29/06/10

Fui ensaiar.


Cheguei agora, ou melhor dizendo, ainda não cheguei. Estou há duas horas aqui sentado a ruminar o ensaio de hoje com os IVA. Pela primeira vez, ...e ando nisto há tanto tempo, quase desde que nasci..., pela primeira vez tive medo de estragar um tema àqueles músicos fantásticos. Acho que nem eles sabem o que são capazes de fazer, quando o mote é liberdade e criar é um prazer. É que quando um homem cria tudo pode acontecer, quem cria são as mulheres, dizem, mas isso não é verdade. Criam todos os que criam com toda a liberdade.
A Ana vinha cansada de um exame desgastante e gritou isso na flauta, o Dani já com calores não pára de nos surpreender, está a tocar o bandolim como o bater de um coração que se ouve e se sente. O JP na onda dele muito profissional, mas quase a acreditar que a família está com ele. O Miro, que irritação, sabe mais do que ninguém mas mantêm-se sossegado num registo que não convém a quem vai ganhar o mundo (e um carrito novo, vá lá)porque ele toca tão bem. Companheiros ajudem-me a empurrar o homem para o seu lugar, ele merece sabem bem. E o Pedro qual Golias já a todos convenceu que o David está de fora foi a música que escolheu.
Quando sair o livro próximo não me esqueço de escrever tudo aquilo que me dão e que eu nunca vou poder, agradecer, retribuir.
Mas querem que eu faça o quê? Acreditar que há um Deus que me está a proteger? Se for preciso acredito porque aquilo que já vi, se não há coincidências porque acontece a mim? Assim. Tão bom. Uma coisa vos prometo se eu acreditar nesse Deus e se o poder comprovar assino contracto com ele e não tem nada que enganar: -O futuro são vocês e ele vai-vos abençoar, nem que eu tenha de falar e dizer umas verdades que a moda agora é não dizer nada de jeito. Comigo ele está lixado porque no que toca à família eu levo tudo muito a peito.
Amo-vos. Quarta-Feira há Churrascol com convidados e tudo.

24/06/10

PEDIDO PESSOAL!



Queridos companheiros/as, tenho andado completamente focado no que está acima. Por mais vontade que tenha não consigo ouvir os CDs todos que me enviam, nem os mp3 nem coisa nenhuma. Habituei o pessoal a ter sempre resposta pronta com a minha habitual franqueza, sem salamaleques nem diplomacias. A sinceridade, a verdade vou manter todos os dias, mas a resposta pronta é que é mais dificil e não vai acontecer. A quem eu disse que ia gravar temas com, eu irei mas por agora não me pressionem com isso pelo que já expliquei acima. Ainda há outra coisa, nestes dias encontrei uma nova paixão e só tenho sentidos para ela. Essa paixão não me permite ser imparcial e indiferente como até aqui, por isso a altura não é boa para comentar trabalhos de quem faz da arte um trabalho diário. A minha paixão chama-se Ana Figueiredo, chama-se JP, chama-se Miro, chama-se Dani, chama-se o gajo do violino (sabem como é que eu sou com nomes), enfim aquilo tudo junto chama-se IVA e após cada ensaio eu fico horas a pôr os meus sentidos na ordem.

O convite é para todos, sim, mas para que não vão ao engano informo que não há champanhe, nem rissóis de camarão, nem croquetes, nem pinguins a servir flutes. Népias, não há qualquer borla, apenas não pagam entrada. Claro que enquanto eu tiver guito vou pagando copos aos meus amigos, que são vocês. Então o que é que eu tenho para vos dar? -O costume: a minha alma em cima de uma banda sonora criada pelos IVA que vão lá estar a dar apoio. Para o pessoal que vem de longe tenho 2 quartos vagos que, claro, disponibilizarei.

Abraços e beijos.

23/06/10

Porque tudo isto não é de agora....



Soneto quase inédito


Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.





JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.

20/06/10

E, ainda a propósito do post anterior....

A voar.



Estou meio extasiado ou a voar um voo rasante que me possibilitaria conquistar algumas liberdades, como soi dizer-se. O meu estúpido de estimação, com uma estima já com mais de 15 anos deu-nos mais uma demonstração do seu pensar anómalo ao faltar ao funeral da figura maior da nossa cultura actual. Não era amigo dele diz o senhor que pensava que a informática era só para ele. Curiosamente o homenzinho, este, o Anibal ou Sr. Silva como os amigos do partido às vezes lhe chamam; também não é meu amigo, mas é o presidente da minha terra. Por isso o representante mor da minha terra desprezou, de novo, o vulto maior da cultura portuguesa dos nossos tempos. Raios partam o palhaço!

17/06/10

Já está!!!







Aqui está ele ainda quentinho:

09/06/10

Vila Nova de Cerveira e Volta.

Ainda o sono tomava conta da maioria quando chegámos à Mealhada. E nada como um forte



alimento ao despertar. 400 e tal quilómetros depois chegámos a Woodstock.



Lá tinhamos amigos que vinham de Pontevedra e dormiram no carro para nos ver e outros menos amigos mas que também têm carros.



Depois foi a loucura total, a luta, a força, a alegria e a vitória, até adormecermos num hotel em Tuí. A correr fomos almoçar a Ponte de Lima onde percorremos várias ementas e encontrámos o Cestinho com o seu acordeão.





Amanhã vamos fazer o 3.º ensaio e é tão bom ser feliz e, às vezes, tão fácil!

01/06/10

Pré-lançamento do DVD/RESTELO, da Chispalhada:





E, pronto, obrigações são obrigações e lá estivemos. Pelos IVA: eu a Ana e o Miro; pelos Santos Reis: O Zé, a João e o Nuno ( que não vi); pelos Santos Figueiredo: o Zé Mário; pelos Santos Perfeito: eu; o Tim, a Guidinha e o filho grande; o Cameraman Metálico (meu querido Melão) e companheira; a grande Aurora com os enormes Jorge Pires e Fernando Júdice; o Fernando Tordo e o Camané; o Sérgio Godinho e a Ana Esteves; o Peter Machado e a sua concubina; o Kalu e o seu segundo filho grande, mais a sua honestidade, frontalidade e verdade que nos dá nós nas artérias e nos faz sentir tão bem; o Cabelos e a sua corajosa companheira (amei vê-los nesta nova versão); o Sá Pinto que me deixou embasbacado com as recordações que tinha de mim; o Zé Pinheiro, sempre ele; a Ana e o Miro, também ao jantar; a música, quase sempre lá; os amigos de Coimbra e de Santiago...
Foi mais uma noite de revelação dos IVA e de consolidação dos Ex Votos. Benditos sejam!