-Tou, está lá? Luis?
-Oi grande Ab, estás onde?
-Aqui man, nesta merda de guerra que vocês inventaram.
-Mas estás bom ou nem por isso?
-Cá me amanho rapaz e por aí?
-Aqui está tudo bem, olha lá também estás a entregar as armas?
-Ahahahahahah, entregar? És maluco pah entregamos o que já não presta a troco de dinheiro para comprar outras novas ou achas que somos parvos?
-Ok, ok Ab não acho nada disso.
-Bom, tenho de ir Luis um abraço para ti.
-Abraço apertado, Ab. Vai dando notícias.
-Yah.
11/10/04
Começou a entrega das armas.
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Zé Leonel
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10/11/2004 07:51:00 p.m.
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O AMOR É UMA TRETA!
Os sentidos são os nossos meios primários na condução de mensagens para o entendimento e é deles que deriva grande parte do que consideramos indubitável. Contudo, algumas certezas que eles nos oferecem esgotam-se nas qualidades sensíveis das coisas materiais não sendo por isso suficientes para um pensar exigente e de rigor, sendo, por outras palavras, relativamente à sua existência – muito duvidosas.
Então pode-se e deve-se duvidar dos sentidos uma vez que é vulgaríssimo sermos iludidos por eles.
Os sentires não são os sentidos mas são por estes gerados e alimentados. Logo, pode-se e deve-se duvidar dos sentires ainda mais que dos sentidos.
Sendo que a dúvida tem como objectivo alcançar a verdade e a certeza, isolando o que foi alcançado de tudo o que se continua duvidando.
Sendo que os sentires ainda são mais duvidosos que os sentidos que tanto nos enganam: O AMOR É UMA TRETA!
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Zé Leonel
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10/11/2004 04:40:00 p.m.
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10/10/04
XUTOS ETERNOS
O Pavilhão Atlântico repleto, um palco fantástico e extraordinariamente bem dividido, um ambiente escaldante e um som quase perfeito. Em Portugal só os Xutos & Pontapés conseguem tanto.
Aqueles gajos em palco, 3/5 dos quais só sairão de lá quando morrerem, conseguem transmitir uma imensa energia ao público com uma economia de esforço que só 25 anos de estrada conseguem ensinar. Os Xutos não se cansam e, pelos vistos, também não cansam.
É claro que os que gostam menos vão dizer que a guitarra do Zé estava desafinada, que o Tim fartava-se de entrar ao lado, que as músicas novas são todas iguais, o habitual. Mas quem é capaz de criar momentos como aquele em que a bateria passa para as mãos do roadie e o Kalu vem cá para a frente entregando toda a sua alma aos presentes e permitindo que estes a penetrem? Naquele momento os Xutos são putos de 19 anos e os putos têm todos 50. E não será preciso desejar longa vida aos Xutos & Pontapés, é preciso desejá-la aos musicos porque enquanto estes viverem a banda não parará.
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Zé Leonel
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10/10/2004 11:57:00 a.m.
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09/10/04
Negócio da China (a Bela e o Monstro).
O Tó Monstro é um excelente rapaz, meigo, amigo do seu amigo, honesto. Tem aquele aspecto feio, é pouco criativo e muito acomodado, deixou os dentes chegarem à quele estado com 33 anos, mas enfim, ele não se importa com isso. A Anabela é linda de morrer, activa, empreendedora, nunca pára. A Ana e o Tó casaram há 13 anos o que causou a admiração a toda a gente, era a união do mais feio com a mais linda, mas todos achávamos que o Tó merecia. É claro que também se dizia que aquilo não ia durar muito, que homem feio com mulher bonita é corno pela certa etc... Mas não, muito embora a Bela refilasse muito com a apatia do Tó, eles eram um casal maravilha e fizeram uma filha linda, hoje com 3 anos.
No princípio deste ano o Monstro esteve aqui comigo e falou que o casamento deles andava demasiado rotineiro, que andavam sempre um atrás do outro, que a Ana até à Luz ia com ele, que quase não saiam por causa do bebé e esse tipo de coisas. Disse-me que conversaram sobre isso e que ele propôs que começassem a sair sós, a ter liberdade, um saia o outro ficava com a Matilde (a filha) e que experimentariam até ao fim deste ano se isso era bom ou mau para eles. Disse-me ele que a Anabela não achou grande ideia e que até disse que era perigoso, que podiam sentir alguma atracção por alguém e depois era complicado. A isso o Monstro respondeu: -Olha se acontecer alguma coisa, aconteceu, ninguém morre por isso.
