30/01/09

Anda Pacheco...

Há quem tenha a ideia que eu não suporto Pacheco Pereira, o que é errado. Se eu não apreciasse o senhor não lhe passava cartão e eu passo. Oiço-o, leio-o, divirto-me com ele e até, a meu ver, falo demasiado dele.
O que eu acho é que Pacheco Pereira sofre de SVP (síndrome do verbo precoce), atropela o raciocínio dos outros, interrompe quem fala e faz questão de ser do contra e de ser fiel por birra. Fala de mais, por isso contradiz-se muito, e por isso é demasiado escorregadio como apoiante seja do que for. O JPP quando fala lembra-me os miudos que quando querem demonstrar o seu inicio de entendimento exageram naqueles termos: "não é vermelho, é encarnado", "não era água, era chuva", "não é um roedor, é um rato", etc... É aquela fase em que eles sabem, mas isso é insuficiente e precisam que seja: eu é que sei.
Quando os temas duram muito ou se repetem o que falei torna-se ainda mais evidente. O último post no seu blogue é um exemplo disso. É só lembrar o que o nosso Pacheco dizia na altura dos acontecimentos e ler o que diz agora sobre o Freeport e sobre a tese da cabala na Casa Pia.

(...Temos agora as "campanhas negras" e os "poderes ocultos". Se o Primeiro-ministro conhecesse melhor o seu país, ele, que tem acesso aos serviços de informações, perceberia que não existe em Portugal nem capacidades, nem vontades, nem know how, nem executores capazes, sem falarem de mais, sem tropeçarem nos seus pés, sem se enganarem nas deixas, de serem decentes e eficazes "poderes ocultos". A "cabala" contra o PS no caso Casa Pia? Ainda está muito por esclarecer, mas se houve cabala, houve também contra-cabala. Troca-se, como nos cromos imaginários, a queda de Ferro Rodrigues (cabala contra o PS) pela libertação de Pedroso (protecção da Maçonaria). Aquilo de que José Sócrates foi vítima em 2005? Houve de facto uma "campanhazinha negra", com origem nuns imbecis do meu partido e do PP, a brincar às coisas sérias. Mas foi também uma obra de amadores tão grosseira que tinha todos os rabos de palha de fora e foi denunciada por muito boa gente do PSD na altura.)...

(sublinhados meus)


29/01/09

Tempo para a publicidade.





Está na hora do adeus e vou-me embora!

Há 4 anos atrás dizia eu por aqui, que a habilidade de quem se lembrou de levantar suspeitas sobre José Sócrates em altura de eleições, ia ajudar o PS na conquista da maioria absoluta. Pode nem ter tido nada a ver mas a verdade é que os "rosinhas" chegaram lá.
Agora, mais do que em 2004, julgo que vamos assistir a uma sequela do mesmo filme.

A forma como se exerce, hoje, a democracia apresenta-se penosa para quem é eleito. Isto é: em nome dos ideais democráticos um cidadão pode vencer folgadamente umas eleições e ser trucidado, julgado, acusado, posto em causa; por qualquer campanha, orquestrada ou não, contra si. É claro que é expectável que toda a oposição faça guerra a um governo, quase que é essa a sua função. O problema está nas armas utilizadas para fazer essa guerra. Porque a democracia já disponibiliza um arsenal: greve, manifestações, abaixo-assinados, liberdades de imprensa, etc...
Tretas como o caso Freeport, a forma como são usadas e o seu aproveitamento são, francamente, golpes muito sujos. É urgente exterminar este tipo de armas antes que elas exterminem a democracia, que tão valentemente defendemos.

