 1000 são 500 e 1500 menos 500 são 3000 ou, pelo menos, foi isto que eu percebi. Regressei à procura do sono, dormi muito e não tenho a certeza absoluta se já acordei. Mas estou aqui.
Entretanto, acordado ou não, passei a ter imenso que fazer como se estivesse parado há 5 anos. E descobri que estive, vertiginosamente parado para mim e a construir algo que eu não precisava, ou talvez até ninguém precisasse. Por momentos cheguei a pensar que era o António Pinho Vargas, assustei-me e comecei a fazer mil e uma merdas.
Pois foi, houve crise. De tempo, de vontade e de inspiração. Houve mesmo crise. Conjugal, de habitação e de sentires. Crise económica também houve, pois claro, e haverá. Crise de valores e de objectivos. Também houve crise de resultados e de justiça e de saúde. E a crise terminou? -A resposta tem assobio para o lado e nome de álbum: Crisis? What crisis?
Um adepto iraquiano matou domingo a tiro um futebolista da equipa adversária, numa altura em que este estava isolado frente ao guarda-redes e tinha a possibilidade de marcar um golo que empataria o desafio.
Muthanna Khalid, responsável da polícia iraquiana, revelou que quando um jogador da equipa amadora de Buhairat estava isolado frente ao guarda-redes, durante um jogo de amadores em Hillah, um adepto da equipa de Sinjar atingiu-o com um tiro na cabeça, quando faltava um minuto para o jogo terminar.
A fonte policial indicou que o espectador foi detido.
Com o aumento da segurança, há mais iraquianos a voltarem-se para os eventos desportivos, que são alvo de fortes medidas de segurança nos principais jogos em Bagdad, mas esta é mais fraca em jogos amadores e em cidades mais pequenas.
A Associação Cultural Palco Oriental, entidade artística sem fins lucrativos não pode, nem deve, depender de um esforço particular mas sim de um esforço colectivo, daí a necessidade de TODOS lutarmos pelo preservação da mesma. O acórdão do STJ, decidiu atribuir o edifício onde está sedeada a Associação Cultural Palco Oriental à Igreja de S. Bartolomeu do Beato.
Desde 16 de Abril de 2001, que o processo movido contra a Associação Cultural Palco Oriental se encontrava nos tribunais.
O Tribunal de 1ª Instância deu razão à Associação Cultural Palco Oriental ao atribuir o edifício, a Relação sentenciou que a "coisa" não estava ganha, e o Supremo, de forma justiceira acabou com um projecto cultural e artístico que resistia desde há mais de duas décadas.
A Igreja recebe de bandeja um edifício onde nunca esteve nem aplicou um cêntimo.
A Associação Cultural Palco Oriental custeou obras, de largas dezenas de milhares de euros.
O edifício é doado à Igreja em 1999. O seu doador foi a Associação de Serviço Social, que abandonou as instalações, logo após o 25 de Abril de 1974.
A esta Associação de Serviço Social, não se lhe conhece qualquer actividade realizada após a revolução, nem nunca nos contactou a reivindicar a devolução do imóvel.
Dezenas de pessoas são assim privadas de dar continuidade aos seus projectos artísticos e à livre expressão das suas vontades e ideais.
Dezenas de pessoas que militantemente se dedicaram e investiram humana e materialmente durante tantos anos neste espaço para dotar culturalmente as populações da Zona Oriental de Lisboa, são assim despejadas.
Desde sempre que este foi um espaço de acolhimento para centenas de artistas, das mais variadas formas de expressão: do teatro, da música, da dança, das artes plásticas, do áudio visual, e da simples partilha de experiências de vida.
Umas sondagens manhosas e uns comentários manhosos, fizeram Manuela Ferreira Leite sair da toca e falar. Sobre as sondagens disse que eram muito duvidosas e sobre os comentários disse não comentar comentários. Estaria tudo muito bem se as sondagens não apresentassem os resultados do costume, i.e. a possibilidade de o PSD ficar longe do que lhe é exigível e, quanto aos comentários, também estaria tudo bem se o comentador não fosse um destacado elemento do PSD, ex-presidente do partido e um poderoso auxiliar na colocação de M.F.Leite no lugar onde está hoje.
