22/12/04

Giro.

Ele não estava sózinho, havia 2 pessoas presentes, disse que ia experimentar e pronto. Experimentou. Nada. E se nada, dá a elas. E elas nada. Ah!
Está bem!
Não pode ser: -Aranja aí outro recurso.
E o tipo utilizou o recurso e ficou. De olhos esbulhados.
Esbugalhados por um tempo que ele achou segundos e as outras pessoas (2) acharam minutos. Depois houve um ligeiro bloqueio geral.
Depois...

Depois ele disse que a sua parte direita era uma hera e que crescia em forma de polvo pela casa fora. Mas só a parte direita que a esquerda estava estática. A ver. Tudo. Depois demorou algum tempo a recuperar. E...

Foi giro.

21/12/04


O Sporting deixa-me ficar muitas vezes contente e nem sempre é porque ganha, ou contracta, ou joga maravilhosamente bem. A permissão dada pelo clube à utilização do avançado Elpídio Silva (emprestado pelo SCP ao VG) no jogo de ontem deixou-me contente, e o rapaz até marcou 2 golos à sua equipa.

20/12/04

E qual era o político que não queria ser agora?

Eu era Presidente da República.

Mais uma facada nas costas do homem.

Bruxelas chumbou o plano de salvar o défice de Bagão Félix.

(Bolas é tudo contra, caramba!)

Eu também.

A meta, como plano quinquenal, não é humano.
A libelinha voa, eu também.
Não há matemática nos sentires.
O mocho observa, eu também.
Ninguém sabe o tempo que vai querer estar com.
O pai natal é apolítico, eu também.
Não é legítimo saber hoje o que se quer amanhã.
O hipopótamo toma banho, eu também.
Nunca se recusa tanto só porque se ambicionou pouco.
O caracol tem corninhos, eu também.
Quanto mais se sente os outros menos nos sentimos a nós.
A borboleta é colorida, eu também.

Não acredito!

Eu vi há pouco num jornal uma espécie de inquérito a 50 personalidades procurando saber em quem iam votar. O jornal é um tablóide e por isso não me fez confusão a quantidade de pessoas que afirmaram votar em Santana Lopes porque era amigo, se ele fosse do PS eu votava no PS diziam. Já uma enorme confusão fez-me as pessoas que responderam que não votavam porque não acreditavam em ninguém e aquelas que diziam que sabiam em quem votavam mas que não diziam para não serem prejudicadas.
As que diziam que não acreditavam em ninguém, iam mais longe e fundamentavam dizendo que o país bateu no fundo e que não descortinavam quem o podesse levantar. Um dos que disse não dizer em quem votava dizia que ao longo dos anos tinha assistido à perseguição que tinha sido movida aos seus pais por serem conhecidas as suas (deles) inclinações políticas.
Isto é tremendo, então e o 25 de Abril foi para quê? Então as pessoas já aceitam que as coisas sejam assim?

17/12/04

Excesso de zelo?

Pedro Santana Lopes esteve anteontem à noite no BBC – um bar em Belém, Lisboa – para comemorar o terceiro aniversário da vitória nas eleições autárquicas de 16 de Dezembro de 2001 e agradecer pessoalmente a toda a equipa que o ajudou a conquistar a Câmara de Lisboa.

O primeiro-ministro demissionário abandonou o estabelecimento pouco depois das duas da manhã rodeado de um forte dispositivo de segurança. O Correio da Manhã, presente no local, tentou fotografar Santana Lopes e obter algumas declarações. No entanto, a tarefa aparentemente simples complicou-se depois dos seguranças adoptarem uma postura ofensiva. Os guarda-costas formaram uma barreira e bloquearam qualquer tentativa de passagem com um veículo, enquanto um outro segurança, com uma ‘amistosa’ palmada e alguns protestos, impediu na prática o fotógrafo de fazer o seu trabalho.

Ao tentar sair do local, logo após Santana Lopes, o CM teve de aguardar alguns momentos, porque os seguranças bloquearam, por via das dúvidas, a passagem do veículo. Tudo para salvaguardar a perfeita tranquilidade do primeiro-ministro e presidente do PSD.

(CM)

16/12/04


É festa pessoal!

Ora aqui está.

"Poetas, artistas, pensadores, cientistas e todos aqueles que vivem numa espécie de independência, pelo menos dentro das suas cabeças, são pessoas com quem é muito difícil viver, são pessoas excêntricas para se viver com elas. Dão liberdade ao outro, mas essa liberdade é mais parecida com indiferença do que com liberdade..."