O primeiro-ministro é um tipo esperto e deve gostar daquilo que se farta, eu no lugar dele e no de tantos outros ministros já tinha dado à sola há muito tempo. Mas eu nunca andaria por ali, agora, ele, que gosta, é muito capaz de usar a sua esperteza para tirar dividendos disto tudo. É capaz de fazer beicinho, dizer que não tem condições para continuar e obrigar o Sr. Cavaco a antecipar as eleições.
As sondagens ajudam, a vitimização cai sempre bem entre os portugueses e traduz-se em votos, a comunicação social não tem mais nada para além do que tinha há 4 anos atrás, as oposições não têm candidatos à altura. No fim o homem vai ser um mártir e os outros todos uns malandros.
Tenho a certeza que lhe dava muito jeito, o PS ia ganhar de novo e o Sócrates teria um joker oferecido pelos portugueses, que lhe ia permitir declarar-se vencedor de todas as batalhas que tem em curso: professores, desemprego, juízes, polícia, banca, saúde, etc...
-Porque ah e tal o povo legitimou nas urnas as opções do governo e nós não podemos defraudar o capital de confiança que o povo depositou em nós. Já estou a ouvi-los...
A menos que haja alguma pontinha escondida , se fosse eu a produzir, o filme acabava ao som do "Hino da Alegria" , num palco fundo cheio de máquinas de fumo de onde aparece um Sócrates caminhando lentamente de micro na mão que chega à boca de cena e exclama: -Chegou a hora do adeus e vou-me embora!
No primeiro filme o jornal que mais alimentou a contenda desapareceu pouco depois, tive pena. Neste filme o Pacheco Pereira acaba internado na Casa de Repouso de Belas e não vou ter pena nehuma.


Copos é com eles.

O Sr. Carlos Tavares, presidente da CMVM, falava ontem naquela coisa que nunca percebi para que serve que se chama Comissão Parlamentar de Inquérito, e dizia: -Quando se dá uma cerveja a quem está com uma ressaca, dizem que ele fica melhor. Mas fica com mais álcool.

Era ver a reacção dos senhores deputados presentes. Uns torciam o nariz, outros encolhiam os ombros, alguns abanavam a cabeça mas deu para perceber que todos estavam perante um dossier que dominavam perfeitamente. Aquilo sim, dava uma boa discussão!

26/01/09

Rui Patrício (Guiness, não tarda.)

É um dado adquirido que, na cobrança de um castigo máximo, a vantagem está do lado de quem atira à baliza, e são inúmeros os estudos realizados sobre a matéria que o provam. A taxa de sucesso da equipa atacante varia, consoante a densidade das amostras, entre 74,7% e 86,6%, mas alguém se esqueceu de descrever esta realidade ao jovem Rui Patrício. Ontem, na Madeira, o camisola 1 dos leões, enfrentou o sexto penálti da sua carreira - durante o período regulamentar e em competições oficiais - e fez... o que lhe é habitual: defendeu. Claro que a estatística que Rui Patrício insiste em não compreender concede margem para algumas defesas fortuitas, mas a verdade é que, nas seis ocasiões em que foi chamado a fazer face ao penálti, que tanta angústia provoca nos guardiões, o dono da baliza leonina impediu o golo em... cinco! Ou seja, desmentindo os números próprios da posição e das circunstâncias, o Marrazes refaz as contas e inverte a proporção, defendendo 83,3% das grandes penalidades em que esteve envolvido.

A invulgar tendência deste produto da Academia não tardou em surgir: no dia da sua estreia como profissional - no dia 19 de Novembro de 2006, foi chamado à baliza por Paulo Bento, para suprir, ante o Marítimo, também na Madeira, a lacuna provocada pelos problemas físicos de Ricardo e Tiago -, juntou a parada ao penálti cobrado por Kanu à boa exibição, ajudando a segurar os três pontos. A saga prosseguiu em 2007/08, época da sua afirmação no plantel principal, quando, em Guimarães, negou o golo de penálti a Alan, e, já na presente temporada, transformou em hábito banal a fortuna, impedindo Lucho González de reduzir a vantagem verde e branca de dois golos, durante a disputa da Supertaça. Para o campeonato, foi, depois, a vez de a Naval conhecer os reflexos do número 1, que voltou a segurar com mãos de ferro os três pontos, ao defender o penálti batido por Lazaroni.

É caso para dizer que marcar um golo a Rui Patrício da marca de grande penalidade é razão para júbilo, e algo de que, no futebol sénior, apenas um atleta pode gabar-se. O único tento encaixado nestas circunstâncias apareceu na primeira jornada da Liga Sagres na presente época, ante o Trofense, num lance que, curiosamente, castigou de forma pesada uma falta cometida por Polga, mas fora da grande-área: Pinheiro bateu o penálti injusto e tornou-se no único homem capaz de bater Rui Patrício a partir dos 11 metros - teoricamente - fatais, mesmo se o lance não teve influência no desfecho do encontro - 3-1.