Eu também acho que o comentário do Prof. Marcelo é manhoso porque não acredito que ele considere que ainda resta tempo, 12, 13 semanas como disse, para inverter a tendência actual. Por isso impõe-se-me perguntar: -se não alertou quando ainda havia hipóteses, porque raio é que vem agora chatear a senhora?
Manhosas, a meu ver, são também as sondagens porque muitas das pessoas que, aparentemente, votariam neste ou naquele partido não podem garantir que se deslocarão às urnas. Umas porque não poderão mesmo e outras porque o vazio é tal que o mais certo é não apetecer. O BE e o PCP sobem, pois claro. É sempre assim até às eleições e sempre mais quando a cintura está apertadinha. Mais ainda quando votar PS é quase anti-solidário e votar PSD não traz qualquer garantia de bom senso. Na altura o BE vai subir um bocadinho, se a abstenção não bater recordes, e o PCP terá os votos do costume. A abstenção, essa, vai ganhar folgadamente. A abstenção é um tipo de votos conexos (como os direitos de autor) que acaba sempre por beneficiar quem tiver mais votos e é por isso que a falta de votos no PSD para além de preocupar esse partido, devia preocupar-nos a todos. É que é muito possível que um molhinho de cidadãos eleitores seja suficiente para escolher quem nos vai governar.
Como conclusão, acho também manhosa a forma como a líder dos sociais-democratas reage a tudo isto e como a comunicação anti-Sócrates reage, também. As casinhas do Sócrates, o seu canudo, a tia, o primo, a mãe, a escolha sexual, a corrupção, a banha da cobra, o freeport, a arrogância, o "pinoquismo", etc...; até agora não resultou! A menos que existam por aí escondidas mais umas opções que me troquem as voltas todas, estamos feitos .
A Presidência da República de Portugal já está, desde 26 de Janeiro, presente nos canais YouTube e Sapo Vídeos, na rede social Twitter e na comunidade Flickr, para estar mais acessível e "melhor dialogar na sociedade moderna".
“A partir de agora, oferecemos a todos vós a possibilidade de aproveitarem as novas janelas abertas sobre o mundo pelas tecnologias da informação e comunicação para acompanharem, sempre que o desejem, a Presidência da República de Portugal", explica o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na mensagem de apresentação dos novos canais.
Segundo nota da Presidência da República, o objectivo desta iniciativa é disponibilizar, através do vídeo e da fotografia, as mensagens, visitas e outras actividades do Chefe de Estado a um cada vez maior número de utilizadores das novas ferramentas de partilha da Internet, "nomeadamente entre os que, no mundo, têm o português como língua comum".
Aos poucos começam a conhecer-se os verdadeiros contornos da tragédia chamada BPN. Ontem Norberto Rosa, administrador da instituição, deu mais uma achega para se perceber o resultado da mistura entre supervisão (totalmente) ineficaz e compadrio político. As perdas já ascendem, segundo Rosa, a 1,8 mil milhões de euros (se calhar não fica por aqui). Sim, caro leitor, milhares de milhões. Surpreendido? Talvez valha a pena reler o que aqui se escreveu nos últimos meses sobre o assunto, questionando os números avançados pelo ministro das Finanças. Chegados aqui, há várias perguntas a fazer: vai mesmo haver culpados? O banco central ainda pensa que pode sair incólume desta trapalhada (como é que se escondem operações, anos a fio, que provocam perdas de 1,8 mil milhões?)? Dias Loureiro pode continuar a dizer que não sabia de nada, não ouviu nada e não viu nada enquanto foi administrador? Nem mesmo aqueles "zunzunzinhos" que até eu ouvi - e que motivaram a capa da "Exame" de Março de 2001 (a tal que o incomodou tanto ao ponto de ir falar com o Banco de Portugal)? Não valia a pena ter liquidado o banco e cobrir os depósitos? Quais as consequências deste descalabro no "rating" da CGD? O que vai acontecer ao auditor do BPN? Alguém vai pedir desculpa ao contribuinte, que terá de arcar com este fardo (com 1,8 mil milhões a CGD comprava um banco em Espanha…)? Responda quem souber.
