Muito embora me pareça sempre que aquilo não funciona, gosto de ir àqueles locais que dizem ar/àgua nas estações de serviço e usar os dois serviços. Sempre que estou a pôr ar nos pneus penso como seria se as máquinas não tivessem um limitador de pressão, que aconteceria ao pneu?
Ainda bem que nós não somos pneus, mas teremos câmaras de ar? E quem nos pressiona terá limitador de pressão?
04/11/04
A pressão.
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Zé Leonel
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11/04/2004 05:45:00 p.m.
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Acordando....Blogs.
Estou mal acordado. Ontem não tive paciência para as notícias, fui estar com a Ana Miguel após o infantário, fomos juntos à Herbalife, vim a casa despedir-me das visitas do dia anterior e por cá fiquei. Fiz sopa, desarrumei papeis, tentei escrever, joguei à espada com as minhas dúvidas mas não fiz nada. Contudo deitei-me tarde!
Hoje e enquanto acordo, coloquei-vos aqui mais uns blogs para que possam suprir os défices de escrita deste meu outro. Adicionei o Bolacha Maria que está na zona dos meus queridos "Batukada" e "Caracol Perfumado". Para a existência de contraditório ao "Doportugalprofundo" e para quem se interessa por essas charadas podem agora consultar a partir daqui Escândalo Casa Pia, um blog escrito por ex-casapianos. Por deformação universitária cá está o Turning the tide
do Noam Chomsky que tendo poucos posts, dá uma ideia sobre este homem e abre links para outros estudos. Para quem se preocupa com a doença da moda (ao que parece), inseri, também, Hepatite C um blog interessante sobre a dita. Por fim coloquei mais um generalista, o Bloga-me Mucho que sei que vão gostar.
Então, vamos ter um dia feliz blogando. Eu vou acordar devagarinho.
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Zé Leonel
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11/04/2004 11:55:00 a.m.
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03/11/04
Estou lixado.
Confesso que estava com uma secreta, mas enorme, esperança que o Sporting conseguisse um bom resultado dia 8 no estádio do Dragão. Já estava a fazer as minhas contas de cabeça tipo: o Porto não marca, o povão assobia e o Fernandez encolhe-se fica à toa, tira quem ataca mete quem defende,sonhos... Então não é que o raio da Federação Portuguesa de Futebol decidiu dar 15 dias de castigo ao homem e logo agora. Porra pah, agora sem ele no banco os jogadores são capazes de fazerem o que querem e lá vai o Sportinguesinho pagar as favas. Estou lixado com isto...
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Zé Leonel
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11/03/2004 08:29:00 p.m.
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God bless America!
Eu quis acompanhar as eleições americanas. Jantei farto, preveni-me de vários recursos, alguns apontamentos e sentei-me frente à televisão. Tenho a convicção que os programas “especial eleições” trazem-nos sempre algum conhecimento sobre a realidade do país em causa e quase sempre acontece. Desta vez foi confrangedor. Apresentaram-nos vários senhores munidos de um pc portátil que se iam interrompendo conforme no seu monitor iam aparecendo dados novos sobre um molhinho de votos num universo de centenas de milhões. Os senhores, que foram pagos para ali estar, diziam graçolas, espreguiçavam-se, repetiam vezes sem conta as mesmas coisas, mas não me ensinaram nada. Perdi uma noite!
George Bush vai provavelmente ser pela primeira vez eleito pelo povo para presidente dos EUA (*), à maneira deles, pois claro. Não é, para os americanos, uma surpresa. Para nós pode parecer mais estranho devido à inclinação que tínhamos por Kerry, só por isso. Eu até costumava brincar dizendo que se a Europa (e mais alguns) queria Kerry estava garantida a vitória de Bush. Para os americanos os outros países ou são subdesenvolvidos coitados ou se têm algum desenvolvimento morrem de inveja dos States. Há dias dizia um importante secretário do presidente que uma das metas a atingir pelo Bush seria pôr a Europa de joelhos, é disto que o povo americano gosta. Não podemos esquecer como o dollar tem desvalorizado em relação ao € e como a economia do tio sam se tem deteriorado. E está tudo dito.
God bless America!
(*) Da outra vez venceu administrativamente por 5-4.
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Zé Leonel
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11/03/2004 11:36:00 a.m.
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02/11/04
Renegociações.