(JEAN-PAUL LARES)

25/01/09

E tudo voltou ao seu lugar.

Com o Benfica a voltar a fazer greve aos golos e o Sporting a afogar-se na pressão da possibilidade de liderar o campeonato, tudo voltou ao costume ao terminar a primeira volta da Liga Sagres. O F.C. do Porto está na frente. Vi os 3 jogos deste fim de semana e tenho que dizer, arbitragens à parte, que dos 3 grandes foi a equipa nortenha a que mais vontade demonstrou em campo, a que melhor jogou e a que mais merece estar na dianteira.

Quique Flores voltou a descascar nos jogadores, já foi no Katsouranis, no Cardozo, no Léo, no Balboa, e no Di Maria, desta vez quem levou forte e feio foi o Reyes. Estou dividido sobre a necessidade de se falar ou não publicamente no desempenho dos jogadores, pois é preciso conhecer o balneário por dentro para aferir se esse é o melhor caminho. De qualquer forma, já em Espanha, este treinador fazia muito disto para picar os seus jogadores e como estes também não são de cá, pode ser que resulte. A verdade é que são as estrelas todas e só falta o Suazo que pela permanência no banco deve estar na fila.

Paulo Bento é que deve perguntar aos deuses porque é que foi tantas vezes capa de jornais no caso de Vukcevic, acusado de teimoso, ditador, etc... enquanto o seu colega espanhol passa despercebido em casos semelhantes. Há uma coisa, no entanto, da qual o técnico dos lagartos se pode orgulhar: Vukcevic está a jogar sendo um dos melhores activos do clube, com golos e excelentes exibições. Veremos se acontece o mesmo com os jogadores de Quique Flores.

21/01/09

Colonoscopia.

Grito e choro por Gaza e por Israel.

texto de Fernando Nobre da AMI:

Há momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia.

O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas.

Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas:

- Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel..


- Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamisaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus?


- Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão.


- Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!).


- Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares!


- Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia!


- Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra!


- Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca!


- Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz!


- Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia!

Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos!

É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse.

É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são.


E só mais esta...

Este ainda é melhor que o Mário Nogueira, vejam só a prosa hoje posta à estampa no Diário de Notícias:

"O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento. Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém.

"Penso que o Presidente não só não fez nada, como o seu silêncio é demasiado tácito, corroborando todas as medidas do Governo", disse ao DN Ilídio Trindade, porta-voz do MUP, sublinhando que esta hipótese ainda não foi colocada aos outros movimentos independentes, nem tão pouco aos sindicatos. O que ainda faz com que o MUP pondere este pedido é o facto de essa eventual demissão do Governo poder, na opinião de Ilídio Trindade, ainda vir a beneficiar o próprio Executivo, alcançando uma maioria absoluta em eleições antecipadas."....


Seguem-se saneamentos?

Não entendo aquele pré-aviso de greve feito para os professores avaliadores. Ou seja, se não percebi mal, os professores avaliadores estão a pré-avisar que podem fazer greve aos pedidos de aulas assistidas feitos pelos seus colegas professores, é isto não é?
Desconheço se isso tem alguma legalidade, mas é no mínimo estranho que, num país democrático, sejam os próprios professores a impedir que os seus pares avancem num processo a que têm direito, se for essa a vontade deles. Porque é que os sindicatos não pediram aos professores para nenhum pedir aulas assistidas? Bom, pedir pediram, mas como eles insistiram por livre vontade agora querem, à força, negar-lhes a possibilidade. Começo a perceber que os sindicatos são quem está mais distante da realidade das escolas. Há professores que não se assustam com a avaliação e sempre a acharam necessária para bem do ensino em Portugal. Para esses não há avaliação que lhes meta medo, seja esta ou outra qualquer. Para os sindicatos esses professores não contam e são ditatorialmente sonegadas as suas posições. A Manuela Ferreira Leite quando falou em parar a democracia por alguns meses, não percebeu que nalguns sectores ela já estava parada.

Disparate do dia.

