12/05/06

Sob o signo da verdade.

O livro do Manuel Maria Carrilho é interessante, confere e vai ser provavelmente um bom documento para estudo. Tem, contudo, um erro que eu chamaria de fatal - é escrito por ele próprio.
A ingenuidade que o prof. Manuel Maria mais uma vez tenta apresentar não compagina com o seu estatuto. É verdade que a comunicação social determina eleições, em todo o mundo. É verdade que em debates televisivos muita gente não aperta a mãozinha aos oponentes. É verdade que o vídeo de campanha não era aquele minuto que todos vimos, tinha mais doze. É tudo verdade. Mas não é aceitável que o ex-ministro finja que não sabia que era assim.

2 comentários:

LFM disse...

Não há santos nesta novela e de certeza que não os há nos órgãos de comunicação social, mas desde de pequeno que não gosto de filosofia e ainda não tinha nascido e já não gostava do Carrilho.

Detesto o seu maneirismo ressabiado, a sua atitude egocêntrica e o seu incontido impulso de se constituir vítima, de um mundo imaginário, onde é rei e senhor.

Para completar o quadro, só mesmo uma esposa, que é mais uma governanta pseudo-intelectual que outra coisa qualquer.

Depois deste livro, qualquer outra obra de ficção é bem-vinda.

José Leonel Perfeito disse...

Concordo contigo em relação ao homem, LFM. Mas o não gostar do individuo não justifica que se não goste do trabalho, por isso eu disse no post que não deveria ter sido ele a escrever. Ao fazê-lo o Manuel Maria só faz reforçar o mau estar que ele próprio causa.