Claro que não vai acontecer nada, a não ser uns boatos e umas suspeições sobre quem podia fazer alguma coisa, na tentativa de que calem o bico e estejam quietinhos. E é claro que a culpa vai ser de toda a gente menos de quem prevaricou. Esses já estão tratadinhos para o resto da vida. Então não era melhor gastar este dinheirinho no Aeroporto (metade já estava pago) ou no TGV? E os ilustres Ferreira Leite, Cavaco Silva, Dias Loureiro...não conseguem culpar mais ninguém para além do Banco de Portugal, Governo e afins? É como se o objectivo fosse roubar e a culpa fosse sempre de quem não deveria permitir o roubo. Vou comprar um passa-montanhas.
Vou repetir o que já tinha dito em Junho a propósito da piada (?) da raça. Todos os humanos falham alguma vez, mesmo que digam que nunca se enganam e raramente têm dúvidas. Agora se não disseram após que se enganaram, como é que eu sei que é engano?
..."O maestro é uma porcaria; conduziu a sinfonia de tal modo que não deve ter durado quarente e seis minutos."...
Este post surge num desafio da Absolutely Roserouge ao Al Kantara e deste a mim, e consiste em :
1-agarrar o livro mais próximo 2-abrir na página 161 3-procurar a quinta frase completa 4-colocar a frase no blog 5-passar para cinco bloggers, à escolha
e, assim, após cumprida a encomenda, passo aos seguintes bloggers :
Há 20 e tal anos atrás, colaborava eu com uma empresa líder de telecomunicações e lutávamos diariamente por fazer homologar pelo ICP, funções que as centrais que vendiamos faziam, mas que não era permitido utilizar: conferências, multi conferencias, desvio para linhas externas, monitorização, ... um sem número de funcionalidades que eram usadas noutros locais do mundo e que aqui, devido à hegemonia dos CTT/TLP as leis não permitiam. Era costume conversar sobre o assunto com o Engenheiro que me pagava e que era o dono da companhia. Falávamos, acima de tudo, de questões técnicas, eu na sua operacionalidade e ele na teoria e na exploração prática dessas teorias. Questionávamos, muitas vezes, quais as razões porque não havia homologação para funções que podendo ser de borla eram taxadas pela companhia dos telefones. Uma vez falámos no poder. Aproximava-se uma data em que as nossas centrais iam mais uma vez para homologação e eu mostrava a minha estranheza: haviam tantos ministros e capitalistas a utilizarem as nossas centrais, porque é que esses não demonstravam como a razão estava do nosso lado? - perguntava eu exaltado. (Hoje isto poderia ser considerado corrupção na forma tentada, se desse jeito, ou mesmo mais grave se ficasse gravado.) O patrão respondia-me quase sempre: -Esses não têm poder! Confesso que me irritava a resposta, principalmente porque não a entendia. Então eram ministros, eram os homens do dinheiro e não tinham poder, então quem é que tinha? Certa vez ganhei coragem e coloquei-lhe a pergunta tal qual escrevi atrás e ouvi-o responder: -As pessoas que têm poder não se sabe se são mais ou menos ricas, o simples facto de serem poderosos faz com que sejam eles a fazer saber o que querem que nós saibamos, ninguém vai perguntar ao Duarte Lima ou ao Proença de Carvalho quanto dinheiro é que têm! Devo ter feito uma cara tão estranha que o senhor se apressou a enveredar por uma enorme explicação, onde concluía que um homem conotado com o PS, dificilmente seria poderoso porque os outros não o permitiriam. Retirei desta conversa os nomes e a conclusão e até utilizei o conhecimento adquirido várias vezes, não posso mentir.
Esta noite, recordei essas conversas, quando pensava nos 3 últimos secretários-gerais do partido socialista. Guterres, foi totalmente destituído de capacidade para governar, foi considerado cobardolas e lá anda ele pelas Áfricas e Ásias, porque não há locais mais distantes. Ferro Rodrigues, foi enfiado no processo Casa Pia, apontado como pedófilo, e exilou-se em Paris. José Sócrates resistiu mais tempo que Guterres mas é acusado constantemente disto e daquilo, sendo que de trafulha e corrupto já não se safa. Que mais saberia o meu ex-patrão e não me disse?