Osho Dixit

Sonos.

Deitar tarde e cedo erguer, para ser franco, põe-me branco.

15/12/04

Gostei muito.

Vi-os, lá estavam eles os queridos. Um passivo e sisudo o outro activo e bem disposto. Um disse que não fugia como os outros (outros?) e o outro disse que tinha adorado estar em coligação com o sisudo, aliás, os dois disseram que gostaram muito. Ninguém foge, portanto, e ambos se adoram.
Contudo, a vida é muito ingrata valha-nos Deus, agora vão ter de viver separados, não vão poder ir juntos ao mesmo mercado, não vão estar no mesmo palco, essas coisas...
Mas, como estamos todos fartos de fins tristes ou tristes fins, depois, se houver depois, vão estar juntos de novo.
Gostei muito, muito mesmo, mas não percebi nada!

14/12/04

Ainda sobre apontadores.

"De certo modo, o homem é um ser que nos está intimamente ligado, na medida em que lhe devemos fazer bem e suportá-lo. Mas desde que alguns deles me impeçam de praticar os actos que estão em relação íntima comigo mesmo, o homem passa à categoria dos seres que me são indiferentes, exactamente como o sol, o vento, o animal feroz. É certo que podem entravar alguma coisa da minha actividade; mas o meu querer espontâneo, as minhas disposições interiores não conhecem entraves, graças ao poder de agir sob condição e de derrubar os obstáculos. Com efeito, a inteligência derruba e põe de banda, para atingir o fim que a orienta, todo o obstáculo à sua actividade. O que lhe embaraçava a acção favorece-a; o que lhe barrava o caminho ajuda-a a progredir."

Marco Aurélio Dixit

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára.

Em quanto tempo eu acelero o pé depressa?
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara.

Enquanto todo o mundo espera por algo mau
E a loucura finge que isso é normal
Eu finjo ter paciência.

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência.

Será que é tempo que me falta para perceber?
Será que temos esse tempo para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara.

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não.

(Tema: Paciência - Intérprete: Lenine - CD: Na Pressão)

13/12/04

É só para o ano.

Foi sentido há pouco um sismo em Portugal, embora mais situado para o sul. Choveram chamadas de preocupação para os bombeiros pelas pessoas que o sentiram. Calma, só se espera um outro sismo grande 250 anos depois do outro e isso é só em 2005. Podemos continuar a tremer sim, mas só de frio.

4-1

Eu já nem digo nada.

11/12/04

O presépio.

O Museu de Cera de Madame Tussaud decidiu recriar um presépio de Natal onde David Beckam faz de São José, a sua Victoria de Maria e depois entram também Tony Blair, Bush, Hugh Grant e mais um molho deles. Como era de esperar houve logo um protesto veemente por parte de diversas igrejas cristãs.
Era esperado, nada a declarar.
Mas, será que que as mesmas igrejas já viram bem as figuras que se vendem em hipermercados, lojas chinesas e afins para que os cristãos, ou não, construam os seus próprios presépios? É uma coisa em que reparo e me faz rir todos os anos, inclusivé nas vendas de Natal das próprias igrejas. Tentem lá dar atenção para me perceberem, combinado?

10/12/04

Os Apontadores.

Vive-se na época dos apontadores. Não, não é nenhum ofício é apenas pessoas que ocupam o seu tempo a apontar o dedo a outras pessoas. Apontam o dedo a quem governa, a quem casa, a quem descasa, a quem cria, a quem faz, a quem não faz, a quem é, a quem não é, enfim andam de dedo apontado sempre.
Porque aquela anda quase despida, porque o outro se faz a todas, porque ele é incomodativo, porque ela anda com todos, e porque a tipa não tem método, e o homem é boçal, e aqueles não tocam nada, e aquilo não é arte, e etc.…
São pessoas que se maquilham para parecerem bem dispostas, competentes, capazes e até puras, algumas. Têm estudos superiores e fazem questão de ter opinião sobre todas as coisas. Os apontadores raramente baixam a guarda, auto-protegem-se e protegem-se uns aos outros sem qualquer razão. A lógica é proteger o apontador mais creditado para que ele as proteja e assim sucessivamente. Os apontadores criam grupos mafiosos e até racistas, mas nunca realizam nada de importante porque temem que alguém lhes aponte qualquer coisa. São apontadores e não querem ser apontados.
Preocupam-se tanto com tudo e são tão chatos, livra!