E pronto, o Tó começou a ir com os amigos à bola e para os copos, voltou ao Jamaica e ao Tokio e a Ana, menos vezes, mas lá ia saindo com as amigas.
O Tó esteve cá ontem. Chegou angustiado e choroso, tinha descoberto que a Bela tinha andado a curtir com 2 gajos. Eu disse-lhe: - Mas não foste tu que lhe disseste que era para ser assim?
-Foi, disse ele, mas eu não fiz nada, tu sabes bem que as gajas nem olham para mim!
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Zé Leonel
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10/09/2004 01:25:00 p.m.
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08/10/04
E agora digo eu...
Após o afastamento do Prof. a discussão passou a ser se este deve ou não explicar porque resignou, se o Paes do Amaral deve ou não esclarecer os porquês e até já se pede que o PR fale sobre po assunto. Ora, para mim tudo isso é irrelevante i.e. não é isso que me tira o sono. É claro que tenho consciência que pressões políticas e económicas sempre houveram e sempre haverão, que são farpas na democracia mas é esta que permite isso mesmo, portanto que se tirem conclusões mas não me enganem.
O que está em causa não é se a pressão foi política ou económica, se partiu daqui ou dali, se a comunicação se deixa manipular ou se vende a interesses. O que está em causa aqui é que alguém achou que deveriam ser exercidas represálias contra uma pessoa que faz comentários que não lhe são agradáveis. O que está em causa, para mim, é que esse alguém é ministro do governo em exercício. O que está em causa é que o governo do meu país tenta silenciar um cidadão. E isso ouvimos todos, disso fomos todos testemunhas quando ouvimos o ministro Rui Gomes da Silva.
Eu não quero ter que ficar preocupado com o que digo ou escrevo é isso que está em causa!
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Zé Leonel
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10/08/2004 01:32:00 p.m.
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07/10/04
Mais do Prof. 5
Ainda Mal Começou...
Quinta-feira, 07 de Outubro de 2004
Os estragos provocados por este Governo ao fim de pouco mais de três meses ultrapassam as piores previsões dos mais pessimistas.
Apesar de não se conhecerem todos os detalhes das circunstâncias que rodearam a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI - e de provavelmente nunca se virem a conhecer -, a decisão do antigo líder do PSD, que implicou uma ruptura radical com um velho amigo a que o ligam laços de família, mostra que se ultrapassou um novo limite. E ultrapassou-se esse limite no momento em que na TVI, uma estação privada de televisão, se começou a perceber que os negócios que dependiam do Governo dificilmente iriam para a frente, se a estação mantivesse a assertividade crítica de alguma da sua informação e opinião. Isso não terá sucedido ontem, nem sequer depois das declarações de Rui Gomes da Silva: isso vem sucedendo há muito e mostra que persistem em Portugal dois males antigos que fazem com que sejamos uma democracia pouco liberal. Primeiro, porque as tentações de os governos controlarem a informação não desapareceram, antes recrudesceram com o actual Executivo, e o império da PT- criado sob o PS, alimentado e protegido pelo PSD - permite ter uma terrível arma de intervenção capaz de condicionar mesmo os grupos privados, na televisão e não só. Depois, porque em Portugal são raríssimos os empresários que não actuam em função das conveniências do Governo do momento, não só por dependerem do Estado, mas também por o Estado nunca ter liberalizado as regras da economia por forma a que tudo não dependa, em última análise, da mendigada rubrica de um ministro.
Chegámos agora a um dos momentos mais baixos deste círculo vicioso. De um lado, um governo acossado e fraco, desorientado e acéfalo, incapaz de resistir à tentação da manipulação e desesperado por não perceber que o mal não está em quem divulga as más notícias, mas em quem lhes dá origem: eles próprios. Do outro lado, elites que ou estão divorciadas da causa pública, ou estão concubinadas com os poderes - elites incapazes de perceberem aquilo que Jorge Sampaio recordou no seu discurso do 5 de Outubro: o fiasco trágico das elites políticas (mas também económicas) do Estado Novo e as consequências do fracasso da tentativa tardia de reforma durante o marcelismo. Essas elites sabiam que era necessário transitar para uma democracia pluralista e descolonizar, mas falharam quando chegou altura das reformas necessárias. Bloquearam, intrigaram e não conseguiram tirar o país do beco em que se encontrava.
Ora é essa situação em que muitos portugueses já se sentem hoje e alguns dos que se iludiram com a experiência marcelista há anos que sentem que estamos a caminhar de novo para um abismo.