Bom dia, hoje enquanto alguns americanos negoceiam o seu voto, eu não tenho nada para negociar. Às vezes apetece-me negociar tudo ou renegociar, as opções de vida, a profissão, o local que escolhi para residir, os casamentos. Mas hoje não! Hoje vou limpar a casa de 4 dias de sujidão, branquear a alma de algumas nódoas e fazer a cura de todas as ressacas destes dias. Viver sózinho, para mim, nunca foi sinónimo de estar só. Viver sózinho implica ter a casa disponível para quando não é apetecível estar na rua, para quando o tempo atmosférico não deixa. E o tempo atmosférico está-me a dar muito trabalho. Mas...nada! Já estava a começar a renegociar e hoje não tenho nada para negociar!
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11/02/2004 11:36:00 a.m.
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29/10/04
Tanto que fazer...
Pois é tenho tanto para dizer, mas estou tão ocupado. A Ana Mayoz argentina chegou. Tenho-a a ela e ao Baco. O Baco é giro.
Amanhã contarei tudo ou só na 3ª Feira. Beijinhos e abraços.
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10/29/2004 05:58:00 p.m.
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28/10/04
O Portugal profundo.
António Caldeira, professor universitário de Alcobaça, tem um blog chamado Do Portugal profundo. Este Prof. escrevia ultimamente demasiado sobre o caso Casa Pia. A PJ acompanhada por um procurador-adjunto do MP foram a casa do Prof. e da mãe deste, fazer uma busca e apreender disquetes, cds e computadores.
Adicionei na zona de Blogs do Boomerang o blog de que falamos, quem quiser acompanhar melhor basta clicar em oportugalprofundo.
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10/28/2004 01:57:00 p.m.
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Eu dixit:
Acredito no Prof. pronto! Acho até que toda a gente sabe isso e que essa foi a razão porque a maioria aceitou a ida do Engº Paes do Amaral e não permitiu a do Prof. Marcelo.
Vou tratar do cartão eleitor!
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Zé Leonel
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10/28/2004 01:11:00 p.m.
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27/10/04
Engº Paes do Amaral dixit
Afinal não há censura, nem pressão nem nada disso. O Prof. só disse mentiras.
Vou ao médico!
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Zé Leonel
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10/27/2004 08:51:00 p.m.
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Prof. Marcelo dixit
Afinal a censura existe, o Prof. Marcelo foi pressionado e acabou de explicar tudo.
Que vamos fazer agora?
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Zé Leonel
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10/27/2004 02:32:00 p.m.
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26/10/04

Ainda não se sabe, embora se suspeite, quem vai ganhar as eleições nos EUA, mas já se sabe que nada mudará muito, ganhe quem ganhe. 
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Zé Leonel
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10/26/2004 12:30:00 p.m.
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Vida
Viver em espanto, dizer que não sei como fiz aquilo ou como fez ele aquilo, duvidar para procurar certezas, ser interventivo, sonhar, amar muito, ouvir mais, sentir, provocar - tudo isto são coisas que gosto.
Mas como se pode, com este tempo, ir à erva para os coelhos sem molhar um pouco as calças?
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Zé Leonel
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10/26/2004 11:52:00 a.m.
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25/10/04
Bom dia.
Eu tenho uma psicóloga com quem me reuno às segundas feiras, quando não falto. É divertido, não vicia e confesso que gosto de lá estar com ela. Ultimamente a Drª. criou uma nova modalidade a que chama: trabalho para casa. Faz assim: dá-me dois ou três motes e manda-me pensar nisso em casa para discutirmos na reunião seguinte. Não tem sido muito difícil mas hoje, tudo se complicou. Hoje deu-me como motes 3 assuntos para eu pensar e discutirmos para a próxima:
1 - Porque é que as minhas relações amorosas não têm sido estáveis?
2 - Porque é que eu tenho sempre os outros como preocupação primeira, esquecendo-me de mim, mas depois me auto-acuso se algo não corre bem?
3 - Porque é que as mulheres que se aproximam de mim acabam sempre por desejar ter um compromisso comigo?
Não consigo fazer este trabalho de casa, alguém me pode dar umas dicas?
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10/25/2004 02:19:00 p.m.
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22/10/04
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10/22/2004 11:52:00 a.m.
