10/05/08

O ponto morto da mente.


Estive a ver atentamente Bob Geldof a falar das coisitas dele e achei curioso. O gajo decorou nomes, tratados, datas, locais; não mentiu, falou de negócios, disse que vivia bem, gostei. Gostei, acima de tudo, da forma como abordou os temas e como foi inteligentemente honesto. Ele poderia armar-se em herói, mártir, ou uma coisa entre as duas o que é muito comum nos representantes das ONGs, mas não. Disse que vivia bem, que curtia mesmo quando estava preocupado e abordou a musica que não sai. Foi nesta parte que mais me admirei porque tinha no meu imaginário que Bob Geldof como músico tinha sido uma "fézada" dos anos do punk e que mais nada haveria a acrescentar. Enganei-me, o homem conseguiu explicar exactamente aquele estado mental onde acontece a criação ilustrando que é a altura em que o consciente e o subconsciente entram em ponto morto. Falou que em tempos, forçava com café o ficar acordado de noite e esperava pela altura em que o subconsciente se sobrepunha ao consciente (mentes objectiva e subjectiva - na minha versão) e disse, que era aí, quando as confusões da vida ficavam diminuidas, que lhe saía algo criativo. Acrescentou depois que quando lia o produto desses momentos, normalmente, achava que aquilo não fazia qualquer sentido. Meu Deus, mas o que ele disse é o que eu explico há tantos anos e nunca consegui ser tão claro. Se não fosse por mais coisa nenhuma, só por isto, bem hajas BOB GELDOF.

2 comentários:

Al Kantara disse...

Excelente entrevista em que foi possível perceber a lucidez e a visão globalmente estratégica do planeta que o homem tem. O Berardo, ao chamar ignorante ao Geldof, passou a si próprio um atestado de irrecuperável e arrogante estupidez.

Recado ao comendador : Oh Berardo, podes ser muito riquinho(trato-te por tu porque fazes o mesmo aos outros que mal conheces) mas não há dúvida que se o ridículo matasse, já tinhas morrido há uma porrada de tempo...

roserouge disse...

Eu tenho muito dinheiro! Eu posso dizer o que eu quiser! Fuckyou! Fuckyou! Fuckfuckfuckfuckfuckfuckyou!