Com uma agravante: o nível intelectual e cultural dessas elites, quer das que chegaram a pensar que era possível a transição gradual, quer nalguns casos das que eram genuinamente autoritárias, era infinitamente superior ao de muitos daqueles que desgraçadamente nos governam. É trágico - lancinante mesmo - ter de admiti-lo, mas depois de se assistir a uma demonstração de iliberalismo democrático como a dos últimos dias (que é a ponta do icebergue do mal-estar que se vive em muitas redacções) e de ninguém ter porventura dado a atenção devida a tudo o que disse terça-feira Jorge Sampaio, na actual crise o risco de ruptura e declínio é porventura bem maior do que a oportunidade de mudança e de progresso. Daí o receio: ainda não batemos no fundo.
José Manuel Fernandes
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10/07/2004 08:25:00 p.m.
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Mais do Prof. 4
Contraditório
Por EDUARDO PRADO COELHOO FIO DO HORIZONTE
Quinta-feira, 07 de Outubro de 2004
Assistimos a um processo com duas vertentes, típico do estilo Putin: a democracia é a melhor coisa do mundo, desde que se considere que a democracia sou eu. Eu, neste caso, Santana Lopes. Eu, neste caso, Morais Sarmento. Eu, neste caso, Gomes da Silva. Ou, como dizia a presidente da Câmara de Oeiras em entrevista a Bárbara Guimarães, "para estar neste lugar, precisamos do apoio do cônjuge, neste caso, o marido". Neste caso...
Primeira vertente: convém impedir que quem discorde fale. Já o núcleo do PSD do Norte, constituído, como se sabe, por algumas das maiores cabeças do país (estou a falar do tamanho, claro), tinha vindo mostrar toda a sua indignação com os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa. Não basta ser-se do partido do Governo, é preciso aparecer como porta-voz do pensamento do Governo. O que a médio prazo pode levar à esquizofrenia, dado que o Governo tem em si pensamentos diversos, e o próprio Santana Lopes pensa coisas diferentes no mesmo dia (o que mostra como é um espaço de liberdade e pluralismo). Desta vez, temos o extraordinário Rui Gomes da Silva, espaldado por Morais Sarmento num dos seus momentos menos felizes, a começar por exigir que se moderem os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Estes comentários são hoje uma verdadeira instituição nacional, e com o apoio de gente desnorteada como o referido ministro (vão lá arranjar "contraditório" para esta afirmação...) arriscam-se a valer tanto como um partido político. Cabeças mais atiladas devem ter explicado, aparentemente com êxito, que afirmações destas não se fazem e que Gomes da Silva estava a criar um caso político onde ele não existia. O que só se compreende porque Marcelo, ao comentar a constituição deste sempre surpreendente Governo, traçou um retrato pouco abonatório deste admirável governante a quem o país tanto deve. O caso veio acrescentar-se ao clima de proibições que se pretende instalar: regulação de horários de discotecas, proibição de mini-saias numa escola de Colares, e agora tentativa de impor a Marcelo um contraditório. E ainda veremos o PSD do Norte propor que cada comentador de um jornal tenha o seu contraditório - que poderá mesmo ser um polícia de serviço.
Mas o Governo fez marcha-atrás. E Gomes da Silva veio dizer que "não há qualquer intenção de ninguém no sentido de silenciar Marcelo Rebelo de Sousa, ou de o próprio PSD avançar com um processo disciplinar contra ele" (o português é um pouco coxo, mas paciência...).
Supondo, talvez, que empilhando disparates se faz propaganda política - e entramos na segunda vertente, a central de manipulação ideológica -, Gomes da Silva acusou José Sócrates de "não conseguir pensar". Vindo de um verdadeiro especialista na matéria, a acusação é deliciosa. Gomes da Silva acha que a utilização por Sócrates do teleponto "foi única e exclusivamente porque têm de lhe escrever aquilo que ele tem que dizer". Suponho que um pouco de memória não ficaria mal ao nosso ministro dos Assuntos Parlamentares. É que as pessoas ainda se lembram, numa célebre tomada de posse, de Santana Lopes não conseguir ler o que para ele tinham escrito. Mas a explicação é dada pelo próprio Gomes da Silva, em estilo que merece a medalha de "o mais piroso": "O primeiro-ministro pensa muito antes de falar. Pensa acima de tudo nos seus compromissos com os portugueses, mas também o faz com alma, com o coração e com aquilo que pensa ser melhor para Portugal." E Gomes da Silva é, como sempre, um fiel discípulo.
professor universitário
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10/07/2004 08:21:00 p.m.