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CAIXA DO CORREIO (O que eles dizem)
Exmo. Sr. ou Sr.ª: Vem isto a propósito do caso Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Nasci e tenho vivido num pequeno concelho (Pombal) do Litoral-Centro (Distrito de Leiria). Não milito em nenhum grupo partidário. Sou um simples cidadão nascido seis anos antes do 25 de Abril de 1974. E como cidadão, ingénuo a pensar que haveria liberdade de expressão e de opinião, criei em Julho passado um "blog" na Internet que pretendia ser um espaço de reflexão e de debate de ideias, com críticas construtivas, sobre o que está a acontecer na minha Terra. Nomeadamente sobre a actividade da respectiva Câmara Municipal e outras instituições. Esse "blog" num espaço de dois meses registou mais de 6.700 visitas, tendo sido comentado em grande número por outros cidadãos/munícipes. A respectiva autarquia, presidida pelo social-democrata Eng. Narciso Mota, nunca usou o princípio do contraditório. Apesar de reconhecer que alguns dos temas abordados tinham a sua veracidade, alterou alguns procedimentos, dando razão ao que por lá se escrevia. Reconhecendo que o "blog" era incómodo para o Poder (leia-se, Câmara Municipal), o senhor presidente entendeu que a melhor forma de usar o "contraditório" era acabar com o mesmo. Vai daí, entrou em contacto com a direcção/administração da empresa onde eu trabalhava e denunciou a sua existência, fazendo ver que o "blog" era "gerido" em horas de expediente. A direcção da empresa de imediato, e justificando que aquela situação lesava a relação institucional com a Câmara Municipal, até porque necessitava desta para legalizar algumas situações pendentes, despediu-me. Isto, não argumentando com falta de profissionalismo ou de produtividade. Mas sim, porque o senhor presidente da Câmara assim os contactou para o efeito. Esclareci a situação e comprometi-me a eliminar de imediato o "blog", o que foi feito e aceite. Precisamente um mês depois, e pelo meio alguns encontros realizados entre o presidente da Câmara e a direcção/administração da empresa, fui novamente confrontado com o despedimento. E perante duas opções: instauração de processo disciplinar ou demissão voluntária, optei pela segunda. Ou seja, a intervenção do senhor presidente da Câmara Municipal de Pombal neste processo é um facto. Tanto o é que um dos seus vereadores afirmou perante algumas pessoas "já acabámos com o blog". Esta situação é notoriamente idêntica à que aconteceu com o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Na sua proporção, obviamente. Mas, com um senão. O meu futuro. Estou desempregado, com duas crianças de 20 meses para criar, casa e carro para pagar. E esposa também desempregada. E tanto mais que, ainda há dias, ouvi da boca de um eventual empregador: "reconheço que és a pessoa indicada para o meu projecto, mas quando o senhor presidente da Câmara soubesse, caía o Carmo e a Trindade. E eu não quero ter problemas com esse senhor". É triste que 30 anos depois de uma revolução, ainda haja quem de uma forma nojenta e vergonhosa, censure as vozes discordantes para que estas não expressem livremente as suas opiniões. Com os melhores cumprimentos.
Orlando Manuel S. Cardoso ____ Rua Paul Harris, nº 13 - 1º Esq 3100-502 Pombal Telef.: 236213594 - 936354363 E-mail: orlando.cardoso@zmail.pt
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10/22/2004 11:03:00 a.m.
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21/10/04
O Benfica ganhou outra vez...
Há muito tempo que deixei de entender o futebol. Mantenho o conhecimento das regras, sei dar uns toques, mas não compreendo o futebol profissional. Tenho uma enorme dificuldade em entender um jogo de 90 minutos que dura semanas, às vezes meses e anos. Tiraram-me o gozo, entendem? Quando vejo um jogo da bola ele já vem tão enfermo de suspeições e pressões que não sobra tempo para o jogo. Ou melhor nem há jogo, há uns 90 e poucos minutos de espera para se saber o que vão dizer a seguir ao desafio. Tiraram-me o rebuçado, portanto.
Hoje constatei as manifestações de júbilo por parte dos benfiquistas por o FCP ter perdido ontem. Faz-me muita confusão isso, há anos que as vitórias do SLB são apenas as derrotas dos outros, é feio. Faz-me impressão ouvir o SCP queixar-se constantemente do sistema e ver que o SLB sempre o goza por causa disso, mas depois quando perdem são eles a pôr tudo em causa. Isto não tem nada a ver com competição e é pena. Portugal até tem bons jogadores que encantam o Mundo.
