31/03/08

Honra o nome e a música.

Nos meus tempos de adolescente a droga era algo divinal, à qual os portugueses nunca teriam acesso, e que era responsável pela criação de génios. Jim Morrisson, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Carlos Santana e muitos que eu, inclusive, nunca tinha ouvido em disco ou na rádio, eram presença constante na Rock & Folk pelos mesmos motivos. Eu ia do Bairro da Encarnação a Campo de Ourique adquirir a revista e traduzia-a como era capaz, sonhando um dia qualquer acordar e ser como o Neil Young ou um dos outros.

Naquela altura se havia droga em Portugal ela estava longe do conhecimento publico, não havendo qualquer informação sobre o assunto. Lembro-me que a primeira referência que vi sobre droga foram umas bandeiras de madeira na Av. da Liberdade que diziam: Droga, Loucura, Morte e mostravam uma caveira com os ossos em "X". Pensava que aquilo tinha a ver com os insecticidas e venenos do género.
Hoje, quando informação é o que não falta que influencia nos jovenzinhos terá esta moça a Amy Winehouse?

3 comentários:

Pan de Cea disse...

Zé Leonel,
A minha única dúvida é que o excesso de informação pode revelar-se contraproducente... A propósito de símbolos, recordo-me de uma frase antiga adequada para este comentário e que aparecia assinada por um Azinho dentro de um círculo (que muito me intrigava): Quem nos protege dos nossos protectores?
Lembras-te?
Quanto à artista, ela que ganhe juízo e que continue a dar-nos boas malhas.
Abraço,

Zé Leonel disse...

Lembro-me sim, estava perto de outras como: "A virgindade provoca o cancro, vacina-te" e lá estava o ázinho.

Nuno Sá disse...

Man é a melhor artista que tens aí meu, não é por acaso que os cotas e os ginjas e os caretas todos lhe deram os prémios, mesmo não lhe permitindo ir recebê-los. São as merdas que acontecem na democracia do Bush.

Abç.