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Mais do Prof. 3
Marcelo
Quinta-feira, 07 de Outubro de 2004
Post 1 - Acabo de ser surpreendido com a notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa vai deixar de fazer comentários na TVI na sequência de uma reunião que teve com Miguel Paes do Amaral, presidente da Media Capital, a pedido deste. As parcas declarações do ex-líder do PSD após a dita reunião, apesar de escassas, são significativas e dizem praticamente tudo: Marcelo terá sido apertado, e de seguida despedido, por ter criticado o Governo de Santana Lopes a propósito da tolerância de ponto do passado fim-de-semana.
Evidentemente que a TVI tem toda a liberdade para contratar e despedir os comentadores que quiser, desde que o faça por comum acordo ou dentro dos limites contratualmente estabelecidos. Acontece que este despedimento de Marcelo Rebelo de Sousa surge no contexto de uma ignóbil conjuntura de baixa política, porque assente num antidemocrático delito de opinião, após declarações públicas destemperadas de Rui Gomes da Silva, que o acaso e os vínculos "santanistas" tornaram ministro dos Assuntos Parlamentares.
Se o PSD e o actual Governo tinham um problema insanável com o seu militante Rebelo de Sousa, deveriam tê-lo resolvido internamente, com base nos estatutos do partido, e envolvendo o conselho de jurisdição nacional. Ao fazê-lo como fizeram, não só cometeram um acto de autêntico "hara-kiri" político de consequências imprevisíveis, como deixaram no ar a forte suspeita de que controlam a comunicação social, incluindo a de iniciativa puramente privada.
Resta saber - e é saudavelmente democrático que se venha a saber com a máxima urgência possível - quais as verdadeiras e concretas razões que terão levado o patrão-mor da TVI a interromper intempestivamente uma ligação de inegável sucesso que já durava há mais de quatro anos. Não foram boas razões, com certeza.
Post 2 - Nesta crónica em jeito de blogue impresso, constato que duas semanas após ter estado no centro da trapalhada político-informática da não colocação de professores a empresa Compta reagiu finalmente, em comunicado, para apresentar a sua versão dos acontecimentos, descartar responsabilidades directas pelo sucedido e atirar a bola para o campo do Ministério da Educação. Após um silêncio estranho e comprometedor que durou praticamente 15 dias, a Compta lançou o seu comunicado na véspera da ida ao Parlamento de Maria do Carmo Seabra. Terá sido mera coincidência? Ou teve a Compta inesperadas dificuldades para imprimir o documento em tempo útil?
Post 3 - Imperdoável. Acompanhei o mais atentamente possível a estreia da Quinta das Celebridades na TVI, mas perdi o momento sublime de dessacralização da vida política que consistiu na aparição de Avelino Ferreira Torres em cuecas. Imagino o orgulho dos seus amigos e correligionários Paulo Portas e Luís Nobre Guedes, sempre disponíveis para sancionar, nem que seja através do silêncio cúmplice, as heterodoxias comportamentais, e outras que tais, do ainda presidente da Câmara de Marco de Canavezes.
Post 4 - Afinal, é possível descobrir fórmulas inventivas para assinalar capazmente as datas históricas da história de Portugal. A pretexto dos 94 anos da implantação da República, a Câmara Municipal de São João da Madeira proporcionou a dezenas de privilegiados uma palestra notável de Emídio Guerreiro, incansável lutador pela liberdade ao longo dos seus surpreendentes e incrivelmente lúcidos 105 anos de idade. Tratou-se de uma rara oportunidade para confirmar, de viva voz, a velha máxima de que Emídio Guerreiro tanto gosta: "Os velhos dizem aquilo que fizeram. Os novos dizem aquilo que fazem. E os políticos dizem aquilo que vão fazer..."
Miguel Sousa Tavares
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10/07/2004 08:18:00 p.m.
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Mais do Prof. 2
Miguel Sousa Tavares pondera deixar TVI
João Pedro Henriques, :
G.S./PÚBLICO
Miguel Sousa Tavares decidirá sexta-feira se vai ou não deixar a TVI. O jornalista disse ao PÚBLICO que viu a saída de Marcelo Rebelo de Sousa como um "episódio gravíssimo", acrescentando que uma decisão final está dependente de uma conversa com o director-geral da estação, José Eduardo Moniz.