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10/21/2004 01:02:00 p.m.
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20/10/04
Lá começam eles.
Falta cerca de um mês para o julgamento do tal "Caso Casa Pia". Era esperado que mais tarde ou mais cedo começassem as pressões, os truques, as habilidades, os empurrões, as tentativas de manipulação, as coisas do costume. A imprensa dá destaque e os interessados vão inventando na tentativa de extrair dividendos. É normal e até aceitável, uma vez que os arguidos, os advogados, os juízes, as vítimas são usados sem qualquer acordo prévio pela mesma comunicação social. Quero eu dizer que se um orgão de informação utiliza a minha vida para conquistar audiências ou vender jornais, eu tenho o direito de os usar, também, para defender ou vender o meu produto. Isto não está legislado, como é óbvio, mas é tomado como natural e está apenas dependente da arte e da manha de cada um. Um exemplo poderia ser a presença de Avelino Ferreira Torres na chamada quinta das celebridades, os media fartaram-se de nos mostrar a agressividade do Sr. e este meteu-se na quinta usando os media para mostrar que é um cordeirinho. Ok, porreiro, parece-me justo. Claro que isto não nos vai fazer achar que a "bicha Presidente" não é agressivo ou não é cordeiro.
Mas voltemos ao caso Casa Pia, a que propósito o Sr. Procurador Geral da República vem num colóquio em Badajoz, falar de uma forma revoltante, à luz do direito, de um processo a um mês do seu julgamento? Foi coincidência? Foi sem querer? Porque é que este Sr. nunca diz nada quando lhe pedimos e de repente fala para o ar, com o maior despropósito, quando era preciso estar calado?
Souto Moura, recorde-se, não é arguido, nem juíz, nem advogado, nem vítima neste processo, ele deveria ser o garante de que tudo se processaria na legalidade, calma e justiça. Como pode o PGR acusar alguém de estratégias, pressões, quebras do segredo de justiça, etc... se é ele próprio que começa os incêndios?
Eu acho que Souto Moura tem preferência por julgamentos na praça pública e por isso força-os, não vejo outra razão.
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Zé Leonel
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10/20/2004 05:35:00 p.m.
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Estamos caladinhos ou...
A seguir à obsessão pelo défice estamos agora a entrar na obsessão pela censura. Outras obsessões ficaram pelo meio, mas é nesta, a da censura, que eu acho importante que nos concentremos. É certo, e sabido por todos nós que existem nos locais de trabalho, nas escolas, na vida social várias fórmulas que restringem a liberdade de dizermos o que nos vai na alma. Quase toda a gente aceita isso embora não reaja bem. Mas como podemos nós dizer a um chefe exactamente o que pensamos se isso puser em risco o pãozinho dos nossos filhos? – Dirão as pessoas. Não concordo mas aceito, aceito porque compreendo e não concordo porque acho que devíamos ter a obrigação de fazer com que o dizer exactamente o que pensamos não causasse qualquer risco.
Outra coisa engraçada nestas repressões ao verbo, porque não podem ser ao pensamento, é o ser aceite como normal dizer-se: - Oh pah, não se pode dizer essas coisas ao patrão, e se alguém perguntar o porquê, a resposta é imediata: - Porque é o patrão, ora essa!
Ou seja, não tem por isso outra explicação sem ser que ele te pode despedir ou prejudicar, não é?
Pois é, o ministro Morais Sarmento volta de novo ao ataque e quer, não só mandar nos órgãos públicos de comunicação como quer que acreditemos que assim tem de ser. Não interessa se ele o vai fazer ou não, nem interessa como e sabem porquê? – Porque já está feito! A sua investida já pôs muita gente a pensar no tal pãozinho dos filhos, na sua vida, nos seus proventos. Morais Sarmento percebeu, com o caso do Prof. Marcelo, que afinal é fácil atenuar o efeito das forças de bloqueio como Cavaco chamou. Claro que para Morais Sarmento e demais governantes não se trata de censura, mas também não explicam do que se trata. Ora lá está a máxima: há coisas que não se devem dizer sobre o governo. Porquê? – Porque é governo, ora essa!