Ai, coitado II.

Foi feita uma auditoria na Câmara Municipal da Figueira da Foz, onde encontraram demasiadas falcatruas uma delas um calote de € 730.000,00. Muitas das coisas já prescreveram e outras vamos ouvir falar muito nos próximos dias.
Sendo que estes erros ocorreram durante a gestão de Pedro Santana Lopes, apetece perguntar porque raio é que esta informação aparece agora.
É que há realmente coincidências, mas quando são tantas dá para desconfiar.

09/12/04

O caudilho.

Hoje pode ler-se no Jornal Económico uma entrevista de Morais Sarmento em que este chama caudilho ao Presidente da República. Aliás, tem sido comum nos últimos dias ouvirmos dizer do PR as coisas mais incríveis. Há 4 meses atrás ele era excelente e o garante da estabilidade e da legalidade para as mesmas pessoas que o achincalham hoje. Que se passou então nestes 4 meses?
-Pelos vistos nada, foi apenas o Dr. Jorge Sampaio que ensandeceu.
De qualquer forma, mesmo que a patologia seja essa, não entendo como é possível tratar assim o PR impunemente.
Eu faço ideia das vezes que o homem já se arrependeu de não ter marcado eleições antecipadas, quando devia. Nós também lamentamos.

08/12/04

E esta?



Estávamos no parque e a Ana Miguel, de 4 anos, pergunta:
-Pai, quem é a pessoa que mais gostas do mundo?
-Adivinha, disse eu.
-Eu acho que sou eu mas mesmo assim quero-me chamar Ana Joana. (A Joana é a irmã da Ana Miguel.)

06/12/04

E não se cala.

E 3 vezes lhe perguntou e as mesmas vezes lhe foi respondido e assim se foi. E o perguntado se suicidou por enforcamento e o perguntador foi morto para mais tarde ressuscitar e abrir o caminho do apocalipse.

Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egipto, destruiu depois os que não creram; (Versículo 5 da Epístola Universal do Apóstolo S.Judas)

05/12/04

Porquê?

Quando pensas nunca fazes, quando fazes nunca pensas.

04/12/04

Ora digam lá...

Já todos nos habituámos a ouvir as pessoas dizer que nunca viram os “Big brothers”, as “Quintas das celebridades” e até já era assim na altura do “Big Show SIC”, ninguém via a menos que fosse por acaso e o acaso era, exactamente, a emissão que se estivesse a falar na altura. Enfim…
Não sei se acontece com todos, mas comigo acontece, que quando se fala de Nova Iorque no 11 de Setembro ou mesmo de Madrid aquando dos atentados de Março, é vulgar ouvir as pessoas dizerem que estavam lá ou que estiveram para ir, ou até que estavam preparadas para ir mas aconteceu um imprevisto.

Em debate sobre o assunto costumo ouvir que os portugueses são tendencialmente mentirosos e não concordo porque na generalidade não são, enganam-se muito mas não mentem mais do que os outros. Há, também, quem defenda que é desejo de protagonismo mas nos casos apontados acima que protagonismo é esse?

O que vos apetece comentar sobre isto?

02/12/04

Querem mais?

Afinal do que é que nos queixamos?
Não há Casa Pia mas há Apito Dourado.
Não há Governo mas vão haver eleições.
Não há “méritocracia” mas há democracia.
Não há Santana Lopes mas há José Sócrates.
Não há dinheiro mas há cartões de crédito.
Não há Prof. Marcelo mas há Quinta das Celebridades.
O parlamento está ferido de morte mas os deputados estão vivos.
Não há emprego mas há desemprego.
Não há Cavaco Silva mas há Santana Lopes.
Não há Portugal mas há Comunidade Europeia.

Valha-nos Deus!


Primeiro a herança socialista, agora o desatino do outro....Livra! E nós que não fizemos nada para isto. Nada mesmo!

01/12/04

Já posso?

Quando em Julho eu dizia aqui que:

Eleições antecipadas seriam, por isto, uma demonstração de honestidade para com os portugueses e eram, também, uma vantagem para o PSD. Para o PSD porque o Santana Lopes, pelo seu populismo, conseguiria no mínimo fazer subir muito os 33% que a coligação obteve no mês passado e quem sabe até conquistar o lugar que agora lhe é oferecido.

Nessa altura houve quem me desse uns “tau-taus” valentes e me dissesse que eu não poderia dizer que era uma vantagem para o PSD.
E agora já posso?