E diz assim o Sr. Vitor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP):
"-Se as pessoas não acreditam no futebol, não vão ao futebol."

Sem comentários.

Biblias...


20/01/09

Vamos fazer uma boa acção.


Ok, não é normal, nem parece meu e etc... Eu sei! Mas a Liliana é minha amiga e nós fazemos tudo pelos amigos, não é?
A Liliana ou Liana ou Lyana nasceu em Cabo Verde e daí foi com os pais para Boston onde cantava em igrejas e bares. Mais tarde veio para Portugal sem outra preocupação que não fosse continuar a cantar. Casou, fez filhos em barda e ao invés de ir para um call-center ganhar a vidinha decidiu abraçar uma luta de sobrevivência no mundo das músicas, mesmo que isso não lhe desse a certeza que podia comprar fraldas sempre que são precisas.
Toda a gente já ouviu a Liliana, ora com os Kussundulola, ora com a Linha da Frente, ora com o Luis Represas, Xutos & Pontapés e por aí fora. Projectos próprios e com discos gravados também são muitos e agora, com a sua força habitual, decidiu concorrer ao festival da canção com um tema da sua autoria.
Não vos peço que passem a curtir o festival das tretas, mas se fossem lá votar na musica da Liana eu ficava muito agradecido, cada e-mail pode votar 3 vezes. Vá lá não custa nada e se a minha amiga ficar nas 12 primeiras ganha a exposição que merece, embora não possa ganhar a Lucianas Abreu, Romanas e afins. É logo a primeira música e chama-se: "Vivo para a paz". Segue o link que vos permitirá fazer a boa acção do dia: http://ww1.rtp.pt/wportal/sites/tv/festival_cancao09/votacao.php

19/01/09

A dor - de novo!

Amigo de sempre, sabes como sempre te amei e como a distancia nunca fez diminuir esse amor. Quis fazer tudo igual a ti e sei que tu também o quiseste e fizemos, embora tu tenhas feito tudo sempre muito melhor. Este amor para sempre não é opção, meu querido, deve-se à tua presença que nunca me abandonou e jamais abandonará até que nos encontremos de novo.

18/01/09

A Judite é linda.

Confesso que dificilmente perco uma oportunidade para ver/ouvir/ler um líder de partido a botar figura nos órgãos de comunicação. Faço-o para aferir do estado actual do sujeito e para me convencer que estou perante ideias convictas e razoavelmente elaboradas. Só assim consigo fazer um juízo, correcto quanto baste, da personagem em questão.
Nesse sentido assisti à reportagem de Judite de Sousa com Manuela Ferreira Leite e concluí que a Judite está cada vez mais bonita.

14/01/09

Disparate do dia.

Diz o D.José Policarpo: -Dou um conselho às jovens portuguesas, cautela com os amores, pensem duas vezes antes de casar com um muçulmano!

Ainda se for pedófilo, ou bandido, ou violador ainda vá que não vá, mas muçulmano... Valha-nos Deus.

Agradecimento por expulsão domiciliária.

hola ze... sinceramente nao sei ke te dizer, a gente nao se conhece de lado nenhum mas tu foste uma inspiracao muito grande para mim e muitas das coisas ke faco agora mesmo nao as poderia ter feito se tu nao existisses... nao sei se é muito complicado de compreender, o ke interessa mesmo é ke estamos aki para algo... e sem essa essencia punk irreverente ke adkiri quando te ouvia a ti ou a outros teus conterraneos jamais poderia ser o mesmo... me expulsaram de casa por vossa culpa... obrigado obrigado... agora vivo em ibiza, lugar donde todas as ovelhas negras do mundo se encontram e sou vj e produtor video... faco parte de uma associacao cultural sem fins lucrativos Hovi www.hovifest.es dedicada a eventos audiovisuais.... um abrace.....

Recebo muitas mensagens com agradecimentos difíceis de compreender mas que se aceitam, tipo: "foste o responsável por conhecer a minha mulher", "fiz a minha filha ao som da tua música", "bebi muitos copos à tua pala" etc...
Agora por expulsão do lar é, realmente, motivo de reflexão.

PS- É claro que coloco aqui a mensagem porque ela está publicada numa página pelo autor sem nenhuma preocupação de confidencialidade.