Graça Franco num artigo publicado 2ª feira no Público deixa alguns dados sobre a censura que eu vou transcrever aqui:
…”Mas como a memória é curta e há gente sensível aos argumentos de que "ninguém quer calar ninguém", aqui ficam alguns dados para reflexão dos mais novos.
A censura do Estado Novo surge logo no ministério de Gomes da Costa, que por ironia nem durou um mês! Nunca ninguém a defendeu ou veio anunciar com pompa e circunstância. É filha de pai incógnito e a mãe (a frágil ditadura) sempre a rejeitou.
É criada por uma simples nota do comandante da polícia, a título excepcional, mas isso não a impede de permanecer em acção e no essencial intocada 48 anos. A primeira lei de imprensa do regime, publicada ainda em 1926 durante a ditadura de Sinel e Carmona, proíbe a sua existência e consagra a liberdade de expressão. Indiferente, ela continua a existir e a cortar inclusivamente notas oficiosas. Em matéria de liberdade de expressão, a Constituição de 33 quase não difere da de 1910. É só no decreto que regulamenta o exercício dessa liberdade, publicado no mesmo dia em que entrou em vigor a lei fundamental, que se assume, finalmente, a instituição da Censura já em vigor vai para sete anos. Aí permanecerá sem alteração até 72, quando o seu nome muda para "exame prévio" e tudo fica na mesma.
Durante a sua vigência nunca terá critérios claros e continuará a ser permitida a aparência de pluralismo da imprensa. Não será cortado na "República" o que não passa na "Voz". Embora favorável ao regime, a direita nunca será poupada. Na "Voz" chegam a ser amputados os textos de Correia Marques, um dos maiores defensores da política de Salazar. Só as quintas linhas do regime (tipo o nosso ministro Gomes da Silva!) são capazes de lhe assumir a bondade... Jamais a elite e os seus líderes.
Carmona dirá ao jornal "Mundo", em Junho de 26, "coisa alguma repugna mais o meu espírito liberal do que a censura à imprensa", acrescentando que "os boatos falsos, as notícias tendenciosas, desorientam o espírito, provocam a agitação. É preciso evitá-los. O Governo não receia a crítica. Deseja-a até. Mas a crítica dos factos reais e não dos actos imaginários, a crítica nobre, elevada, serena." Estão a ver por que é que a crítica de Marcelo pode tornar-se indesejável para os novos censores? Beberam a inspiração aqui!
Em 72 será a vez de Marcelo dizer à "Capital" que a nova lei de imprensa só não porá fim à censura "porque não basta falar de um direito à informação, é preciso (...) garantir o direito à informação "verídica" (...) as meias verdades, as meias frases, os factos distorcidos compõem um tecido de mentiras que perverte a opinião".
Já antes Salazar diria, em 1933, numa entrevista a António Ferro: "Compreendo que a Censura os irrite porque não há nada que um homem considere mais sagrado do que o seu pensamento e a expressão do seu pensamento." Acrescenta: "Eu próprio já fui vítima da censura e confesso-lhe que me magoei, que me irritei, que cheguei a ter pensamentos revolucionários." Por que não a revoga nesse caso? Como argumento exibe a ilegitimidade da deturpação dos factos "por ignorância ou má fé". Mas, para lhe minorar os males, anuncia a criação do que viria a ser o Secretariado da Propaganda Nacional (mais tarde SNI), apresentado como "um bureau de informações a que os jornais poderão recorrer quando quiserem, para se munirem de elementos necessários à análise e até à crítica da Obra do Governo". Nada muito diferente da Central de Informação do dr. Morais Sarmento.
E seria o "bureau" o primeiro passo para abolição da censura?, pergunta Ferro. "Vamos devagar...", responde Salazar, a censura seria sempre necessária para moralizar "nos ataques pessoais e nos desmandos de linguagem...". Mas para evitar o policiamento externo, que sempre "significará, para quem escreve, opressão e despotismo", o presidente do Conselho propõe-se "oferecer" aos jornalistas a "solução para este problema, para esse aspecto da questão: por que não se cria uma Ordem dos Jornalistas? (...) Dessa forma o papel moralizador da Censura passaria a ser desempenhado pelos próprios jornalistas e dentro da sua classe. "Não lhe parece uma boa solução?", pergunta ao entrevistador. Não pareceu. Na classe não se conseguiram recrutar censores capazes de meter "na Ordem" toda a classe. Esperemos que nesta geração a recusa se mantenha! Mas não é certo...