Segundo acrescentou, ainda lhe falta um "conhecimento total" do episódio porque ontem só conseguiu falar com Moniz (ausente em Cannes, de onde hoje regressa) e com Miguel Pais do Amaral, o presidente da Media Capital. Ou seja, falta-lhe também uma conversa com o próprio Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o jornalista, a "responsabilidade primeira" da situação é do Presidente da República. "Ele [Jorge Sampaio] não percebeu o tipo de gente a que deu posse", explicou, salientando que "o problema não está na composição política do Governo" mas sim "na gente de Santana Lopes". "Ainda nos arriscamos a ter o Governo governado por João Líbano Monteiro", afirmou. (João Líbano Monteiro é o proprietário da agência de comunicação de onde saiu João Paulo Velez, o principal assessor de imprensa do primeiro-ministro).
Jornalistas da TVI pedem esclarecimentos
Pouco depois de conhecida a decisão de Marcelo começou a circular na redação da TVI um abaixo-assinado dos jornalistas que pede esclarecimentos ao presidente da empresa, Miguel Paes do Amaral. No texto regista-se estranheza pelo facto de Marcelo ter saído dois dias depois de o ministro dos Assuntos Parlamentares ter exigido a intervenção da AACS para impôr contraditórios aos comentários do professor. Também é salientado que, na declaração que fez à Lusa a anunciar a sua saída, Marcelo deu a ideia que pode não estar garantida a liberdade de opinião e informação na TVI.
Sindicato quer Paes do Amaral no Parlamento
Ontem, ao fim da noite, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) emitiu um comunicado censurando veementemente as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva, em que este criticou as prestações de Marcelo na TVI e exigiu à Alta Autoridade para a Comunicação Social que actuasse no sentido de impôr o contraditórios aos comentários do professor.
Face à saída de Marcelo da TVI, o sindicato considerou que a subcomissão parlamentar de Comunicação Social deve chamar o ministro bem como o presidente da Media Capital, Miguel Paes do Amaral, "a fim de apurar a exiostência de pressões". "O SJ considera urgente o cabal esclarecimentos das razões e das circunstâncias que levaram à alegada renúncia do comentador, de forma tão abrupta quanto inesperada e no contexto em que ocorre", lê-se ainda no comunicado.
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10/07/2004 08:15:00 p.m.
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Mais do Prof. 1
Patrão da TVI queria Marcelo Rebelo de Sousa mais moderado nas críticas
Luciano Alvarez, João Manuel Rocha, Helena Pereira
PÚBLICO
"Na sequência de conversa da iniciativa do presidente da Media Capital, Miguel Paes do Amaral, decidi cessar, de imediato, a colaboração na TVI, a qual sempre pude livremente conceber e executar durante quatro anos e meio." Com esta curta declaração à Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua saída da TVI, onde fazia comentários ao domingo desde 13 de Maio de 2000.
A ruptura entre Marcelo Rebelo de Sousa e o patrão da TVI ter-se-á consumado terça-feira à noite, durante um jantar em que Miguel Paes do Amaral procurou convencer o comentador dos domingos a moderar o tom das suas críticas ao Governo e a Santana Lopes. Pelo que o PÚBLICO apurou, o jantar entre os dois velhos amigos correu de forma desagradável e, apesar do homem da TVI ter tentado convencer Marcelo a fazer ainda o comentário do próximo domingo, o ex-líder do PSD decidiu anunciar ontem mesmo o fim dos seus comentários,
Antes do jantar não seria intenção do professor abandonar a cadeira do comentador, até porque já prometera responder no programa às controversas declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, Rui Gomes da Silva.
A escolha deste momento não terá sido alheia às declarações de Rui Gomes da Silva, já que estas davam a Marcelo, que estava indisponível da abdicar da sua liberdade crítica como comentador, a oportunidade de surgir no papel de vítima, isto é, de alguém cuja saída da TVI fora provocada por pressões do Governo.
O PÚBLICO sabe porém que entre os accionistas da TVI havia quem não gostasse do tom dos comentários de Marcelo, uma vez que o grupo Media Capital está interessado noutros negócios cujo desfecho depende directa ou indirectamente do Governo. O desenlace dessas negociações, nomeadamente com o Grupo PT, poderia depender da estação ser mais ou menos crítica, nos seus espaços informativos, relativamente ao Governo.
