15/01/10

Queria olhar o Sol nos olhos.


Porque me culpa o sol por os meus olhos não serem capazes de o fixar?

13/01/10

Rui Pinhead

Francisco Rosário

Pedro da Moita

Adormecido.



Já me aconteceu a mim, se calhar a muitos de vós. Estou a trabalhar que nem um doido, mas estou a dormir. Durmo bombando.

09/01/10

Lindo

http://aeiou.expresso.pt/old-records=f556776

06/01/10

Só pode ser assim!!!


Ontem foi um dia que eu apreciei. Os senhores dos carroceis rebelaram-se e até foram enruídar a Assembleia da República e uns outros foram entregar uma petição com 90 000 assinaturas. Não é que eu concorde com alguma delas, mas a percepção de que, hoje, nada se conquista sem luta que alguns cidadãos vão entendendo é uma vitória de uma luta pessoal de há 30 anos. A coisa, pessoalmente, torna-se mais complicada porque a classe musical ou a sub-classe das artes-a música, mostrou desde sempre um desinteresse chocante em relação a si próprios. Para não vos cansar a pensar vejam só a relação do Estado com o Teatro e notem bem a diferença.
Aquele abraço para todos.

04/01/10

2010


E lá vem ele, mais um anito. Difícil, atrapalhante, cheio de inquietude e de dúvidas. Mas vem e nós vamos, com certeza, fazer-lhe frente.

BOM 2010 PARA TODOS!!!

21/12/09

BOM NATAL




Bons dias a todos e ao Sr.Inverno também. natal, concertos, ensaios e derivados têm-me roubado tempo para colocar aqui umas letras. Até ao fim do ano ainda vai ser aqui um bocadinho, podíamos nos encontrar no MusicBox dia 26 para ressacar o Natal e pôr a escrita em dia. BOM NATAL para todos.

27/11/09

A longa noite dos bancos mortos-vivos.

Não há meio do esqueleto do BPP sair do armário do Estado. O Governo prepara-se para renovar o aval ao empréstimo ao banco, que assim agoniza em prestações de seis em seis meses. O BPN devia ter sido salvo e não faliu. O BPP devia ter falido e foi salvo. Sobram dois buracos, a tapar com o mais silencioso dinheiro do mundo: o de contribuinte.

Passou mais de um ano. O Governo teve o primeiro instinto correcto, quando disse que o BPP não tinha risco sistémico e que teria de ser resolvido entre accionistas e clientes. Entre aldrabões e aldrabados. Depois de mudou de opinião. Avalizou um empréstimo. E nunca mais se livrou do problema. Nem livra.

Oficialmente, o Governo decidiu avalizar 450 milhões porque não corria riscos: tinha como garantia um conjunto de activos que, dizia, valem até mais - 600 milhões. Mas a "biografia não autorizada" desta intervenção conta outra história: o Governo interveio depois de saber que o BPP tinha clientes especiais. Não por serem muito ricos. Alguns por serem muito pobres.

Santuários religiosos. E centenas de milhões de euros de agricultores, depositados em caixas agrícolas que tinham caído no encantamento dos aprendizes de Rendeiro. Se estes agricultores tivessem perdido o seu dinheiro, não viriam à capital com cartazes e chapéus de cowboy. Gritariam como índios, montados em tractores e munidos de enxadas.

Avalizando um empréstimo, o Governo e a administração de Adão da Fonseca salvaram quem ainda hoje não sonha ter estado à beira da ruína. Mas privilegiaram alguns clientes. Prejudicando os demais. Incluindo aqueles que estavam na primeira linha de salvação. Os maiores credores do império do engano: os clientes do retorno absoluto. Até agora, absolutamente zero. Para mais, ainda apareceram dívidas das sociedades-veículo dos investimentos dos clientes. Dívidas que, assim, passaram a ser... dos clientes. A contabilidade é correcta. Mas revoltante.

E bizarra: se o BPP tivesse falido, estes clientes teriam ao menos disputado a massa falida. Mas, agora, pode não sobrar massa falida, se for verdade que ela foi encaminhada para esses clientes especiais. Nesse caso, os clientes podem queixar-se de desvio do seu dinheiro.

A salvação selectiva de clientes pode ter sido ilegal. Foi, certamente, imoral. Os chapéus de cowboy estão nas cabeças erradas: os clientes que os usam são, afinal, os que estão a ser toureados. É o jogo do passa-ao-outro-e-não-ao-mesmo, que Governo, administração, Banco de Portugal e CMVM badalam ante a estranheza de Bruxelas, que já não entende as razões de um aval a este zombie.

A razão é de que o Estado não quer entrar mais nem consegue sair do problema. Se retira o aval, o banco cai e os clientes acusam o Estado Português e a administração de ilegalidade na salvação dos clientes. Mantendo o aval, precisa que alguém tome conta do banco. Mas mesmo Duarte d'Orey, que agora sobe a parada para ficar no BPP, só fica se o Estado assumir prejuízos. Orey não quer um buraco, quer a licença para ser banqueiro que já uma vez pediu ao Banco de Portugal, sem sucesso.

Mais depressa apodrece o caixão encomendado que o BPP, que lhe estava destinado. O Estado está intimado a ficar com o buraco. É muito menor que o do BPN. Mas é muito mais asqueroso ter de pagá-lo. Algures em Sintra, João Rendeiro continuará a sorrir.


Pedro Santos Guerreiro

20/11/09

Acordei cedo.

Acordei assim mesmo, muito cedo. Mentalmente queria recapitular o que tinha para fazer, mas estava tudo feito. Não há nada pior do que estar tudo feito. Não há nada melhor do que estar tudo feito.
Invento, impaciento-me, vou às casas de instrumentos, escrevo e leio e escrevo, penso nos amigos e nos outros amigos que ainda hão-de ser, imagino formas de surpreender toda a gente, pego na viola. Depois, começo a fazer a quantidade de coisas que inventei....

19/11/09

Estou constipado.

A patroa, a mãe, a mana, os filhos não me querem deixar sair de casa. Não queriam que fosse ensaiar, não me deixam ir ao estúdio, nem querem que eu venha para o escritório. Só porque estou constipado, tenho tosse e ranhoca. Não tenho mais nada, nem dores no corpo, nem febre, nem diarreia... mas foram à Drª. e ela disse que, no entender dela, eu estava doente.
A Gripe A está a deixar todos maluquinhos? Até os doutores?

13/11/09

Escutas.

Quando comecei a trabalhar nos TLP, que ainda se chamava APT e que hoje é a PT; um dos meus primeiros serviços foi desmontar as centrais de escutas que existiam nas caves da Assembleia Nacional, hoje da Republica.
Cá fora havia milhares de pessoas que jubilavam com o que estava a acontecer e iam-se entretendo a emaranhar "jumpers", partindo repartidores e a estragar tudo o que nós lhe entregávamos.
Era o fim das escutas, era um grande passo contra ao medo e pela liberdade de comunicação.

Lembrei-me disto porque hoje, não só se fazem escutas por tudo e por nada como há um desejo paranóico de ouvir as escutas feitas. Tem a ver com a liberdade? De quem?

Paulo, Pedro, Sandra e Gonçalo ao vivo na Moita