Sem que esta ideia de avançar no que hoje se chama auto-regulação restaram os majores e os coronéis forçados a garantir o contraditório.
E fizeram-no bem. Em 1970, já com quase nove anos de guerra em África decorridos, ainda zelavam assim "pela verdade dos factos", como prova este mimo inscrito num telex recebido dos serviços de censura às 23h35 do dia 12 de Janeiro de 1970: "Na posse do 2º comandante da PSP de Lisboa: disse-se que ele já fez três comissões de serviço no Ultramar, a primeira 'logo na eclosão da guerra'. Ora, não há guerra. Não se pode dizer isso. Deve ter sido confusão do repórter... Coronel Saraiva."
Os comentários do professor Marcelo enfermavam frequentemente deste tipo de confusões.
P. S.: A Lusa mandou a 7 de Outubro um telex para as redacções com as declarações de Cavaco Silva lamentando o afastamento de Marcelo. Passados poucos minutos um novo telex chegava a corrigir o anterior. A magna alteração introduzida era a seguinte: no primeiro parágrafo, onde se escrevia "afastamento" passava a escrever-se agora coisa mais neutra, ou seja, "saída". Mas Cavaco não falava de saída, mas de "afastamento", palavra que passava a só constar entre aspas no segundo parágrafo. Sem contaminar a linguagem do jornalista. Não sei de quem foi a ideia da magna correcção. Talvez do próprio jornalista, "não fosse o chefe...", ou do chefe, "não fosse o director...", ou do director, "não fosse o ministro...". Ou seria do próprio ministro, para garantir rigor dos serviços tutelados? Valha-nos Deus! “
Vamos reflectir então….
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Zé Leonel
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10/20/2004 05:31:00 p.m.
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18/10/04
SLB - FCP
Sempre achei o futebol uma coisa muito bonita. Aprendo sempre alguma coisa com os grandes jogos. Ontem pela boca dos dirigentes do grande Benfica fiquei a saber que a Carolina (namorada de Pinto da Costa) foi alternadeira. Coisa linda!
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Zé Leonel
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10/18/2004 06:59:00 p.m.
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Dos jornais...
Sobreviverá o Mundo a Mais Quatro Anos de Bush?
Por MIGUEL SOUSA TAVARES
Sexta-feira, 15 de Outubro de 2004
Numa fotografia divulgada há semanas pela Associated Press, vê-se o Presidente Bush cumprimentando Santana Lopes durante uma cerimónia de recepção aos dirigentes mundiais presentes na abertura da 50ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. À direita da fotografia está Santana Lopes apertando a mão ao homem mais poderoso do mundo; ao centro, abraçado a Bush, em atitude de rasteira subserviência, está o Presidente da Guatemala; e à esquerda, está Bush, apertando a mão de Santana e com uma expressão que parece dizer: "Quem é este tipo?" E a legenda reza assim: "O Presidente Bush, com o Presidente da Guatemala, Oscar Berger ao centro, e uma pessoa não identificada à direita, ontem em Nova Iorque..."
Embora Santana Lopes não saia bem da fotografia e, particularmente, da legenda, a verdade é que, desta vez, não tem culpa alguma. A expressão na cara de Bush e a legenda da AP são ambas eloquentes demonstrações daquilo que mais assusta a Europa relativamente aos Estados Unidos e a esta Administração: a sua suma ignorância, a sua arrogante e displicente ignorância, sobre o mundo que os rodeia e o qual pretendem comandar e disciplinar de acordo com a sua doutrina universal.
Segundo uma curiosa sondagem divulgada há tempos, se o mundo inteiro pudesse votar nestas eleições americanas, Kerry ganharia a Bush com uma esmagadora margem de 80 contra 20 por cento - coisa jamais vista em alguma eleição americana. Os números da sondagem são particularmente impressionantes entre o eleitorado dos países tradicionalmente aliados dos Estados Unidos, como a Inglaterra, a Alemanha, a Itália e até Portugal. A sondagem deveria fazer meditar os americanos nas razões que ocasionam este geral desprezo do mundo pelo seu Presidente. Mas é certo que, se sequer se detiverem a pensar nela, a conclusão será exactamente a oposta: o reforço da popularidade interna de Bush, como desafio ao mundo que o despreza.