A decisão de Marcelo e as declarações de Rui Gomes da Silva, assim como o ambiente vivido em muitos grupos de comunicação social, estão a causar inquietação em Belém, onde Jorge Sampaio segue com atenção os recentes desenvolvimentos. Ontem mesmo o Presidente falou ao telefone com Marcelo Rebelo de Sousa, mas antes deste tornar pública o abandono dos seus comentários. A situação criada é vista com tal gravidade entre os conselheiros do Presidente que, ontem à tarde, uma das hipóteses que se colocava era a de chamar Marcelo a Belém, para conhecer de viva voz a sua versão dos acontecimentos e, também, proporcionar-lhe uma oportunidade para prestar mais declarações aos jornalistas.
Media Capital desmente "pressões políticas"
A direcção editorial da TVI foi totalmente apanhada de surpresa com a saída de Marcelo Rebelo de Sousa do canal, após este se ter reunido com o presidente da Media Capital, Miguel Paes do Amaral. José Eduardo Moniz, que regressa hoje de Cannes, foi o responsável pela contratação de Marcelo e nunca escondeu o apreço pelo ex-líder do PSD. Pelo seu lado, o grupo Media Capital, proprietário da TVI, afirmou que "esta decisão foi da exclusiva responsabilidade do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tendo sido recebida com surpresa por parte da TVI - e do próprio engenheiro Paes do Amaral". Segundo um comunicado divulgado ontem à noite, o grupo "lamenta mas respeita" a decisão e reafirma que os seus órgãos de comunicação continuam a ser norteados por princípios de "total isenção, independência e rigor". Em declarações ao Jornal Nacional da TVI, Paes do Amaral garantiu que "obviamente não houve nenhuma pressão política". O presidente da Media Capital disse que tenciona reafirmar a Moniz a independência da estação.
Múltiplas reacções governamentais
O Governo reagiu por múltiplas vozes, a começar pela do primeiro-ministro. À saída, ontem à noite, de uma reunião com o grupo parlamentar, Santana Lopes disse que gosta de "liberdade" e que "não se pode fazer qualquer sugestão de que qualquer espaço de intervenção possa deixar de existir". Recusou ao mesmo tempo responder às críticas de Marques Mendes e Pacheco Pereira argumentando: "Só quem não me conhece". Antes, já Rui Gomes da Silva tinha dito que não se sente "responsável" pela decisão de Marcelo. Mais ou menos ao mesmo tempo, o ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento garantia que ligar a decisão do ex-líder do PSD às afirmações de Gomes da Silva é fazer "uma ligação abusiva".
Perante tudo isto, a Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) decidiu abrir um processo, tencionando ouvir todas as partes envolvidas.
Mais de um milhão via o professor aos domingos
O Jornal Nacional de domingo - dia em que Marcelo comentava a actualidade - tem uma audiência média sempre acima de um milhão de telespectadores, tendo ultrapassado, em 26 de Setembro, um milhão e meio (1.652.500), referem os dados da Marktest .
No domingo passado, 3 de Outubro, com 1.472.900 obteve o segundo melhor resultado das cinco últimas semanas. Os valores de "share" (quota total de aparelhos sintonizados numa estação) têm estado sempre acima dos 30%, chegando a atingir os 39,5% (no domingo passado) e a ultrapassar a marca dos 40, com 41,8% no domingo 26 de Setembro.
Em relação ao número de pessoas que contactaram com o Jornal Nacional, ainda que por um único segundo, os valores das últimas semanas oscilaram nos últimos tempos entre os 3.128.000 e os 3.742.000. O Jornal Nacional de domingo tem-se posicionado nos três primeiros lugares do "top" dos programas mais vistos, normalmente acima das posições dos dias de semana.
Cátia Candeias
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10/07/2004 08:11:00 p.m.
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06/10/04
Debate na AR
O que está a acontecer neste momento na Assembleia da República é hilariante e deveria ser obrigatório ser visto por todos os portugueses. Não sei se é táctica da Sra. Ministra da Educação, mas a forma como se espalha em todas as vertentes e as desculpas e os trejeitos constantes, transformam a assembleia numa espécie de plateia de stand up comedy e isso faz com que os deputados sejam piedosos na forma como se lhe dirigem. Não há palavras para definir tal estado de coisas.
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10/06/2004 05:17:00 p.m.
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O Prof. foi à vida.
A Censura funcionou mesmo. Após o alarido feito pelo ministro Rui Gomes da Silva o Prof. lá cessou os seus comentários de domingo na TVI. Agora era bom ouvir as razões apontadas por Marcelo Rebelo de Sousa para abandonar, numa altura destas, aquilo que faz há 4 anos e meio.
De uma coisa não há dúvidas: -Este governo não aprecia quem esteja em desacordo com os seus disparates.
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10/06/2004 04:39:00 p.m.