Para que conste!


Durante toda a minha santa vidinha, discordei imensas vezes dos meus amigos e conhecidos. Da política ao futebol, das lutas às opções musicais nunca deixei de defender aquilo em que acredito e sempre fui claro na exposição das minhas ideias estando-me completamente nas tintas para o "politicamente correcto". É claro que a sociedade se tem encarregado de me cobrar essas tomadas de posição e as coimas têm sido mais do que muitas.
Ainda agora, nestes últimos tempos, a minha posição sobre a luta dos professores tem-me trazido alguns comentários de malta amiga que são autenticas agressões, como se pode ler em alguns "posts" deste blogue.
Dessas guerrinhas de palavras e trocas, mesmo que duras, de opiniões o tempo encarregar-se-à de tratar e raramente ficam marcas ou implicam qualquer desvio das relações de amizade que mantenho e manterei com essas pessoas.
Há, contudo, no panorama mundial uma questão para mim impossível de ultrapassar: -Não consigo ter qualquer consideração nem amor por quem defende os constantes assassinatos israelitas ao povo palestiniano!
Para que conste.


12/01/09

Para memória futura.



Não sei se terá alguma coisa a ver, mas este árbitro é aquele que, há umas semanas, arranjou um penalti contra o Sporting numa falta cometida 4 metros fora da área.

07/01/09

Temos casas até 2050

06.01.2009 - 17h48 Miguel Esteves Cardoso
É bom, em tempos de míngua, termos coisas a mais. É é doce quando também temos mais do que os outros. As riquezas portuguesas - desde os Tawnies de Vila Nova de Gaia às pinturas de Vila Nova de Foz Coa - são sempre surpreendentes (o que não surpreende) e sempre de revelação tardia.

Tanto é assim que chega a ser monótono. Naquele tom "What is it now?" de quem já foi abrir a porta 20 vezes, perguntemos então que temos nós a mais agora? Casas. Casas aos montes. Ao pontapé. Casas a dar com casas. Aliás, na União Europeia somos o n.º2 em casas a mais.

Só há um outro país com um excedente maior de casas do que nós. Qual é? Não sei. A bela reportagem de Sara Dias Oliveira no PÚBLICO de ontem não diz. Mas desconfio que não gostava de lá viver. Tem-se medo que seja lá mais para os lados da Boratlândia.

Não. Prefiro ficar aqui. Chegam-me as casas que temos a mais aqui em Portugal. Segundo a tese de mestrado de Fátima Moreira - e o que seria de nós se não fossem as teses de mestrado? - o excedente de casas manter-se-á até 2050.

E em 2050, o que vai acontecer? Ou a partir de 2050? Ninguém sabe. Deveremos comemorar esse dia em que o número de casas corresponderá exactamente às nossas necessidades? Ou devemos antes começar já a preocuparmo-nos? E começar já a construir, com muita calma, como quem não quer a coisa, mais umas casitas?

Não vá a nossa vantagem esboroar-se.
Escritor

A novidade do século.

Foi a grande novidade, pela primeira vez no século XXI os adeptos do glorioso puderam passar o Natal e a festa da passagem do ano com a alegria de ter o seu clube na liderança da Liga, coisa que não acontecia desde 1993.
Gostei do entusiasmo como os benfiquistas falavam desta novidade e do brilho que emanava dos seus olhos.
Entretanto, para desgosto de tantos portugueses, a época das festas já acabou. Resta a certeza que para o ano há Natal outra vez.

Para não variar.


Para não variar passei mais um Natal e comecei mais um aninho na caminha com uma diarreia do pauzinho, cheio de ranhoca e com uma enormidade de dores no fisico. Como os hospitais, centros de saúde e similares rebentavam pelas costuras, fiz uma quantidade de telefonemas para os amigos doutores e paradoutores tendo cada um feito o favor de me diagnosticar uma coisa diferente. Como sou muito amigo do meu amigo, acabei por comprar todas as droguinhas que me aconselharam ficando cada vez mais amigo, isso sim, do dono da farmácia. De tudo isso resultou uma porra de uma crise de figado gerada pelos químicos que me afasta da socialização tirando-me a vontade de falar seja com quem for.