As razões profundas da popularidade de Bush são, de facto, um fenómeno de difícil explicação, mesmo que parte dela se justifique por um efeito de arrasto de uma vaga actual de conservadorismo na América. Mesmo assim, as razões que muito provavelmente levarão George W. Bush à reeleição em Novembro são de difícil entendimento para um europeu.
Bush sucedeu àquele que terá sido, em termos de política doméstica, pelo menos, o melhor Presidente que os americanos tiveram desde o pós-guerra. E desmantelou por completo a herança económica e social de Clinton: transformou o superávit das contas públicas em novo défice galopante, como o haviam feito o seu pai e Reagan, com isso desmentindo a tradicional acusação dos republicanos aos democratas de estes apenas saberem subir impostos e endividar a União. Bush baixou, de facto, os impostos, mas apenas para os ricos e para as grandes empresas, sob o argumento de que isso relançaria o investimento e o emprego - mas em quatro anos perdeu milhões de empregos que os anos Clinton haviam criado. Prosseguindo numa agenda política ditada pelos ícones do neoconservadorismo religioso que o inspiram, Bush desfez o sistema social de saúde montado por Clinton, cortou os subsídios de alimentação às crianças pobres das escolas desfavorecidas, tirou dinheiro à protecção ambiental para o gastar em armamento e, no seu círculo de politólogos iluminados, já se discute até a possibilidade de terminar com o princípio da progressividade fiscal, para o substituir pelo princípio da proporcionalidade (ou seja, a mesma taxa de IRS para quem ganhe mil dólares e para quem ganhe um milhão) - um retrocesso civilizacional de um século.
Segundo as explicações mais comuns, a popularidade de Bush sustenta-se, apesar da desastrosa governação, no trauma pós-11 de Setembro e na ideia que o americano comum criou de que Bush é quem está melhor colocado para evitar novo ataque terrorista em território americano. Mas o que é curioso é que essa convicção é alicerçada em puro preconceito ideológico, que os factos não suportam: sabe-se hoje que o Governo de Bush subestimou e negligenciou as informações de segurança que apontavam para a iminência do 11 de Setembro; conhece-se a reacção patética de Bush quando teve conhecimento do ataque a Nova Iorque, documentada no filme de Michael Moore; e permanecem por explicar as cinco horas subsequentes, em que Bush esteve desaparecido, presumindo-se que andou às voltas no céu, a bordo do "Air Force One", até ter a certeza de que o ataque tinha terminado. Perante este panorama, é difícil de entender que garantias pode dar este Presidente de conseguir prevenir novo ataque terrorista ou de saber reagir a ele.
Nestes quatro anos de mandato, Bush tem uma única e recente vitória na sua política externa, que foi a realização de eleições no Afeganistão. A passagem da Líbia do campo terrorista para o campo "civilizado", apontado por Rumsfeld como outra vitória desta Administração, deve-se, de facto, aos esforços diplomáticos dos ingleses, e não dos americanos. Quanto ao resto, foi um desastre.
A aventura iraquiana foi um total descalabro, cujas consequências vale a pena lembrar:
- Dividiu o campo europeu entre os seguidores acríticos dos Estados Unidos e os outros, quebrando a unidade europeia, a dos Aliados e a da NATO;
- Desautorizou e descredibilizou as Nações Unidas, com consequências que já são visíveis na questão de Darfur, onde a organização revela a impotência a que ficou reduzida, depois de os Estados Unidos a terem remetido a um papel de avalista das decisões de política externa do Departamento de Estado;
- Em nome do desarmamento, invadiu-se um país desarmado - o Iraque - e deixou-se de lado os que verdadeiramente se estavam e estão a armar - a Coreia do Norte e o Irão;
- E, tendo invadido o país errado sob falsos pretextos e falsas provas, perdeu-se o crédito junto da opinião pública para futuras e necessárias missões de segurança internacionais (depois da mentira do Iraque, quem vai acreditar na verdade?);
- Sob o pretexto de combater o terrorismo da Al-Qaeda, que não existia no Iraque, transformou-se o país, mesmo sob a ocupação dos "marines", num campo de recrutamento e actividade florescente de todo o terrorismo, não apenas da Al-Qaeda, mas de várias outras organizações, que entretanto ali nasceram e prosperam, com a justificação da ocupação;
- Não se democratizou o Iraque, porque não havia com quem e porque os iraquianos não aceitaram nova ordem constitucional ditada pelo ocupante;
- Não se trouxe, como prometido, a paz e o progresso ao Iraque, mas sim o terror diário, o caos, o colapso da economia e das instituições civis e a inviabilidade económica e adiministrativa do país;
- Sacrificaram-se mais de mil vidas de soldados americanos, não na conquista do Iraque, mas na sua ocupação, e deitaram-se fora biliões de dólares dos contribuintes americanos e seus aliados, numa solução político-militar de que ninguém adivinha o fim;
- Desviadas as atenções para o Iraque, deixou-se Israel em roda livre, para impor a sua solução para a Palestina, como, quando e até onde quiser;
- E, enfim, dos 28 dólares por barril de petróleo que o mercado pagava antes da invasão do Iraque, saltou-se agora para os 50 dólares por barril - um preço que compromete toda a retoma económica mundial, que estava a iniciar-se quando Bush tomou posse. Pior era impossível.