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02/10/04
E lá vou eu...
Está calor, está verão ainda. Vou desopilar (?). As miudas estão em pulgas e no próximo fim de semana é a festa dos 25 anos e não podemos sair de cá.
Vou para os caranguejos, para as ameijoas, lamejinhas, cadelinhas e para o vinho branco. É pena que lá não haja o vinho da "Cova Funda" ao qual chamamos o vinho da felicidade, mas há muito ar e gente bonita e sã. Ontem tive a fazer refeições e depois fui para o estúdio com a Joana e as amigas que querem fazer um grupo de hip-hop. Estive também a driblar assédios que é um desporto que me obrigam a praticar muito no pós-verão. Agora vou-me entregar às crianças e procurar fazê-las felizes. Inté...
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10/02/2004 11:02:00 a.m.
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30/09/04
Amo-te Teresa
Se não estou enganado de todo isto é um nome de um filme. Pois, é de um filme que se trata mesmo...
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9/30/2004 05:17:00 p.m.
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Afinal o que faltou ao F.C. do Porto?
Faltou o Ricardo Carvalho na defesa, faltou o fio de jogo e a atitude do Mourinho, faltou o Deco a construir e faltou o Ricardo na baliza!
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9/30/2004 11:18:00 a.m.
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Direitos de Autor
Pacheco Pereira escreve hoje no Público aquilo a que nos referimos aqui na semana passada, o caso Joana e a forma como ele é noticiado. Era importante para todos nós, para os nossos filhos, para a nossa cultura, percebermos de vez o que é a notícia. Neste caso é fácil, notícia foi o desaparecimento da Joana e notícia seria o seu aparecimento e a descoberta dos culpados. Notícia não é, ficar a saber se a vizinha da frente acha que a D.Leonor era boa mãe ou não, nem se a 1ª professora da menina sabia da sua pobreza, nem se o padrasto é ou não piegas, ou se a sogra está ou não incrédula. Isso é novela, é ficção, não tem qualquer interessa nem nada assegura a sua veracidade. De uma forma leve eu diria que o ou os autores deste crime tinham de receber os respectivos "direitos de autor" pela exposição da novela tal qual é feita, e já estavam ricos. Mas eu não posso olhar para isto com leveza, porque vou buscar a minha Ana Miguel ao infantário e vejo-a com as colegas da sala dos 4 anos a discutirem a Joana, uma diz que foi a mãe que a matou, a outra diz que a mãe não faz isso, outra diz que foi um velho que a levou, outra diz que fugiu...Os pais que se lixem, quem escreve a novela preparou os filhos antecipadamente para o que ia escrever quem a vai ver ou ler está a ser agredido e não tem defesa.
Não foi o caso Joana que pôs o país de luto, foi a comunicação social.
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9/30/2004 10:50:00 a.m.
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29/09/04
O F.C.Porto perdeu.
O Porto fez o que pôde mas perdeu. Espero, no entanto, que todos os palermas do costume se lembrem que isto só é notícia porque o FCP nos habituou a ganhar sempre. Os Dragões continuam a ser o clube que nas 2 épocas anteriores venceram a Taça UEFA, a Liga dos Campeões e que foram Campeões Nacionais.
Para que conste.
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9/29/2004 09:32:00 p.m.
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28/09/04
Grande dia.
Grande dia hoje que até a lua ficou cabeçuda, ou aluadona como diz a Ana Miguel para quem a lua é o sol da noite.
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Zé Leonel
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9/28/2004 10:47:00 p.m.
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Ei-las colocadas com a mão de Deus.
Aí estão as listas de colocação de 34 314 professores, 2 dias antes do prometido. Fantástico. Afinal não foi à mão mas com um recurso a um qualquer shareware. E perguntamos nós, porquê agora? E sabemos nós que nunca nos esclarecerão.
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Zé Leonel
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9/28/2004 10:42:00 p.m.
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27/09/04
Folga
Peço imensa desculpa mas hoje estou de folga. Vou enfiar-me dentro da banheira, pensar em gajas e ser estúpido. Depois vou emborcar uns canecos comer bichos com casca e julgar que estou feliz. Odeio caracóis, mas há mais bichos com casca, não há?
E logo mais à noite talvez dê umas quecas, mime e seja mimado. Talvez. Amanhã serei de certeza. Sinto-me bem, sinto-me demasiado bem. Sinto-me como se não pensasse. Sou tuda, de tudo e nada. Mas tenho a mania que sou feliz, sejam felizes também.
