15/03/11

Depois da Manif.


Como era esperado o pessoal que organizou a manif. de dia 12/03 está à rasca para dar continuidade ao protesto e não sabe muito bem o que fazer. Chovem convocatórias de novas manifestações e, não tarda nada, a coisa dilui-se com a ajuda de quem teme que estas coisas lhe causem mossa. A luta continua é uma boa frase para gritar, mas sem substancia vale rigorosamente zero. É preciso que surjam ideias para que a limpeza se consiga mesmo e é preciso compilar essas ideias e torná-las exequíveis. Eu tenho algumas ideias e vou colocá-las aqui:

1. Deviam ser criados grupos, um grupo em cada 100.000 cidadãos por exemplo, onde as ideias seriam discutidas.
2. Deviam ser criados 6 núcleos no país: Porto, Coimbra, Lisboa, Beja, Madeira e Açores. esses núcleos teriam um espaço cedido pelo Governo com condições para reunir, criar gabinetes de trabalho e fazer sessões de esclarecimento. Em Lisboa seria o Pavilhão Carlos Lopes que está às moscas e que reúne as exigências necessárias.
3. Os partidos do regime ficariam a governar até que estes grupos concretizassem as ideias e concluíssem sobre o que é preciso para levar avante as ideias debatidas nos vários grupos criados.
4. É preciso fazer com que a lei permita que grupos de cidadãos possam concorrer às legislativas, sem dificuldades acrescidas.
5. O lugar de PR tem de ser revisto porque, na forma atual, não serve para mais nada do que incentivar a fofoca política e arrasar os cidadãos com tomadas de posição conforme a vontade daquele órgão, apenas decorativo.
6. Todas as reformas devem ser revistas e só é possível uma única por pessoa. No futuro todas as reformas devem ser iguais. As pessoas que ganham mais descontam mais, mas ganhando mais teem uma melhor vida e mais dinheiro para investir em PPRs e afins.
7. O subsídio de desemprego deve ter um valor único, para que não se ganhe mais estando desempregado.
8. A regionalização deve ser começada.
9. Deve ser reduzido o número de deputados e mesmo de ministérios e de empresas estatais e municipais.
10. O método de eleição deve ser modificado de modo a colocar todos os cidadãos com iguais possibilidades de eleição.

Possivelmente não serve para nada, mas o que aqui deixo é apenas um exemplo de como todos poderiam contribuir e de como a luta não seria inútil. De outra forma vão acontecer mais umas quantas manifs onde cada vez aparecerão menos pessoas e tudo se vai esfumar com benefício apenas para os oportunistas do costume.

1 comentário:

João Alves Marrucho disse...

Boas ideias. Para já parece que podemos começar por explicar melhor a parte dos 100 000 cidadãos, com alguma sentatez e sentido prático. 100 000 a debater é contra-producente.