Bem podem Bush e Rumsfeld gabar-se de que, em contrapartida, Saddam Hussein foi derrubado e está agora numa prisão. Será que essa única boa notícia vale todo o preço já pago e a pagar? Quem pode garantir que não haverá um novo ataque terrorista nos Estados Unidos, ou em Espanha, ou na Inglaterra? Quantos países árabes se sentem tentados a seguir o exemplo do Iraque, democratizado e pacificado, como Bush prometeu?
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Zé Leonel
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10/18/2004 06:29:00 p.m.
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16/10/04
14/10/04
Afinal é possível nascer de novo!
Hoje saiu-me a sorte grande. Estou rico. Hoje esqueci-me das misérias do mundo, da hipocrisia, da maldade, das invejas, das merdas todas negativas. Por um momento achei que o mundo utópico é o mundo real, não quero sair daqui. Hoje perdi a mania que era um gajo porreiro, um bonzinho. Hoje percebi que há quem seja tão bom e até melhor do que eu. Hoje aprendi tanta coisa em 10 minutos e mudei 30 anos de convencimento. Hoje a frase do Sérgio que diz: "...é que hoje eu fiz um amigo e coisa mais importante no mundo não há...", tomou umas proporções inimagináveis. Hoje eu aprendi a receber o que costumo ser eu a dar, e afinal sou capaz de receber, e afinal o conceito que sempre defendi: "que é muito melhor dar que receber", ficou duvidoso. E eu que achava que era feliz, não sabia que me faltava isto. Hoje eu nasci de novo, obrigado Gaja!
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Zé Leonel
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10/14/2004 11:47:00 a.m.
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13/10/04
A Censura e o Motor de Arranque.
Somos um país de queixinhas, mas até para nos queixarmos precisamos de ser empurrados. Sempre foi assim, passamos a vida a dizer mal disto e daquilo mas nunca, ou raramente, no local certo ou à pessoa certa. Queixamo-nos do marido à amiga, da amiga ao marido, do sapateiro ao barbeiro, do homem do talho à padeira e por aí fora mas raramente aceitamos assumir a luta com quem é preciso lutar. Por outro lado quando a excepção acontece, ou seja quando alguém decide tomar as rédeas de qualquer luta, vem por arrasto todas as lutas que ficaram reprimidas. É então sabido que quando alguém decide protestar e enfrenter o sapateiro a seguir alguém vai protestar e enfrentar o homem do talho e assim sucessivamente. É normal? - Para nós, portugueses, é!
Nos últimos tempos isso tem sido bastante claro para todos nós. Apareceu o caso Casa Pia apareceram nos tempos seguintes casos diários de pedofília, aparece uma criança mal-tratada pelos pais e já sabemos que vão aparecer outras nos dias seguintes, apareceu a hipótese de censura no caso do Prof. Marcelo e:
- Os Srs. comentadores relembram a atitude do Sr. Santana Lopes quando foi caricaturado na TV, o Sr. Dias Ferreira diz que o PSL o censurou no programa "Jogo Falado", um Sr. Ex-director de um jornal do Oeste diz que PSL o silenciou e isto ainda agora começou. Mas porque terá sido que toda esta gente não falou quando e onde deveria falar? É que já chateia ouvir as pessoas dizer após os acontecimentos vindos a público coisas como: "- Nós sempre soubemos que era assim!"
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Zé Leonel
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10/13/2004 10:21:00 a.m.
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