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Zé Leonel
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9/27/2004 10:02:00 p.m.
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26/09/04
O consenso.
Bom, eu gosto tanto de consensos, gosto tanto de agradar a todos e de ver todo o mundo contente que quando namorava com a Beth como ela usava o volante à direita e eu à esquerda, mandei construir um automóvel com o volante ao centro. Infelizmente ela morreu num acidente de viação pouco depois.
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Zé Leonel
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9/26/2004 11:47:00 a.m.
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Grande cabazada.
Como era esperado José Sócrates deu uma cabazada aos outros dois candidatos a secretário-geral do PS. Será, provavelmente, bom para o partido mas tenho dúvidas se será bom para os socialistas. Tenho também pouca esperança que a escolha de Sócrates, que tem a vantagem de ter quase garantida a vitória nas próximas legislativas no país, seja a solução para os problemas que a nação atravessa. No meu entender as, até agora, opções políticas arranjadas para o país levaram este a bater no fundo. Logo foi a política que falhou.
Sócrates é pragmático e capaz de gerir bem o país e vai também ser capaz de fazer algumas alterações superficiais à organização do estado, mas eu não acredito que seja administrativa e superficialmente que se consigam resolver os nossos problemas. Precisamos de alterações profundas, algumas mesmo ideológicas, e enquanto não o fizermos não conseguimos mais do que remendar e isso será um erro fatal que será visível num futuro próximo. Justiça, educação, segurança social, trabalho, economia, etc. andaram nos últimos tempos a dar-nos precisamente este alerta.
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Zé Leonel
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9/26/2004 11:42:00 a.m.
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25/09/04
Cartas Recebidas (sem comentários)
Boa noite / Bom dia
Hoje escrevo-te para tentar contar de uma maneira resumida esta minha semana atribulada, que começou com excesso de trabalho, uma ida ao hospital de urgência e culminou numa ida à esquadra da Polícia esta tarde...
Às vezes é preciso trabalhar-se sem olhar às horas, os clientes assim exigem e as obrigações assim determinam, é o que tem acontecido nestes últimos dias... à mistura um problema de saúde que me obriga a tomar antibiótico e outro medicamento, juntos actuaram de uma maneira que me puseram quase louca de tanta comichão... Toda eu sou borbulhas, grandes, vermelhas e quentes, agora já quase sem comichão, mas ontem, tive de ir com urgência ao hospital para levar uma injecção intravenosa.
Sou alérgica aos dois medicamentos.
Sabes, eu passava de bom agrado todos estes sintomas para os dois assaltantes que roubaram o meu filho hoje em plena Lisboa.
Dois homens com mais de 35 anos, brancos, apontaram uma faca ao meu filho e roubaram-lhe o telemóvel, mais não levaram porque ele vinha da escola e só transportava a mochila.
Não consigo descrever o sentimento que tive quando o meu filho chegou ao meu emprego a chorar...
Fomos dar parte a uma Esquadra de Polícia, os agentes eram simpáticos mas com muita pouca vontade de preencher tanto papel... levámos mais de uma hora com o agente a preencher formulários no computador e a olhar para a televisão, todo distraído com o programa da tarde de um dos nossos canais...
Já percebi porque há tanta gente que prefere não apresentar queixa...
Agora, que este dia está no fim e me sento aqui no sossego da noite para partilhar contigo esta semana tão atribulada, dou-me conta do quanto és importante para mim e como é bom ter-te desse lado a ler com essa paciência infinita tudo o que escrevo. OBRIGADA.
BOM FIM DE SEMANA
Um beijinho e um xi-apertadinho
com muito carinho
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Zé Leonel
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9/25/2004 08:50:00 p.m.
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A Onda do mar
A
Onda do mar
tem
o som
do bater
do coração,
o pulsar
da vida
e
do desejo,
o ir e vir
do sexo
a explosão
do orgasmo.
(isto vinha a propósito de...)
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Zé Leonel
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9/25/2004 01:32:00 a.m.
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Etiquetas: Poesias
Esparadigma Femininovsky I
Ela: -Repara bem, eu vou ter contigo mas vai-me custar muito.
Ele: -Então porquê?
Ela: -Porque eu tenho a impressão que os homens têm sempre algum interesse para além da amizade.
Ele: -Por mim podes ficar descansada, eu não dou o meu corpinho à saciedade.
Ela: -Olha, apareceu aqui o meu irmão a dizer que afinal não posso ir.
(he he he, é fatal e com destino)
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Zé Leonel
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9/25/2004 01:16:00 a.m.
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